Teia Digital

 TAXA DE JUROS RETORNA AO PATAMAR DE UM DIGÍTO – por Silvio Persivo

 Não há dúvida que fala do que sabe. “O que é perigoso é não evoluir”(Jeff Bezos).

REITOR DA UNIR DISCUTE DEMANDAS DA UNIVERSIDADE

O reitor Ari Ott recebeu, em seu gabinete, o deputado Léo Moraes, ao qual relatou a crise que atinge as universidades federais brasileiras e as dificuldades que os cortes no orçamento acarretam. Segundo explicou “É imprescindível que os poderes trabalhem juntos, para buscar alternativas e superar as adversidades da Unir. Com isso, garantimos a qualidade do ensino público superior.” Também foi debatida a criação de um centro de pesquisa e tratamento de doenças raras. O projeto está em andamento na UNIR. Se estima que, em Rondônia, cerca de 1100 pessoas sofrem de algum tipo de doença rara sem tratamento adequado. O Deputado se prontificou a apoiar  à Universidade e já encaminhou as demandas ao presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho. Uma das propostas é a de ceder parte do prédio atual da Assembleia, quando houver a mudança para o novo prédio em fase final de construção, para instalar o núcleo de práticas jurídicas da UNIR, atendimento psicológico as famílias carentes e outras atividades de assistência à população.

BOA MÚSICA & DEGUSTAÇÃO DE QUEIJOS

O programa imperdível desta sexta-feira é a degustação de queijos ao som do notável Caté Casara, de Bianca Fialho e Sâmmy Oliveira na ALK Distribuidora e Conveniência, na Av. Engenheiro Anysio da Rocha Compasso (Estrada da Penal), bairro Aponiã, do lado direito antes de chegar ao condomínio Ecoville. E, além das gostosas saltenhas, panquecas, charutos e o kafta, a promoção de meia dúzia de long neck no balde por apenas R$ 30,00. É a garantia de uma noite super agradável, com certeza.

NÚCLEO DE ESTUDOS DO SETOR MADEREIRO DE RONDÔNIA

No último dia 21 Julho, o professor Hugo Fotopoulos e o pedagogo Roger Lima do Departamento de Ciências da Educação (DECED) da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) estiveram no gabinete da Prefeitura de Ariquemes com o prefeito Thiago Flores para apresentar o projeto de criação do Núcleo de Estudos do Setor Madeireiro de Rondônia. O objetivo é o de criar um ambiente de estudos com um banco de dados e um ambiente institucionalizado de debate para fomentar ciência e tecnologia, o desenvolvimento econômico e políticas públicas para o setor madeireiro de Rondônia. A iniciativa da UNIR, será desenvolvida em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), a Prefeitura de Ariquemes e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A expectativa é de que o núcleo entre em funcionamento até 2018.

 MERCADO IMOBILIÁRIO DO AMAZONAS RETOMA CRESCIMENTO

Segundo o Censo Imobiliário Trimestral, do Sinduscon-Am (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas) e Ademi- Am (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário), de abril a junho, o setor movimentou R$ 144 milhões mais 25,2% a mais do que os R$ 115 milhões no ano passado no mesmo período. No total, foram vendidos 524 imóveis e, no 1º trimestre foram vendidas 362 unidades. Outro indicador positivo da análise aparece na comparação do 2º trimestre com o 1º deste ano, que aponta aumento nas vendas. De janeiro a março foram comercializadas 362 unidades. A quantidade de unidades vendidas de abril a junho foi 162 superior na comparação trimestral. Para o presidente do Sinduscon-Am, Frank Souza, os dados do Censo indicam uma retomada no crescimento do mercado imobiliário no Amazonas. Para ele, houve uma somatória de fatores que contribuíram para o indicador trimestral positivo. “A redução da Taxa Selic e os subsídios da Caixa Econômica Federal ao Programa Minha Casa Minha Vida contribuem para esse resultado. Tem ainda a confiança do consumidor, que vem aumentando de forma gradual”, afirmou. Conforme o levantamento, dos 524 imoveis vendidos no segundo trimestre deste ano, 288 unidades foram do padrão econômico, 156 dos demais padrões verticais, 63 de unidades horizontais e 17 são unidades comerciais. Desse montante (524), cerca de 444 são do tipo Residencial, 63 são unidades Horizontais e 17 são do tipo Comercial.

 TAXA DE JUROS RETORNA AO PATAMAR DE UM DIGÍTO

Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, da última quarta-feira (26), de baixar os juros básicos da economia brasileira de 10,25% para 9,25% ao ano, os juros recuaram ao patamar de um dígito, o que não acontecia desde o final de 2013, ou seja, em quase quatro anos. Foi o sétimo corte seguido na taxa Selic e a previsão dos economistas das instituições financeiras é de que a taxa básica de juros continue a recuar nos próximos meses até 8% ao ano no final de 2017, permanecendo neste patamar até 2021. Um dos efeitos imediatos do corte na Selic foi que os grandes bancos divulgaram comunicados com o corte das taxas nas linhas de crédito para o consumidor. Bradesco, Banco do Brasil e Itaú enviaram comunicado para a imprensa informando novas taxas. O Santander se antecipou ao corte e anunciou a redução dos juros já na segunda-feira (24).

 BEZOS VIRA O MAIS RICO DO MUNDO

Jeff Bezos, 53, tornou-se este mês a pessoa mais rica do mundo. O americano,  do Novo México e fundador da gigante Amazon, passou Bill Gates como dono da maior fortuna do planeta ao atingir estimados 90,5 bilhões de dólares, um pouco mais do que os 90,1 bilhões do seu compatriota.  Com as variações das ações da companhia, se valorizar ou desvalorizar, isto pode mudar, mas, pela primeira vez, Bezos chegou ao topo da lista. O presidente da Amazon atingiu o feito depois de uma valorização impressionante de sua companhia, da qual detém cerca de 17%. A Amazon começou o ano com suas ações na casa dos 753 dólares, mas atingiu os 1.068 dólares na manhã de ontem, quinta (27), numa valorização de mais de 40%, para uma capitalização de mercado total de 504 bilhões de dólares. A fortuna de Bezos, por sua vez, seguiu o mesmo ritmo. Em 2016, ele já havia tido o maior crescimento para o mesmo ano da história da lista de bilionários da revista americana Forbes, de 27,6 bilhões de dólares – Jorge Paulo Lemann, o brasileiro mais bem colocado, está em 25º lugar, com um patrimônio de pouco mais de 30 bilhões de dólares.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

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