Resenha Politica

TRE começa a julgar os pedidos de impugnação de candidaturas – Por Robson Oliveira

FENÔMENO – Mesmo os mais exaltados e ferrenhos inimigos do Partido dos Trabalhadores não podem negar que o resultado da primeira pesquisa nacional do Ibope revela Lula como um fenômeno eleitoral. Mesmo preso, a maioria dos eleitores pesquisados vota no ex-presidente. Embora este instituto tenha usado nas eleições passadas a margem de erro de três por cento, inovou nesta pesquisa ao aumentar para cinco. Quem tem intimidade com pesquisa sabe que esta mudança pode ter sido para evitar anunciar que Lula ganharia no primeiro turno. Um dedução fácil já que outros institutos apuraram números que indicam nessa direção. Lula é um fenômeno eleitoral. Queiram ou não seus desafetos.

MICO – A grande preocupação dos partidários de Bolsonaro é que o candidato do PSL é ruim de debate e não fala nada com nada. Cresceu antes da campanha por afiar a língua contra o petismo e criticar as chamadas minorias. O discurso de intolerância do ex-militar não é muito diferente dos candidatos de direita que disputaram recentemente as eleições em muitos países europeus e que arregimentaram muitas pessoas, mas quando as eleições começaram pra valer perderam. Bolsonaro repete o mesmo modelo europeu da intolerância sem apresentar uma proposta nova para melhorar a vida das pessoas. Lula também não apresenta nada de novo, aliás, preso não tem como apresentar nada, mas mostra força política devido aos projetos sociais que implementou em seu governo, enquanto seus adversários viram mico e não falam nada que seja assimilado pelo eleitor incauto.

CORRUPÇÃO – Quem apostou que o tema da corrupção fosse a principal pauta propulsora destas eleições e se preparou para um discurso monocórdico sem propor algo que melhore as vida das pessoas começa a perceber que errou, embora o tema cujas entranhas políticas foram exposta ao país seja necessário debater.  A disparada de Lula – político que mais foi exposto pela mídia nacional – nas pesquisas e o número alto de parlamentares que devem retornar ao Congresso Nacional comprovam que o eleitor na hora de votar leva em conta as suas próprias ponderações sobre realidade do que as avaliações dos chamados formadores de opinião. Afinal, informação hoje todos têm na palma das mãos (smartphone) e mensuram o que querem, o que ninguém pode alegar é desconhecimento da realidade.

 EXPECTATIVA – Já não causa tanto furor como antigamente o resultado das pesquisas do Ibope em Rondônia devido aos constantes erros por estas bandas, a exemplo do que ocorreu nas eleições municipais quando colocaram Dr. Hildon na rabeira. Porém, todos os comitês eleitorais torcem para que seus candidatos estejam bem postados nesta pesquisa devido à exposição em horário nobre pela Rede Globo. Hoje, com a profissionalização das campanhas, todos os candidatos monitoram o eleitor com as própria pesquisas e sabem para onde o vento empurra a biruta. Contudo, o Ibope ainda provoca expectativa. Nas próximas horas a TV RO divulga os primeiros números oficiais dos candidatos a governador e senador.

 DEBATE – O Sistema Meridional de TV (SBT) e a TV RO já marcaram os seus debates entre os candidatos ao Governo de Rondônia neste primeiro turno. O primeiro será dia 18 setembro, às 22 horas, com todos os noves candidatos. O segundo, da TV RO, será dia 2 de outubro, 21 horas, com os cinco primeiros candidatos mais bem postados nas pesquisas do Ibope. Os demais candidatos serão compensados com espaço nos telejornais da vênus platinada rondoniense.

 FICHAS SUJAS – Os candidatos que tiveram requeridos os respectivos pedidos de impugnações deverão começar a ser julgados na próxima semana, pelo Tribunal Regional de Rondônia. Há inúmeros candidatos que não passam na malha da lei da Ficha Limpa, mas entre eles, há muitos que terão seus registros deferidos. Mesmo aparecendo em listas com condenações.

 CASSAÇÃO – As atenções relativas às cassações dos registros estão voltadas para o julgamento do candidato a governador pelo PDT, Acir Gurgacz. É possível que a corte mantenha a impugnação, visto que o senador sofreu uma condenação criminal no STF. Contudo, ele permanece na campanha sem a necessidade de uma liminar, bastando, para tanto, a interposição de um simples recurso eleitoral já que a impugnação não possui caráter executório imediato. Na hipótese de não obter registro perante o TSE seu nome sequer constará nas urnas.

 IMPUGNAÇÃO – Carlos Magno, candidato a senador pelo PP, também teve seu pedido de registro contestado pelo Ministério Público Eleitoral. Consta contra o ex-deputado federal e estadual uma condenação em que foi denunciado por envolvimento num suposto esquema da Assembléia Legislativa – famosa operação de combate à gafanhotagem na folha de pagamento do poder. Apesar de vários deputados estaduais da época terem sido condenados e estarem pagando pena pelos mesmos delitos que Carlos Magno, é possível que o pepista escape por filigramas processuais já que um HC interposto pela defesa teria extinguido a punibilidade. Uma tese que a defesa espera que seja acatada pelo TRE.

 GIGANTES – A disputa pelas duas vagas ao Senado em Rondônia será uma guerra de titãs. O quadro indica que as vagas serão definidas até o último dia das eleições, visto que não há neste momento um nome que tenha se deslocado em relação aos concorrentes.

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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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