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‘Vaquinhas’ para presidenciáveis somam R$ 1,3 mi

BRASÍLIA, DF, BRASIL, 12-09-2014, 10h30: O Tribunal Regional Eleitoral do DF começa a lacrar e carregar as urnas que serão enviadas para votação no exterior. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Lula (PT) concentra sozinho 45,9% do total arrecadado por meio das plataformas de crowfunding. João Amoêdo (Novo) e Marina Silva (Rede) obtiveram 27,2% e 17%, respectivamente.

Três candidatos concentram 90% do R$ 1,3 milhão arrecadado pelos presidenciáveis por meio da modalidade “crowdfunding” nos três meses da pré-campanha, que se encerrou nesta quarta-feira (15). A campanha eleitoral tem início oficialmente nesta quinta (16).

O “crowdfunding” é o nome que se dá ao financiamento coletivo captado por meio da internet, também chamado de “vaquinha virtual”. As contribuições são de pessoas físicas, por meio de sites de empresas autorizadas pela Justiça Eleitoral.

O valor arrecadado até agora é pequeno se comparado com o teto de gastos estabelecido por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cada campanha de candidato a presidente da República (R$ 70 milhões).

No caso de candidatos que eventualmente tenham o registro negado pela Justiça Eleitoral ou desistam da candidatura após protocolar o pedido, especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que o dinheiro das vaquinhas pode ser repassado para o partido. (Entenda mais abaixo)

 (Foto: Editoria de Arte, G1)

Nesta eleição, a principal fonte de financiamento de partidos e candidatos é o fundo eleitoral de R$ 1,59 bilhão criado com dinheiro do Orçamento da União para ajudar a bancar as campanhas depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu, em 2015, as doações eleitorais de empresas.

O G1 apurou nesta quarta-feira – último dia da pré-campanha – o valor obtido pelos candidatos à Presidência nas nove plataformas online homologadas pelo TSE que organizam financiamentos coletivos para os presidenciáveis.

As campanhas dos candidatos confirmaram ao G1 que as vaquinhas relacionadas abaixo são as oficiais:

  • Apoia (João Amôedo)
  • Confia Brasil (Alvaro Dias)
  • Doação Legal (Alvaro Dias, João Goulart Filho e Vera Lúcia)
  • Essent (Geraldo Alckmin)
  • Fast (Alvaro Dias)
  • Juntos Venceremos (Cabo Daciolo)
  • Tua Ajuda (Ciro Gomes e Geraldo Alckmin)
  • Um a Mais (Lula)
  • Voto Legal (Guilherme Boulos e Marina Silva)

Líder nas pesquisas eleitorais, embora esteja preso em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve sozinho, até agora, 45,9% do total arrecadado pelos presidenciáveis nas vaquinhas online (R$ 593,9 mil) – veja no gráfico acima quanto os candidatos à Presidência arrecadaram por meio das vaquinhas.

João Amoêdo (Novo) e Marina Silva (Rede) são o segundo e o terceiro, respectivamente, que mais arrecadaram por meio de “crowdfunding” na fase de pré-campanha.

O empresário que estreia nas urnas neste ano pelo partido Novo, obteve 27,2% do dinheiro doado por meio das plataformas online (R$ 351,7 mil). Marina Silva (Rede) tem 17% (R$ 220,5 mil).

Jair Bolsonaro (PSL), Henrique Meirelles (MDB) e José Maria Eymael (DC) não registraram vaquinhas oficiais para arrecadar doações pela internet.

O PSL, no entanto, tem uma vaquinha no site Mais que Voto, no qual pede doações para o partido utilizando uma foto de Bolsonaro dizendo que os eleitores que doam para a sigla ajudam “a formar uma estrutura de apoio maior e mais forte” para “fortalecer e estruturar o partido de Jair Bolsonaro”. A legenda arrecadou R$ 321,5 mil no período da pré-campanha.

Um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro, o deputado Major Olímpio (PSL) informou ao G1 que o partido irá destinar o valor arrecadado pela vaquinha do PSL para a campanha presidencial.

 (Foto: Editoria de Arte, G1) (Foto: Editoria de Arte, G1)

Estratégias de arrecadação

Responsável pela comunicação da campanha de Lula, o assessor José Crispiniano afirmou ao G1 que, na avaliação do PT, o ex-presidente até poderia ter arrecadado mais recursos na plataforma de crowdfunding se o partido não tivesse lançado, simultaneamente, uma outra campanha de arrecadação para financiar o acampamento que reúne apoiadores do petista, em Curitiba.

“O ex-presidente [Lula] lidera as pesquisas. A gente considera natural que ele lidere também a arrecadação de campanha”, disse Crispiniano.

Coordenador de mídias digitais da campanha de João Amoêdo, Daniel Guido afirmou ao G1 que o Novo tem uma “cultura de engajamento” desde a formação do partido, em 2011. A legenda, que teve o registro aprovado pelo TSE em 2015, trabalha com doações feitas por cidadãos, com uma proposta de atrair pessoas que não participam da política.

Na visão de Guido, esse engajamento ajuda a explicar o fato de Amoêdo ser o segundo candidato que mais arrecadou por meio de financiamento coletivo na fase de pré-campanha.

“Utilizamos as redes sociais para divulgar a arrecadação, mas o que faz diferença é ter feito o dever de casa, criando antes a cultura das doações. O Novo não usa dinheiro público para financiar campanha, somos financiados exclusivamente por filiados e doações. O partido tem 20 mil filiados”, destacou.

Na estratégia de divulgação da vaquinha de Amoêdo, a campanha tem priorizado as redes sociais.

“O WhatsApp não tem como medir o real impacto, mas muitas conversas sobre política ocorrem em grupos de família ou de amigos. Já o Facebook tem maior abrangência, virou uma plataforma de discussão política. A tendência é concentrar esforços no Face e no WhatsApp”, explicou o coordenador.

Reconhecida por sua interatividade com a militância por meio das redes sociais, a ex-ministra Marina Silva convidou para a coordenação de sua vaquinha online profissionais com experiência em plataformas de crowdfunding.

Um dos fundadores da consultoria de financiamento coletivo O Bando, Felipe Caruso é um dos responsáveis pela estratégia de arrecadação de Marina pela internet.

Ele afirmou ao G1 que, para garantir uma campanha eficiente de crowdfunding, é importante o candidato entender, desde o primeiro momento, que é necessário conduzir duas campanhas ao mesmo tempo.

“Uma campanha é o ‘vote em mim’. Já a outra é o ‘financie esse sonho’. A ideia é de que essas duas campanhas, que têm estratégias, públicos-alvos e objetivos diferentes, falem línguas semelhantes e estejam alinhadas”, ponderou.

Em 2016, Felipe Caruso foi um dos responsáveis pela campanha de arrecadação do então candidato a governador do Rio Marcelo Freixo (PSOL). Na ocasião, Freixo conseguiu arrecadar R$ 1,4 milhão pela internet.

“Não adianta ter uma página de arrecadação e pensar que as pessoas vão doar de forma mágica. Você precisa convidá-las para tocar essa campanha juntos, fazer parte desta candidatura”, advertiu Caruso.

Doações para Lula

As doações arrecadadas pelos presidenciáveis por meio das plataformas de crowdfunding ainda não começaram a ser liberadas para as campanhas. O dinheiro ficou retido pelas empresas no período da pré-campanha – de 15 de maio a 15 de agosto.

A legislação prevê que as doações obtidas na fase pré-eleitoral só podem ser liberadas aos candidatos que apresentarem comprovante de que a candidatura foi chancelada por convenção partidária e protocolo de registro eleitoral.

Nos casos em que um pré-candidato abriu uma vaquinha virtual, mas não teve a candidatura aprovada pela convenção do partido ou desistiu de registrar a candidatura, o dinheiro arrecadado precisa, obrigatoriamente, ser devolvido aos doadores.

No caso de candidatos que eventualmente tenham o registro negado pela Justiça Eleitoral ou desistam da candidatura após protocolar o pedido, especialistas ouvidos pelo G1 avaliam que o dinheiro das vaquinhas pode ser repassado para o partido.

Inelegível pela Lei da Ficha Limpa por ter sido condenado por tribunal de segunda instância, Lula corre o risco de ser barrado pela Justiça na disputa pela Presidência, embora o PT tenha protocolado o pedido de registro da candidatura nesta quarta, último dia do prazo legal.

O PT já prepara nos bastidores um plano B, no qual o ex-presidente da República seria substituído na cabeça de chapa pelo seu candidato a vice, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, se for proibido de concorrer em outubro.

Para o advogado Daniel Falcão, coordenador da pós-graduação em Direito Eleitoral do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), mesmo que desista da candidatura ou não tenha seu registro eleitoral chancelado pela Justiça Eleitoral, Lula poderá repassar os recursos arrecadados por meio de vaquinhas em sua pré-campanha.

“A partir do registro da candidatura, o ex-presidente Lula torna-se candidato. Ele poderá exercer atos de candidatura normalmente, ou seja, fazer propaganda e arrecadar recursos. Somente se a Justiça Eleitoral indeferir o registro, teria que parar a arrecadação”, enfatizou.

Professor da FGV Direito Rio, o advogado Michael Freitas Mohallem também avalia que é possível utilizar o recurso arrecado na pré-campanha, mesmo diante do risco de o ex-presidente ser barrado com base na Lei da Ficha Limpa.

Na avaliação de Mohallem, caso Lula não possa disputar a eleição, a lei não impõe restrição ao uso do dinheiro da vaquinha por seu substituto.

“Não vejo razão de impedir que o recurso doado seja usado, porque a doação foi feita para o candidato à Presidência do PT. Em eleições anteriores, quando os partidos mudaram o candidato, o dinheiro arrecadado por diferentes formas não foi devolvido, foi usado na campanha”, observou Mohallem.

Registro

As doações a candidatos pelas vaquinhas online só são autorizadas por meio de empresas/sites chancelados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

O cadastramento das empresas que queriam organizar as vaquinhas começou em 30 de abril. Para se inscrever, as empresas precisaram preencher cadastro, apresentar documentos pessoais dos sócios e também das firmas. Ao final do processo de registro, o TSE se limitou a fazer a análise dos “requisitos cadastrais”.

A legislação que autorizou as doações por meio da modalidade crowdfunding atribuiu ao TSE apenas o registro cadastral. A Corte Eleitoral não atesta a “idoneidade” nem mesmo a “moralidade” das empresas, informaram técnicos do tribunal ouvidos pelo G1.

Os candidatos e os partidos puderam escolher qualquer uma das empresas habilitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. No período da pré-campanha, a Corte avalizou o registro de 54 plataformas de arrecadação de doações online.

Outros 32 sites também apresentaram registro no tribunal, porém, não foram homologados até o momento. A arrecadação da pré-campanha começou em 15 de maio.

As empresas autorizadas a arrecadar doações para os candidatos poderão dar continuidade às vaquinhas para os candidatos registrado na Justiça Eleitoral até 7 de outubro, dia em que será realizado o primeiro turno das eleições deste ano.

FONTE: G1.COM

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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