Resenha Politica

Com a nova formação do TSE, candidatos ficha suja conseguirem o deferimento de candidatura é praticamente zero – por Robson Oliveira

EFEITO COLATERAL – Caiu como uma bomba no Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores a intervenção feita pelo Diretório Nacional na convenção que aprovou uma coligação com o PDT, PSB e PP, e rifou a candidatura a senadora de Fátima Cleide. Com a intervenção, Fátima retoma a candidatura e obriga os companheiros desafetos do PT a romperem com a candidatura a governador de Acir Gurgacz para apoiar a de Pimenta de Rondônia (PSOL). Os efeitos colaterais desta bomba também foram sentidos pelos candidatos a deputados federais do PSB, PDT e PP, visto que muda o cenário traçado por eles (dirigentes partidários) em eleger três deputados federais nesta coligação.

REAÇÃO – Embora Fátima Cleide seja uma das mais longevas filiadas ao Partido dos Trabalhadores, com uma militância impecável, os companheiros da agremiação, liderados pelo ex-padre Ton e o ex-prefeito da capital Roberto Sobrinho, foram implacáveis na reação a sua (Fátima) pretensão em recuperar o mandato senatorial, dizendo com todas as letras que as chances de vitória são mínimas, ancorados supostamente em pesquisas internas de monitoramento das eleições.  Uma reação, para quem trabalha em campanha eleitoral, avexada e precipitada, haja vista que a campanha em si sequer começou.

UMBIGO – A direção petista de Rondônia, ligada umbilicalmente ao ex-padre Ton e ao deputado estadual Lazinho da Fetagro, avalia que a coligação com os candidatos proporcionais do PSOL não tem futuro eleitoral porque os nomes que compõem a nominata não conseguem alcançar o coeficiente eleitoral para deputado federal nem estadual, razão pela qual preteriram a postulação ao Senado Federal de Fátima Cleide para privilegiar os candidatos proporcionais, entre eles, o ex-padre Ton e o deputado Lazinho da Fetagro. Nesta hora, todos fazem as contas pensando tão somente nos próprios umbigos.

AUTOFAGIA – Quem conhece as entranhas petistas sabe que está armada uma guerra interna sem precedentes. Quando um petista abre a caixa de maldades contra outro é pior que inimigos históricos. O partido em Rondônia entrou num processo de autodestruição com reflexos que podem levar todas as candidaturas a naufragarem, inclusive a de Fátima Cleide. Mas, verdade seja dita, o ex-padre, quando optou em descartar a postulação senatorial da companheira, o fez pensando somente nele. Agora não pode reclamar da autofagia.

TRINCA – Com a decisão de ontem do Supremo Tribunal Federal em rejeitar os embargos de declaração na ação penal que condenou o deputado federal Nilton Capixaba (PTB), a chance de registrar a candidatura à reeleição é zero, apesar da nota que emitiu à imprensa em sentido contrário. Na formação do TSE com a ministra Rosa Weber e os ministros Edson Fachin e Luís Barroso as chances de os candidatos fisgados na lei da ficha limpa registrarem as respectivas candidaturas são igualmente zero. Essa trinca de ministros em geral é suficiente para causar alvoroço a qualquer candidato com condenação em colegiado. Em particular a Nilton Capixaba.

 DÚVIDAS – Mesmo negando publicamente que não retira a candidatura para dar o lugar a outro nome, Acir Gurgacz termina sendo prejudicado por alguns companheiros de coligação, em particular do PSB, que insinuam diariamente em surdina que Jesualdo Pires aguarda a vez para substituir o pedetista. Ao alimentar a substituição, os partidários da candidatura a governador de Jesualdo também provocam estragos na campanha senatorial do ex-prefeito, visto que confundem o eleitor. Quem tem duas candidaturas simultâneas não tem nenhuma, diz o adágio.

MILAGRE – Só um milagre judicial para salvar a pretensa candidatura a presidente de Lula, embora lidere todas as pesquisas divulgadas nacionalmente até o momento. A lei da ficha limpa é aplicada a todos os jurisdicionados –inclusive aqueles que podem refazer suas sentenças – e nada indica que o Tribunal Superior Eleitoral vá mudar o entendimento para acatar o pedido de registro da candidatura a presidente de Lula. Ademais, milagre não acontece toda hora, embora em Brasília todos os fenômenos sejam possíveis.

FORÇA – Com ou sem Lula, o PT tem uma militância nacional enorme e capaz de alavancar qualquer nome que a legenda coloque em substituição ao ex-presidente preso em Curitiba. O mais ferrenho inimigo do petista sabe o quanto o partido tem força para levar seu candidato ao segundo turno das eleições presidenciais. Resta saber quem terá força, entre os demais concorrentes, para ir com ele a disputa final.

TV – No próximo dia 31 os programas de TV e Rádio dos candidatos entram no ar. Uma oportunidade para que o eleitor saiba o que eles têm a dizer e a oferecer como propostas. Esta é a campanha mais rápida da história do país, onde os espaços das mídias sociais bem aproveitados vão dar o tom das campanhas.

JULGAMENTO – Está marcado para sexta-feira no Tribunal de Justiça do Estado o julgamento da ação criminal movida pelo prefeito Hildon Chaves (PSBD) contra o deputado estadual Hermínio Coelho (PCdoB). Ao receber a denúncia o relator indeferiu os pedidos requeridos pelo denunciado o que não é um bom sinal para quem adora destruir reputações

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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