Resenha Politica

Cassação: Com elementos robustos, em recurso ao TSE pelo MPE, é melhor Marcos Rocha e cia colocarem as Barbas de Molho- Por Robson Oliveira

CASSAÇÃO

Embora o governador Marcos Rocha tenha sido absolvido na Ação de Investigação Judicial Eleitoral por maioria dos votos, o Ministério Público Eleitoral recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral requerendo a cassação da chapa e a inelegibilidade do governador e vice. Após a votação no TRE, a assessoria do governador chegou a tripudiar dos fatos investigados antes do trânsito em julgado.

TECNICIDADE

Um ex-ministro do TSE ouvido pela coluna revelou em off que o recurso intentado pelo Ministério Público Eleitoral tem elementos fortes para tornar o governador Marcos Rocha e o vice Sérgio Gonçalves inelegíveis por oito anos, mas tudo dependerá muito das análises técnicas que devem nortear o julgamento. E que os elementos apontados pelo MPE no recurso são robustos o suficiente para limar os dois mandatos.

NEGACIONISTAS

A fonte lembrou também do conteúdo político que será observado nestas votações, especialmente nos casos envolvendo políticos ligados ao negacionismo. Como o governador de Roraima também tem pedido de cassação a ser analisado na Corte Superior, mesmo Rocha sendo um imberbe, é melhor colocar as barbas de molho.

ARROGÂNCIA

Após vencer os três julgamentos no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, o entorno governamental foi às redes sociais com gozações de pedido de música ao fantástico, numa clara alusão ao quadro do programa global aos artilheiros que fazem três gols numa mesma partida. O comportamento arrogante em tripudiar com os adversários sempre foi uma marca do bolsonarismo,  tão bem representado em Rondônia pelo staff do governador. No julgamento no TSE é difícil prever antecipadamente o resultado, apesar das três vitórias consecutivas na corte rondoniense, mas é o suficiente para baixar a empáfia da entourage que rodeia Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves.

CRÍTICAS

Outro dia um governista perguntou a este cabeça chata porque a coluna é tão hostil ao governo estadual e quais ações de Marcos Rocha poderiam merecer elogios. Respondemos: a coluna não é espaço para publicação de releases governamentais, nem tão pouco aceita mimos oficiais. No entanto, reconhece que há várias ações estruturantes em andamento do governo Marcos Rocha que merecem elogios, a exemplo do DER e Detran. Mesmo não sendo um governo auspicioso, também não é medíocre. Não há hostilidade da coluna em relação ao governo, o que há é independência. Apontar erros é obrigação do jornalista para que sejam corrigidos. Os elogios, deixo aos apaniguados.

MOVIMENTAÇÃO

O senador Confúcio Moura (MDB) está tão ativo nos bastidores da política rondoniense como nunca e tem mantido contatos com vários partidos não alinhados com o governador, visando reunir nas eleições municipais o maior número de partidos e pessoas numa frente popular que seja capaz de frear o avanço avassalador dos extremistas em Rondônia.

UNIDADE

É uma tarefa árdua, mesmo para um político experiente quanto Moura, uma vez que no estado os votos obtidos por este espectro ideológico são volumosos e tendem a continuar altos, mesmo que, nas eleições municipais, a tendência é que as questões locais sejam mais importantes na escolha do prefeito do que as ideológicas. O senador tem investido muito no diálogo para que as forças mais progressistas da capital caminhem juntas numa candidatura única, visto que em Porto Velho o discurso extremado não é tão forte quanto no interior do estado.

OUTRO LADO

Os partidos de direita também estão conversando entre si, o PL do senador Marcos Rogério, por exemplo, reuniu-se semana passada na casa do ex-deputado estadual Leudo Buriti, em Ji-Paraná, com o provável candidato a prefeito da capital deputado federal Fernando Máximo, atualmente filiado ao União Brasil. Marcos Rogério também se reuniu com Mariana Carvalho (Republicanos) e formalizou o convite para que se filie ao PL, embora o partido tenha como aspirante à vaga de alcaide o deputado federal coronel Crisóstomo.

DEPENDÊNCIA

O deputado Coronel Crisóstomo mandou mensagem à coluna para explicar que é pré-candidato a prefeito da capital, mas dependerá do que a direção Nacional do PL definir sobre a candidatura. Aproveitou para enviar um vídeo de uma live de Bolsonaro onde ressalta que o coronel é uma pessoa da sua confiança (Bolsonaro). Portanto, de acordo com o deputado, a candidatura a prefeito de Porto Velho está na dependência daquilo que definirem os dirigentes nacionais do PL. Caso opte por outra, nada a obstar.  

POSITIVISTA

Coronel Crisóstomo insistiu para que este cabeça chata registrasse na coluna que é um positiva puro sangue. O positivismo tem como precursor o filósofo francês Augusto Comte, que, entre outras premissas filosofais, consagrou a fórmula da corrente de pensamento na seguinte frase: “Amor por princípio, a Ordem por base, e o Progresso por Fim”. Sintetizando em amor, ordem e progresso, as duas ultimas palavras foram introduzidas em nossa bandeira nacional. O curioso é que o pensamento de Comte tem como premissa que ‘apenas os conhecimentos científicos eram verdadeiros’. Entretanto, os autointitulados positivistas negacionistas proclamam o contrário.

SOBRINHO

Quem voltou à ativa política depois de vencer alguns obstáculos judiciais (outros processos ainda estão na fila para julgamento) foi o ex-prefeito Roberto Sobrinho, sem partido. Numa reunião com o senador Confúcio Moura, Sobrinho fez questão de avisar que não está disposto a disputar uma candidatura neste pleito, embora queria participar da campanha na condição de consultor e articulador. Desfiliado do PT em razão de intrigas internas, Roberto Sobrinho ainda mantém influência na agremiação e deverá coordenar a candidatura a vereador do atual presidente do PT municipal, Israel Trindade. Uma terceira candidatura a prefeito de Sobrinho é pura lorota. Já em 2026, é outro papo. Ele pretende se viabilizar para uma vaga na Câmara Federal.  É um animal político nato e não deve nunca ser subestimado.

INTROSPECÇÃO

Março vem com nuvens carregadas: são as famosas “águas de março”.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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