Mundo

Salto nos casos de covid-19 pode ameaçar estratégia de Donald Trump

Presidente americano, que tentará reeleição em novembro, estimulou abertura precoce da economia e agora vê a doença ressurgir onde se concentra seu eleitorado

Os Estados Unidos vivem um ressurgimento dos casos de coronavírus, na contramão da expectativa de que a curva seguisse uma tendência de baixa, após o pico alcançado em abril.

A situação é tão grave que no último dia 25, o país atingiu seu recorde de diagnósticos de covid-19 contabilizados em 24 horas.

Foram 41,1mil, número superior aos daqueles dias de superlotação de hospitais e abertura em massa de covas em cemitérios de Nova York.

Com o maior número de casos e mortes pela pandemia no mundo – 2,4 milhões e 125 mil respectivamente -, os americanos enfrentam ainda sua primeira onda de infecções.

Ao contrário de outros países, como Itália, Alemanha ou Bélgica, em que a tendência de mortalidade se manteve em queda após atingir o topo, os Estados Unidos chegaram a um platô com leve viés de baixa até que, na última semana, a tendência se inverteu por completo e a curva voltou a apontar de maneira íngrime para cima.

A alta é tão significativa que, após quase dois meses, a Casa Branca voltou, nesta sexta-feira, dia 26, a fazer uma coletiva de imprensa exclusivamente para tratar da epidemia.

Mas, ao contrário do que acontecia em março e abril, quando Trump assumiu o papel de apresentador de um “talk-show” de funcionários da administração para expor as ações de seu governo em prol da saúde dos americanos, dessa vez Trump se manteve longe do púlpito.

No lugar do presidente, o epidemiologista Anthony Fauci, líder da força-tarefa americana contra o coronavírus, e o vice-presidente Mike Pence assumiram a responsabilidade de falar à nação sobre o problema, em tons opostos.

Fauci tentava soar o alarme de que o uso de máscara e o distanciamento social são essenciais enquanto não há vacina contra a doença e dizia que “se não extinguirmos esse novo surto, mais cedo ou mais tarde, mesmo aqueles (estados) que estão indo bem estarão vulneráveis à pandemia”. Já Pence fez um autoelogio à administração Trump ao dizer: “diminuímos a transmissão, achatamos a curva e salvamos vidas”.

E foi mais longe ao defender, por duas vezes, comícios eleitorais até mesmo em locais fechados.

No último fim de semana, Trump retomou a campanha de reeleição com um evento em um ginásio que poderia acomodar 19 mil pessoas.

Ele ignorou as críticas por promover o ato em um ambiente fechado em Tulsa, no estado de Oklahoma, um dos que registrou recordes nos casos de coronavírus nos últimos dias.

O comício no entanto, acabou sabotado por fãs de Tiktok e do ritmo kpop, que se inscreveram no ato mas não compareceram. Apenas em torno de 6 mil pessoas apareceram para apoiar Trump.

A doença no celeiro republicano

A contradição entre as duas autoridades – uma de saúde pública e a outra política – se explica no contexto: a pouco mais de 4 meses da tentativa de reeleição de Trump, o ressurgimento de casos de coronavírus se concentra em 12 estados, dez deles governados por republicanos e cujo eleitorado em 2016 votou para eleger Donald Trump.

“O coronavírus deixou de ser um problema de estados azuis e passou a ser um problema de estados vermelhos”, diz o analista político David Livingston, da consultoria Eurasia Group, em referência ao fato de que o início da pandemia atingiu majoritariamente áreas democratas (cujo partido adota cor azul), como Massachussets, Nova York e Nova Jersey.

Agora, enfrentam altas: Texas, Flórida, Arizona, Alabama, Carolina do Sul, Idaho, Missouri, Mississipi, Wyoming e Oklahoma. Do lado democrata, há surtos na Califórnia e em Nevada.

A concentração dos casos em áreas republicanas não é uma coincidência.

Trump relutou em recomendar a quarentena aos americanos e chegou a ir ao Twitter ainda em março para dizer: “Não podemos deixar que a cura seja pior que o próprio problema”.

Enquadrado pela equipe de saúde pública, apoiou o distanciamento social até que, em meados de abril, quando a pandemia mal dava sinais de arrefecer, ele passou a exortar os governadores dos 50 estados americanos a reabrir suas economias.

“Os americanos querem a América aberta”, disse Trump, no dia 17 de abril. “Estamos começando nossa vida novamente, estamos ativando nossa economia novamente de uma maneira segura, estruturada e muito responsável.”

Ele decidiu ainda apoiar protestos contra quarentenas impostas pelos governadores. “LIBERE MICHIGAN”, tuitou Trump, dias antes que manifestantes armados até com fuzis invadissem a Assembleia Legislativa de Michigan exigindo o fim do distanciamento social.

A pressão de Trump tem explicação óbvia: a economia americana, que antes da epidemia tinha crescimento estável na casa dos 2% e chegara a níveis de pleno emprego, mergulhou em uma recessão que jogou a taxa de desemprego em quase 15% em apenas três meses.

Tudo isso, em ano eleitoral, acabou com o discurso de campanha que o republicano imaginava adotar.

“Restou a ele se vender como o presidente que capitaneou o retorno da economia americana. Foi nisso que ele apostou”, afirma Livingston.

O chamado de Trump foi mais eloquente aos governadores do partido do presidente. Na primeira semana de maio, dos 26 estados governados por republicanos, 20 já tinham relaxado medidas de distanciamento. Entre os 24 sob comando democrata, apenas seis seguiram o mesmo caminho.

“O repique da pandemia está ao menos parcialmente relacionado com uma reabertura apressada demais da economia”, afirmou o epidemiologista Arnold Monto, especialista em saúde pública da Universidade de Michigan.

Nos últimos dois dias, Texas, Flórida e Arizona já anunciaram que diminuirão o ritmo da reabertura. Bares, por exemplo, seguirão fechados por tempo indeterminado.

Outro fator importante é o comportamento desse público em relação ao vírus. De acordo com Monto, como boa parte desses estados só tinha visto o potencial destruidor da doença pelas imagens de TV e internet, pode ter havido uma atitude mais relaxada da população em relação a precauções.

“Contribuem pra isso as falhas no discurso da liderança. Se o seu líder político te fala para usar máscaras mas ele mesmo não as usa, você se sentirá menos impelido a usar”, afirma Monto, em uma referência ao fato de que Trump se recusa a usar proteção no rosto em eventos públicos.

Candidatura em risco

Acossado pela explosão de casos, Trump propôs em mais de uma ocasião nos últimos sete dias que os governos fizessem menos testes como forma de conter a alta no número de casos.

De acordo com Monto, é verdade que há uma maior testagem agora do que se fazia em março, quando kits para exame de covid-19 faltaram em todo o país por uma falha de produção do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

“Isso pode explicar em parte a alta. Mas há um limite. E deixar de testar não adianta, porque não se pode esconder cadáveres”, afirma o epidemiologista.

A maior vitimização pela doença de seu próprio eleitorado ameaça retirar de Trump parte de seus votos e arrefecer o entusiasmo de sua base eleitoral, conhecida por ser aguerrida e assídua nas urnas.

A popularidade do presidente, abaixo dos 40% – dez pontos percentuais a menos do que há dois meses – e a esvaziada plateia do comício em Oklahoma são sinais de que isso pode já ter começado a acontecer.

Mas esse não é o único problema. “Ao tentar estimular a reabertura da economia, Trump pode ter criado um problema que na prática impedirá o retorno vigoroso da economia”, afirma Livingston.

Ele explica: ao atingir com força Califórnia, Texas e Flórida, a pandemia atinge os Estados que produzem um terço de todo o PIB (Produto Interno Bruto) americano.

No pior cenário, até mesmo um novo pacote de ajuda econômica poderia ser necessário – o governo federal já injetou mais de R$2 trilhões em socorro e estímulo aos produtores americanos.

“Esses estados vão ter que tomar medidas restritivas pra conter o vírus e isso derruba a economia. Se a economia não volta, Trump deixa de ter discurso pra fazer”, diz Livingston.

Para o cientista político Michael Cornfield, da Universidade George Washington, a atual condição da campanha de Trump ameaça não apenas sua reeleição, mas também a manutenção do partido republicano como majoritário no Senado Federal.

Nas últimas semanas, correligionários do presidente têm demonstrado preocupação com a situação e pedido mudanças de rumo.

Uma série de pesquisas divulgadas essa semana mostram o democrata Joe Biden em posição confortável. Hoje, ele teria 90% de chance de ser eleito contra Trump, de acordo com o modelo matemático da revista britânica The Economist.

“O presidente tem disseminado um discurso politico que tem potencial letal para os que o compram: ele argumenta que máscaras privam os americanos de sua liberdade, que o vírus foi um ataque chinês à América e que basta parar de testar que o problema desaparece. A escolha que os americanos enfrentarão no dia da eleição, daqui a 130 dias, é cada vez mais entre a fantasia e mistificação dele ou a dura realidade”, diz Cornfield.

FONTE: BBC NEWS BRASIL

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by

Sobre nós

Folha Rondoniense todos os Direitos Reservados @ Endereço: Rua Nicaraguá 7246, Centro, Candeias do Jamari

facebook: folha Rondoniense.folha Rondoniense.