Resenha Politica

Senador Confúcio atua com maestria para reunir as forças de oposição de olho nas eleições 2026.

AGASTADO

Por todo o ano passado os extremados tentaram a qualquer custo acuar o senador Confúcio Moura (MDB), especialmente nas plataformas digitais, por ele não expressar publicamente (nem reservadamente) ódio ao governo de Luís Inácio da Silva. Único político rondoniense com mais de dois neurônios em processo efetivo de ebulição intelectual, Moura, embora conservador em várias matérias de cunho ideológico, é um democrata convicto e tem experiência acumulada ao longo do tempo em conviver com as mais diferentes posições políticas sem expressar qualquer conduta de rancor ou discriminatória. Mesmo sendo tolerante com posições diversas, anda agastado com alguns membros do MDB em razão de posições políticas exacerbadas que somente realimentam a atual radicalização ideológica e nada constroem para a pacificação política.

ATIVO

O senador emedebista está bem ativo nos bastidores construindo pontes entre as mais diversas lideranças municipais para reunir os diferentes numa proposta comum que prime pela democracia, tolerância e desenvolvimento rondoniense. Pelas movimentações nos bastidores, Confúcio Moura está longe de pegar o pijama, deixar a política e cuidar apenas dos netinhos. Lúcido em intuir para que lado o vento sopra, atua com maestria para reunir as forças de oposição estadual de olho nas eleições rondonienses de 2026.

PAPO

No final da semana passada, em Porto Velho, o senador Confúcio Moura teve um longo papo com o professor universitário Vinícius Miguel e o incentivou a insistir numa candidatura na capital para que novas lideranças possam continuar renovando os quadros políticos de Rondônia e que contribuam com suas experiências profissionais na melhoria da boa política. Vini ouviu a velha raposa com atenção de um bom aluno, mas com a astúcia de um militante escolado.

LIDERANÇAS

As novas lideranças que surgiram nos últimos anos em Rondônia revelam mudanças substanciais nas eleições 26.  Adailton Fúria (prefeito Cacoal), Hildon Chaves (prefeito capital), João Gonçalves (prefeito de Jaru), Fernando Máximo (deputado federal), Marcelo Cruz (presidente da ALE), são nomes que vão ser decisivos nas eleições municipais e as estaduais. Confúcio Moura (senador) e Ivo Cassol (deverá estar elegível) são nomes fortes do passado, ainda rijo no presente que devem influir no futuro das eleições. É bom registrar que o atual governador Marcos Rocha, apesar de se manter longe dos grupos partidários, de sonso não tem nada e tende a também influir nos destinos políticos rondonienses.  Embora na próxima disputa (possivelmente Senado) Rocha não poderá dispor da mesma estrutura de poder nem continuar repetindo apenas os mesmos bordões que o catapultaram aos dois mandatos governamentais.

ARDILOSO

Não havendo nenhuma pedra no meio do caminho (leia-se aí jurídico) o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, é favoritíssimo para mais um mandato numa região politicamente importante aos planos de todos os aspirantes para os cargos majoritários de 2026. Além de bem avaliado para prefeitura este ano, é um político ardiloso o suficiente para alçar voos maiores nas eleições estaduais de 26. Razão pela qual o chamam de Fúria.

UNGIDO

Em contato com a coluna o deputado federal Coronel Crisóstomo (PL) informou que é o único pré-candidato a prefeito de Porto Velho genuinamente de direita, e que será ungido pelo espectro do clã Bolsonaro. A coluna não sabe se o parlamentar combinou com os “russos”.

DELAÇÃO

Surgiram na mídia alguns comentários que o “Homem do tempo”, William Ferreira, estaria propenso a dedurar a entourage golpista que teria financiado a ida de vândalos rondonienses para depredarem os poderes em Brasília, naquele malfadado 8 de janeiro. Caso estes comentários sejam verdadeiros, cai por terra a tese dos apoiadores dos golpistas que alegavam inocência de William nos atos terroristas na capital federal. Só há deleção de quem se reúne em bando para o cometimento de crime. Aliás, este tem sido um instrumento (deduragem) bem usual entre os extremistas da direita. A chibarrada berra apenas com alguns dias de sol quadrado. Bem diferente da cabritada da esquerda.

TOC TOC

A peça publicitária sobre a visita de agentes comunitários do Governo Federal com “toc, toc, toc” veiculada no mesmo dia que a Polícia Federal cumpriu decisão do STF de busca e apreensão na casa do filho 03 de Bolsonaro, Carlos, é de péssima qualidade e revela o ódio revanchista de setores do petismo, repetindo os mesmos erros do governo Bolsonarista. Utilizar-se da máquina pública para tripudiar dos desafetos não é correto, nem republicano. O estado é impessoal. Não é a personificação de quem está momentaneamente respondendo pelo governo. Ademais, espezinhar em decisão penal, mesmo contra o inimigo, não é coisa de gente civilizada. Alguém tem que fazer um “toc, toc, toc” na cabeça dos aloprados para lembrá-los que um dia este toque já soou em suas portas.

GRAMPO

Não é nova a bisbilhotagem nas entranhas governamentais e nas relações privadas. Mesmo sendo ilegal e imoral, a grampolândia com o uso indevido destas engenhocas sob a justificativa de que os meios justificam os fins para desvendamento de crimes é repulsiva. Merece ser combatida energicamente pelas instituições, embora não raro elas (instituições) são desidiosas com essas práticas. Apesar de governo novo, as práticas ilegais clandestinas continuam velhas.

AUDITAGEM

Anos atrás um entrevero entre um Secretário de Segurança Pública e o Ministério Público expôs divergências do suposto uso indevido dessas engenhocas em suspeitas de bisbilhotagem. Na mídia o assunto veio a público. No entanto, em privado, nada que foi dito foi apurado. Ficou o dito por não dito e nenhuma auditagem nas engenhocas seguiram em frente, embora sugerida na época.

GUAJARÁ

A coluna está aguardando documentos suplementares para abordar sobre os fatos que ensejaram o afastamento judicial da prefeita de Guajará-Mirim, Raissa Bento, do MDB. Na próxima coluna, após análise apurada dos fatos, faremos considerações à situação que ainda não foram abordadas em todo o processo de afastamento.

Por Robson Oliveira

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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