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Taiwan vive com incerteza de ataque à medida que ameaça chinesa cresce

“Novo normal” na ilha envolve exercícios militares diários do Exército de Libertação Popular chinês na linha mediana entre os dois locais

A China está tentando estabelecer um “novo normal” em todo o Estreito de Taiwan, corroendo o controle territorial de ilha autogovernada e aumentando a ameaça de um ataque real a cada exercício militar, avaliam autoridades e analistas.

Pequim intensificou as manobras militares na extensão de água de 180 quilômetros que separa Taiwan da China continental — e os céus acima dela — após uma visita da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, à ilha no início deste mês.

Analistas aponta que isso torna realidade os temores expressos por Pelosi e outras autoridades dos EUA de que Pequim poderia usar a resposta militar à visita como um pressuposto para alterar o “estado atual” das coisas em Taiwan.

Agora, a presença de aviões e navios chineses perto da ilha torna-se mais comum e difícil de contestar.

“Pequim está tentando criar uma espécie de novo normal com o objetivo de tentar coagir Taiwan”, disse Colin Kahl, subsecretário de Defesa para Política dos EUA, em 8 de agosto.

As estatísticas do Ministério da Defesa de Taiwan mostram que o Exército de Libertação Popular (PLA) da China está no caminho de fazer isso.

Movimentos “desestabilizadores”

Minutos após o desembarque de Pelosi em Taiwan, em 2 de agosto, o PLA anunciou quatro dias de exercícios militares em seis zonas ao redor da ilha.

As manobras incluíram o lançamento de mísseis balísticos em águas ao redor de Taiwan, vários navios de guerra chineses navegando no Estreito e dezenas de aviões de guerra rompendo a linha mediana — o ponto intermediário entre o continente e Taiwan, que Pequim diz não reconhecer, mas que respeitou amplamente.

Desde que esses exercícios terminaram oficialmente, os aviões de guerra do PLA continuaram a cruzar a linha média diariamente, geralmente em números de dois dígitos, de acordo com estatísticas do Ministério da Defesa de Taiwan.

De 8 de agosto, o último dos quatro dias de exercícios, até 16 de agosto, entre 10 e 21 aeronaves do PLA cruzaram o limite a cada dia.

Em julho, um mês antes da viagem de Pelosi, aviões de guerra chineses cruzaram a linha mediana apenas uma vez, com um número não especificado de jatos, segundo o Ministério da Defesa de Taiwan.

Analistas chineses e estrangeiros dizem que as missões do exército chinês através do Estreito provavelmente não vão acabar tão cedo, efetivamente tornando-as uma rotina diária que alguns dizem que poderia desgastar a vigilância de Taiwan, bem como a de seus apoiadores, incluindo os EUA.

O secretário de Estado adjunto dos EUA para Assuntos do Leste Asiático e do Pacífico, Daniel Kritenbrink, chamou na quinta-feira as ações do PLA desde a visita de Pelosi à ilha de “provocativas, desestabilizadoras e sem precedentes”.

Ele observou o “desrespeito” do PLA pela linha mediana, “que ambos os lados respeitam há mais de 60 anos como uma característica estabilizadora, com números históricos de cruzamentos militares”.

Em um relatório sobre Taiwan atualizado em 12 de agosto, o China Power Project, no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, com sede nos EUA, disse que Pequim “procura estabelecer um novo normal no qual o PLA não respeita mais as reivindicações de Taiwan de um espaço aéreo e águas territoriais separados”.

Prelúdio de um ataque?

O Partido Comunista Chinês, que está no poder da China, vê Taiwan — uma ilha democraticamente governada de 24 milhões de habitantes – como parte de seu território, apesar de nunca tê-lo controlado. Há muito que prometeu “reunificar” a ilha com o continente chinês, pela força, se necessário.

Um analista chinês diz que os voos diários entre as medianas preparam o PLA para um ataque rápido a Taiwan, se assim o governo o desejar.

“Exercícios militares que simulam batalhas reais se tornaram o novo normal. A China agora pode decidir se um exercício futuro será perfeitamente transformado em combate real”, escreveu Chen Feng, colunista freelancer do site nacionalista chinês Guancha.cn.

Um relatório do China Power Project fez uma afirmação semelhante, observando a ambiguidade se algo é um exercício ou o início de um ataque é intencional, conforme descrito em “Ciência da Estratégia Militar”, um livro publicado pela Universidade de Defesa Nacional da China.

O livro, que destaca a estratégia do PLA, afirma que exercícios podem ser direcionados a adversários com o objetivo de “torná-los incertos sobre nossas intenções e dificultar a determinação se estamos realizando treinamento de rotina, mantendo relações diplomáticas próximas ou aproveitando a oportunidade para entrar em uma operação de combate real’”.

Enquanto isso, a contenção mostrada pelos líderes em Taipé e Washington no que diz respeito a uma resposta militar aos recentes exercícios chineses pode encorajar ainda mais o PLA, alertam os analistas.

“Pequim não vai mais se restringir em manter suas próprias operações, principalmente a oeste da linha central do Estreito de Taiwan, e provavelmente se envolverá em operações mais próximas da ilha”, escreveram Bonny Lin, diretor do China Power Project, e Joel Wuthnow, pesquisador sênior da Universidade de Defesa Nacional dos EUA, esta semana no jornal online War on the Rocks.

Os EUA, por meio da Lei de Relações de Taiwan, são legalmente obrigados a fornecer armas defensivas a Taiwan, mas permanecem deliberadamente vagos sobre se defenderiam a ilha no caso de uma tentativa de ataque chinês.

Mas os líderes dos EUA dizem que reconhecem que o “novo normal” que Pequim quer impor deve ser recebido com uma resposta americana — e em breve.

As forças dos EUA usarão uma de suas táticas normais, praticando a liberdade de navegação, disse Kurt Campbell, coordenador do presidente dos EUA Joe Biden para o Indo-Pacífico, em 12 de agosto.

“Continuaremos a voar, navegar e operar onde a lei internacional permitir, consistente com nosso compromisso de longa data com a liberdade de navegação, e isso inclui a realização de trânsitos aéreos e marítimos padrão pelo Estreito de Taiwan nas próximas semanas”, afirmou Campbell em uma coletiva de imprensa.

O embaixador chinês em Washington, Qin Gang, disse na terça-feira (16) que os trânsitos dos EUA apenas intensificam as tensões.

“Peço aos colegas americanos que sejam moderados, não façam nada para aumentar a tensão”, solicitou Qin a repórteres em Washington. “Se houver algum movimento que prejudique a integridade territorial e a soberania da China, a China responderá.”

Comparação com Mar do Sul da China

O comandante da 7ª Frota da Marinha dos EUA, sediada no Japão, vice-almirante Karl Thomas, afirmou na terça que Washington não pode deixar as coisas como estão, comparando a situação atual com o que aconteceu no Mar do Sul da China.

A China reivindica quase todo esse corpo de água como seu território, onde construiu fortificações militares em ilhas artificiais, apesar de uma decisão do tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU) de que não tinha o direito de fazê-lo e da promessa de Pequim de não militarizá-las.

“Isso deve fazer o mundo acordar e reconhecer que as pessoas podem dizer uma coisa, mas se você não tomar cuidado, alguns anos depois. as coisas serão muito diferentes”, apontou Thomas em uma reunião com repórteres em Cingapura.

A posição de Pequim no Mar da China Meridional está estabelecida por enquanto, mas Thomas disse que os EUA devem desafiá-la sobre Taiwan.

“Eu sei que o ‘elefante na sala’ está lançando mísseis sobre Taiwan”, continuou Thomas. “Se apenas permitirmos que isso aconteça, e não contestarmos, isso se tornará a próxima norma. E isso não é aceitável.”

FONTE: CNN

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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