Resenha Politica

Surpresas nas eleições rondonienses sempre ocorrem e nestas pode não ser diferente – Por Robson Oliveira

DEBATE 

Nestas eleições o debate entre os candidatos a governador promovido pela TV Rondônia, afilada da Globo, foi o de maior audiência. Nenhum outro conseguiu a atenção do eleitor quanto o debate de ontem, onde os candidatos tiveram a oportunidade de apresentar as propostas e contraditarem os concorrentes com regras mais adequadas e tempo mais elástico. O mediador, Júlio Mosquéra, ex-correspondente da Globo em Nova Iorque, também ajudou por fazer uma mediação competentíssima e sem interferir no resultado. Nos intervalos interagia com naturalidade com os candidatos.  

TOM

O candidato do Podemos, deputado federal Léo Moraes, aumentou o tom da indignação quando instado a perguntar ao concorrente senador Marcos Rogério, candidato do PL. Ao criticar o comportamento do candidato pela suposta dubiedade em tomar posições em Rondônia bem diferentes das assumidas em Brasília, o deputado bateu de frente contra o senador que, acuado, tentou desqualificar em vão o inquisidor. Embora forte, foi um tom usual em qualquer debate de confrontos de ideias e comportamento. Critica quem esconde na crítica o incômodo de torcer por quem está sendo castigado. Mas o confronto é absolutamente normal em qualquer debate, até quando o assunto é futebol .   

FUJÃO 

Marcos Rocha, candidato à reeleição, fugiu como o diabo foge da cruz de fazer perguntas aos dois principais concorrentes, Léo Moraes e Marcos Rogério. A tática do governador foi dirigir todas as perguntas ao candidato do PSOL, Pimenta de Rondônia. Ingênuo em política e figura pessoal da melhor qualidade, Pimenta serviu aos propósitos de Marcos Rocha porque não fustigava o candidato como cutucaram os adversários com temas incômodos a Marcos Rocha, especialmente sobre corrupção, má gestão na saúde e caos na segurança. A cada bloco, todos já sabiam que Marcos Rocha inquiriria o ingênuo e confuso candidato do PSOL que, por sua vez, levantava a bola para o adversário. Uma dobradinha que virou piada nos corredores da emissora por minimizar o teor da pimenta do debate. Rocha fugiu. 

DURO 

Quem também não deu mole com o governador Marcos Rocha foi o ex-governador Daniel Pereira. No segundo bloco um acusou o outro sobre qual dos governos as operações policiais foram mais efetivas. Pereira tentava refutar a troca de ofensas com Rocha em toda oportunidade que falava.  

PROPOSTAS 

Quem prestou atenção atentamente ao debate conseguiu ouvir algumas propostas (um minuto não é suficiente para aprofundar como sugerem alguns) sobre saúde, segurança e educação. Infelizmente, infraestrutura, tema essencial ao estado, ficou fora deste debate. Seja por falta de tempo, seja porque a saúde, principal alvo das críticas, ocupou as atenções. A coluna deu uma olhada nos debates do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo, e concluímos que o nosso, de Rondônia, foi de longe o menos beligerante, embora os críticos de plantão adorem avaliar o contrário. Nem sempre com expertise que a visão exige. 

INELEGÍVEL 

É impressionante a insistência do candidato a senador pelo PDT, Acir Gurgacz, em manter uma candidatura ao Senado Federal sem nenhuma chance de conseguir reverter no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a rejeição do registro decidida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE). Os advogados do candidato, o partido do candidato, os amigos do candidato e o próprio candidato sabem que não reverterá no TSE a inelegibilidade que indeferiu o registro da candidatura e que os votos obtidos no dia 3 não serão contados. Até os bagres do Madeira também sabem, mas Acir persiste, insiste e não desiste em razão de uma legislação que permite chacota de quem não possui as condições mínimas de elegibilidade. Não é a primeira vez que sua insistência contamina a eleição. 

JULGAMENTO 

A qualquer momento o TSE pode levar à pauta o recurso de Acir Gurgacz, mas também pode ser que fique para depois das eleições, quando os votos dados a ele sequer aparecerão na apuração final das votações. Entrando na pauta antes de domingo, a tendência é que a Corte Superior mantenha Acir fora das eleições. A candidatura é tão somente um capricho de quem não aceita a realidade. Embora a realidade seja outra, ele continua pedindo votos sabendo que serão anulados. Votar enganado faz parte do jogo. O faz quem quer já que o voto é livre.  

MILIONÁRIA 

Com uma campanha visivelmente milionária e anabolizada pelas máquinas estaduais e municipais, Mariana se esmerou para aparecer na TV como uma genuína defensora dos bons costumes, da família e da religiosidade. Uma jovem que vestiu o manequim mais velho para esconder do eleitor as fragilidades do perfil que o cargo senatorial requer. A grana é farta na campanha, mas a falta de experiência para o cargo de Senador da República pode causar alguma surpresa no domingo. Mariana tem sido uma deputada federal mediana, sem brilho e sem foco nos principais debates no âmbito do Congresso Nacional. Cresceu nestas eleições em razão das máquinas colocadas a sua disposição, uma vez que a última votação obtida em 2018 foi bem menor que a anterior.   

TURNOS 

As eleições em Rondônia serão decididas no segundo turno entre o atual governador Marcos Rocha e um dos candidatos oposicionistas, Marcos Rogério ou Léo Moraes. É uma eleição estranha e há um número expressivo de eleitores que não revelam em qual candidato vai votar. Surpresas nas eleições rondonienses sempre ocorrem e nestas pode não ser diferente. Rocha  usou e abusou de máquinas poderosas com a colaboração de prefeitos e chegaram a anunciar uma suposta vitória ainda no primeiro turno. Quem conhece os bastidores sabe que no segundo turno as eleições são bem diferentes do primeiro e as razões das escolhas mudam conforme o vento. O favoritismo do governador tende a se confirmar no domingo, mas na segunda, após a algazarra, o jogo muda completamente e tudo começa do zero. Apesar da paridade de armas ser absurdamente desigual em favor de quem domina as máquinas públicas. 

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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