Cultura

Unicef: agressão à criança ainda se disfarça de boa educação

a 19 de agosto de 1982 e a Assembleia Geral das Nações Unidas realizava uma reunião de emergência sobre a Palestina. No encontro, o número alarmante de crianças palestinas e libanesas que sofriam atos de violência e agressão em Israel chamou a atenção e, sensibilizados com a causa, os oficiais decidiram implantar uma resolução (ES-1/8) e criar o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão, celebrado em 4 de junho de todo ano, com objetivo de reconhecer e relembrar a dor sofrida por menores em todo o mundo.

Ainda hoje, 18 mil crianças abaixo dos 5 anos morrem por dia, sendo 6,6 milhões por causas evitáveis se tivesse acesso ao básico

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Desde então, há 32 anos, este dia serve para reflexão e mobilização sobre os compromissos da ONU e de todo o mundo com os direitos das crianças.

Entre os casos e metas apontadas como prioritárias pelas Nações Unidas, estão: redução da violência armada, registro civil de nascimento, trabalho infantil, casamento infantil, recrutamento de crianças por forças armadas ou grupos armados, tráfico de crianças, privação de cuidados parentais, crianças com deficiência, separação de famílias em casos de emergência, mutilação genital feminina, violência baseada no gênero em situações de emergência, minas terrestres e armas explosivas.

Após a criação da data, muito foi realizado em prol dos 2,2 bilhões de meninos e meninas do mundo, especialmente por causa da Convenção dos Direitos da Criança (CDC), criada em 20 de novembro de 1989. Ou seja, há quase 25 anos, o mundo assumiu um compromisso: que faria o possível para proteger e promover os direitos dos menores – de sobrevivência e prosperidade; de aprendizado e crescimento; de ouvir suas vozes e permiti-los desenvolver seu potencial.

Números de um relatório da ONU de 2013 revelam alguns avanços em relação ao tema, tais como as mortes por sarampo entre os menores de 5 anos, que caiu de 482 mil, em 2000, para 86 mil em 2012; e o acesso ao saneamento básico que evoluiu desde 1990: 1,9 bilhão de pessoas passaram a ser contempladas na última década.

Dados alarmantes
No entanto, há muito a ser feito: ainda hoje, todos os dias, 18 mil crianças abaixo dos 5 anos morrem, sendo 6,6 milhões por causas evitáveis – se tivessem acesso ao básico. Para se ter ideia, 15% de toda a população infantil mundial ainda são obrigados a trabalhar, sendo privados dos direitos ao estudo e lazer.

Segundo dados da ONU de 2013, os maiores índices de vulnerabilidade estão associados com crianças com deficiências sociais: órfãs, indígenas, de grupos étnicos minoritários ou marginalizados

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A violência atinge todas as classes sociais, em todos os países do mundo. Porém, entre os menores, alguns são particularmente vulneráveis às agressões por aspectos de gênero, raça, etnia ou questões socioeconômicas.

Segundo dados da ONU de 2013, os maiores índices de vulnerabilidade estão associados com crianças com deficiências sociais: órfãs, indígenas, de grupos étnicos minoritários ou marginalizados.

“Uma questão que não nos damos conta, normalmente, é a do registro civil. Toda criança merece ter um nome e uma nacionalidade, no mínimo. A falta de registro pode não ser uma agressão, mas é uma violação. Além disso, abre espaço para outros tipos de violência: adoções ilegais, tráfico de órgãos, enfim, elas não existem para o Estado e suas políticas públicas. É o caso de comunidades indígenas no Brasil, por exemplo, que têm 42% das crianças de 0 a 1 ano sem registro, segundo dados do IBGE”, lembra a Oficial de Proteção do Unicef no Brasil, Fabiana Gorenstein.

Outros riscos apontados pelas Nações Unidas são: viver e morar nas ruas e em comunidades com altas taxas de desigualdade, desemprego e pobreza, além de regiões onde acontecem desastres naturais e conflitos armados – todos estes fatores deixam os menores expostos.

Países em conflito tem gerações quase perdidas

Menino sírio e sua família de refugiados deixam o Centro de Permanência Temporária de Imigrantes (CETI) no enclave espanhol de Melilla (cidade autônoma espanhola, situada no norte de África) em maio de 2014

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Atualmente, a Unicef tem dado atenção especial para crianças que vivem em países em conflitos ou são obrigadas a se refugiar, como na Síria, devastada por uma guerra civil há mais de três anos.

Segundo a ONG “Save the Children”, no país de Bashar Al-Assad, mais de 5 milhões de crianças precisam de assistência e mais de 1 milhão procurou refúgio em países vizinhos. Desde 2011, pelo menos 7 mil crianças foram mortas na Síria. Estes menores já são considerados como uma geração perdida em potencial.

No Afeganistão, os conflitos armados matam uma em cada quatro crianças antes do seu quinto aniversário e uma em cada cinco nasce em um campo de refugiados. A exploração do trabalho infantil é alarmante: 50 mil menores estão trabalhando, apenas nas ruas da capital do país, Cabul. A infância no país já começa precária, pois apenas 10% das grávidas recebem cuidados de saúde materna, segundo dados da ONG mais recentes.

Além disso, 60% das crianças afegãs pesquisadas perderam pelo menos um membro da família, e 39% perderam suas casas, como resultado da guerra civil no país.

Outro caso em evidência é o das crianças da América Central que imigram aos Estados Unidos. O presidente Barack Obama, inclusive, manifestou sua preocupação na última segunda-feira, 2 de junho, sobre o aumento de menores imigrantes da fronteira sul – que entram no país sem acompanhantes, sozinhas e vulneráveis.

De acordo com autoridades americanas, o número de crianças que cruzam a fronteira aumentou mais de 90% em relação ao ano passado. Obama chegou a classificar o problema como “crise urgente”, sendo que os cuidados às crianças imigrantes da América Central poderão custar US$ 2,2 bilhões este ano aos cofres do governo americano – entre outras medidas, é necessário encontrar um abrigo para elas. Segundo estimativas não oficiais, o número de crianças que atravessam sozinhas a fronteira dos EUA pode se aproximar de 66 mil em 2014, quantidade quatro vezes maior que há dois anos.

O Brasil, “boa educação” e os agressores
A violência contra crianças passa por vários aspectos e esferas, desde a exploração e abuso sexual, violência armada, tráfico, trabalho infantil, violência de gênero, assédio moral, cyberbullying, violência das gangues, mutilação genital feminina, casamento infantil, disciplina violenta física e emocionalmente, entre outras práticas nocivas.

No Afeganistão, os conflitos armados matam uma em cada quatro crianças antes do seu quinto aniversário – e uma em cada cinco nasce em um campo de refugiados. A exploração do trabalho infantil é alarmante: 50 mil menores estão trabalhando apenas nas ruas da capital do país

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Segundo dados da Unicef, no Brasil, em 2012, o disque 100 recebeu 24.079 denúncias de violência contra criança e, em primeiro lugar, ficaram os casos de negligência – que acontece, por exemplo, quando pais deixam a criança sozinha em casa ou desacompanhada em ambientes públicos, expondo-a a riscos de acidentes domésticos e outras violências. Em 2º lugar, ficaram relatos de violência física – na maioria das vezes causada pela própria mãe, seguida de violência psicológica, agressão sexual e exploração do trabalho infantil, respectivamente.

O presidente Barack Obama manifestou sua preocupação no dia 2 de junho sobre o aumento de menores imigrantes da fronteira sul que entram no país sem acompanhantes, simplesmente sozinhas, vulneráveis

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Estes números representam apenas casos em que familiares, vizinhos ou amigos denunciaram as agressões. A oficial de proteção do Unicef destacou a importância da denúncia para ajudar na redução dos casos.

Ela explica que, quando ocorre um aumento dos casos de agressão a crianças, é preciso considerar se isso não está ligado ao crescimento das denúncias e até ao melhor conhecimento das pessoas de que determinados atos são violência. Outro dado alarmante é que a violência contra criança, geralmente, está ligada a agressão doméstica.

“Há 30 anos, muitas violências eram aceitas, disfarçadas de boa educação. Por isso, alguns números representam um melhor conhecimento”, explica Fabiana Gorenstein. Contudo, ela garante que, em nossa cultura, a violência ainda vem disfarçada de boa educação.

Os agressores mudam muito de um caso para outro, segundo Gorenstein. No Brasil, através do disque 100, a Unicef descobriu alguns traços importantes sobre os suspeitos de cometer violência: as mulheres são maioria das suspeitas em casos de violência doméstica e os homens em casos de agressão sexual. Nos dados mais atuais sobre os agressores, as mulheres são 44,91% e os homens 39,91% e – e mais de 15% não tiveram o gênero revelado nas denúncias recebidas.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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