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UE retoma deportações de imigrantes para a Turquia apesar de protestos

Três ativistas foram presos por tentarem impedir que balsa saísse de porto grego

ATENAS — A União Europeia (UE) retomou nesta sexta-feira as controversas expulsões de imigrantes da Grécia para a Turquia, iniciadas no início damax2 semana, apesar de protestos de ativistas e de imigrantes contra a medida. Um segundo grupo de deportados partiu nesta manhã da ilha grega de Lesbos a bordo de uma balsa turca, no âmbito do acordo da UE com Ancara. Os 45 migrantes, de acordo com uma fonte policial, eram todos os cidadãos paquistaneses.

Três ativistas foram presos depois de salterem no mar e tentarem impedir que a embarcação zarpasse do porto de Mytilene. Outras 30 pessoas se reuniram no porto de Lesbos, cantando slogans como “Pare as deportações”, “Que vergonha para a UE” e “Liberdade para os refugiados”.

Durante o dia, espera-se que um outro grupo de 80 migrantes seja expulso de Lesbos no Mar Egeu oriental. De acordo com o governo grego, a operação diz respeito a aqueles que não pediram asilo na Grécia.

— Qualquer um que pedir asilo está fora da lista — disse uma fonte do governo grego à agência AFP.

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Sob os termos do acordo entre a UE e Ancara fechado no mês passado, em Bruxelas, todos os imigrantes ilegais que chegaram nas ilhas gregas da Turquia a partir de 20 de março serão devolvidos.

Ainda de acordo com o plano, para cada retorno de refugiados da Síria, a UE vai sediar outra pessoa síria instalada na Turquia, até 72 mil pessoas. Em troca, a Turquia irá receber uma ajuda de € 6 milhões.

Na segunda-feira, foi expulso para a Turquia um primeiro grupo de 202 imigrantes das ilhas de Lesbos e Chios.

Diante disso, muitos dos três mil migrantes foram retidos em Lesbos para fazer pedidos de asilo, o que obrigou as autoridades gregas a atrasarem deportações para dar tempo para examinar as reivindicações individualmente.

Dezenas de migrantes bloqueados em Lesbos e na ilha de Samos, também muito perto da Turquia, disseram que tinham começado uma greve de fome para evitar a deportação e solicitar a reabertura das fronteiras nos Balcãs, fechadas para eles desde o mês passado.

Fonte: oglobo

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