Cultura

Teatro se reinventou em 2020, mas formato virtual ainda não paga as contas

O choque da pandemia a princípio paralisou o setor

Talvez mais do que as outras artes, o teatro foi obrigado a se reinventar neste ano. Sua definição como uma experiência de tempo e espaço compartilhada com a plateia fez com que a atividade fosse vista como inviável diante das medidas de distanciamento social e inepta para o virtual. O choque da pandemia a princípio paralisou o setor.

Levou um tempo, assim, até que a área apostasse no digital. Quando enfim se rendeu a ele, criou algumas das obras mais radicais da quarentena –ou melhor, experimentos, já que diretores e atores classificam esses espetáculos como teatro. Ao mesmo tempo, o formato encontrado enfrenta dificuldades para ser financiado e para alcançar um público pagante.

O coronavírus começou afetando os dois principais festivais de teatro do país. A MITsp, Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, estava em curso quando a pandemia fechou a capital paulista, na segunda semana de março, e teve parte de sua programação cancelada. Já o Festival de Curitiba, previsto para o final daquele mês, foi substituído por uma versão online em setembro, com menos de 5% do número de espetáculos da sua edição anterior.

Dali, demorou cerca de um mês até que surgissem as primeiras peças online. Enquanto as lives musicais caseiras faziam sucesso, companhias disponibilizavam filmagens de montagens históricas na internet, e alguns poucos atores encenavam cenas e monólogos ao vivo nas suas redes sociais, gratuitamente.

Um dos primeiros passos em direção a uma presença mais estruturada na internet foi dado pelo Sesc. Em abril, ele passou a exibir três vezes por semana monólogos adaptados de peças já encenadas, interpretadas pelos atores diretamente das suas casas.

Até que, em maio, começaram a pipocar os primeiros espetáculos virtuais inéditos, muitos deles usando o aplicativo de teleconferências Zoom. Neles, os atores, antes vistos de longe pela plateia, apareciam mais próximos do que nunca, seus rostos em close. Os cenários, formados por imagens digitais, se transformavam num clique. E recursos próprios do cinema e das redes sociais eram pegos de empréstimo pelo teatro para moldar uma linguagem híbrida, inovadora.

Houve, entre outros, obras baseadas em trocas de mensagens com o espectador via redes sociais, como “Tudo o que Coube numa VHS”, do grupo Magiluth; trabalhos interativos, em que o público decidia os rumos da trama, como “Caso Cabaré Privê”, do Núcleo Pequeno Ato, e “Parece Loucura, Mas Há Método”, da Armazém Companhia de Teatro; montagens que confundiam realidade e ficção, como “Peça”, monólogo de Marat Descartes dirigido por Janaina Leite, e “ExReality”, da ExCompanhia de Teatro, além de podcasts, como o “O Bailado do Deus Morto”, do Teatro Oficina e “Que Dia É Hoje?”, do dramaturgo Vinicius Calderoni e, mais recentemente, espetáculos transmitidos diretamente dos palcos dos teatros.

O problema é que, mesmo com tanta criatividade, esse formato virtual não dá sinais de ser viável comercialmente, segundo profissionais da área.

Em parte porque, mesmo custando até 15 vezes menos do que uma montagem normal, essas produções ainda penam para alcançar o público, desacostumado a pagar por entretenimento na internet.

Mas, acima de tudo, por causa da dificuldade de conseguir patrocínios. Sentida pela classe pelo menos desde os cortes da Petrobras no ano passado, ela só cresceu no online.

Por enquanto, assim, o maior alívio dos profissionais da área tem sido a lei de emergência cultural, a Lei Aldir Blanc. Ela destinou R$ 3 bilhões do governo federal aos estados e municípios, operando em três frentes –renda emergencial mensal para os trabalhadores da cultura; subsídio mensal para manutenção de espaços culturais; e editais e outros instrumentos que visam a manutenção de iniciativas culturais.
Vale reconhecer o esforço de profissionais e de entidades do teatro, como a APTR, a Associação de Produtores de Teatro, ou movimento Artigo Quinto, entre outras, para a criação e a operacionalização da lei. Eles não só ajudaram a pressionar o Congresso a elaborá-la diante da inação da então secretária de Cultura Regina Duarte, como vêm se organizando para solucionar eventuais problemas nos textos dos editais e auxiliando trabalhadores e espaços com a burocracia para pedir o auxílio.

O plano, no entanto, é que os recursos da Aldir Blanc tenham sido repassados até o fim deste ano e o programa seja então finalizado. E aí a situação desses trabalhadores pode se complicar de novo.

Isso porque é improvável que os teatros voltem a funcionar normalmente nos primeiros meses de 2021, dado o crescimento de casos de Covid-19 e a incerteza sobre a vacina. As poucas casas de espetáculo paulistanas que optaram por abrir com a permissão do governo estadual há dois meses relatam poucos espectadores e custos altos de higiene.

Um caminho que talvez pudesse aliviar um pouco a crise é aquele indicado pelo musical “Hamilton”, de Lin-Manuel Miranda. Sua versão filmada não só bateu recordes de exibição no streaming, como convenceu muitos a assinar a plataforma Disney+. No ano que vem, a Netflix, que já tem outras peças de teatro filmadas no seu catálogo – entre stand-ups de humoristas nacionais e o musical “Shrek”–, lança um musical da Broadway sobre a princesa Diana, impedido de estrear por causa do coronavírus.

Por aqui, no entanto, não há planos nesse sentido. E, sem uma vacina, a incerteza prevalece no teatro.

Uma companhia paulistana, a Bendita Trupe, até tentou propor um espetáculo adaptado ao “novo normal” em outubro, dividindo o público em cabines de plástico individuais e incorporando máscaras e borrifadores de álcool 70% às cenas. A moda não pegou –nenhuma outra peça estreou nos mesmos moldes desde então.O teatro em 2020
Quadradinhos

O aplicativo de teleconferências Zoom foi o mais usado nos espetáculos teatrais online. Era comum que as montagens brincassem com os mosaicos de telas formados pela plataforma, como no caso de ‘A Arte de Encarar o Medo’, dos Satyros’Novo normal’

Primeiro espetáculo presencial a estrear na pandemia, ‘Protocolo Volpone’, da Bendita Trupe, inovou ao criar um teatro com plateia dividida em cabines plásticas, mas a moda não pegou, e nenhuma outra montagem até agora repetiu as regrasPeça filmada

Uma das obras mais bem-sucedidas do período foi ‘Hamilton’, musical da Broadway cuja filmagem caprichada foi lançada no Disney+. Mas o êxito não animou plataformas nacionais a repetirem a estratégia por aqui.

Festivais esvaziados

A programação da MITsp, Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, estava em curso em março e teve parte de sua programação cancelada. O Festival de Curitiba optou por uma versão online que teve menos de 5% do número de espetáculos da sua edição anterior.

Dias de penúria

Profissionais da área puderam contar com o auxílio da Lei Aldir Blanc, mas ela só foi elaborada após intensa pressão do setor. Só que o programa terminará no fim do ano, gerando incertezas quanto ao futuro de quem vive das artes cênicas.

FONTE: FOLHAPRESS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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