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Rússia testa mísseis em meio a temores de ataque contra a Ucrânia

Vladimir Putin supervisionou pessoalmente neste sábado (19) exercícios estratégicos disparando mísseis hipersônicos

 

A Rússia realizou neste sábado (19) exercícios militares em larga escala que incluíram o disparo de mísseis poderosos, em uma nova demonstração de força em um momento em que os Estados Unidos dizem estar convencidos de uma invasão iminente da Ucrânia.

Apesar dessa situação cada vez mais tensa no leste da ex-república soviética entre as forças ucranianas e os separatistas pró-russos, com novos bombardeios que custaram a vida de um soldado de Kiev, seu presidente Volodimir Zelensky chegou à Alemanha para participar da Conferência de Segurança de Munique e receber apoio do Ocidente.

Por sua vez, os líderes das regiões separatistas de Donetsk e Lugansk, onde está localizada a linha de frente que divide a Ucrânia, ordenaram a mobilização geral neste sábado, depois de anunciar a evacuação de civis na sexta-feira.

Alimentando ainda mais este coquetel explosivo, o presidente russo Vladimir Putin supervisionou pessoalmente neste sábado exercícios “estratégicos” disparando mísseis “hipersônicos”, novas armas que o chefe do Kremlin descreveu recentemente como “invencíveis” e que podem transportar uma carga nuclear.

“Os objetivos planejados durante os exercícios das forças estratégicas de dissuasão foram totalmente cumpridos. Todos os mísseis atingiram os alvos estabelecidos”, disse a Presidência russa em comunicado.

A televisão pública transmitiu imagens de Putin sentado ao lado de seu colega e aliado bielorrusso, Alexander Lukashenko, ouvindo em uma sala de crise os relatórios de seus generais por videoconferência.

Bombardeiros Tu-35 e submarinos participaram dos exercícios, segundo o Kremlin.

Preparadas para atacar

Os Estados Unidos acusam a Rússia de preparar um ataque iminente contra a Ucrânia, seu vizinho pró-ocidental, algo que Moscou nega, embora exija garantias de segurança como a retirada da Otan do Leste Europeu e a sua não ampliação, exigências inaceitáveis para o Ocidente.

Washington estima que a Rússia tenha 190.000 soldados nas fronteiras e território da Ucrânia, incluindo as forças rebeldes separatistas.

As tropas russas na fronteira com a Ucrânia estão “se deslocando” e “se preparando para atacar”, garantiu neste sábado o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, durante uma visita à Lituânia.

Na véspera, o presidente Joe Biden disse estar “convencido” de que Putin decidiu invadir a Ucrânia e que a multiplicação de incidentes no leste daquele país buscava criar uma “falsa justificativa” para lançar seu ataque na próxima semana ou dias.

Mas, enquanto uma invasão não ocorrer, “a diplomacia é sempre uma possibilidade”, disse Biden, anunciando uma reunião entre seu secretário de Estado, Antony Blinken, e o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, na próxima quinta-feira.

As preocupações da Rússia com a Ucrânia “devem ser respeitadas”, disse o diplomata chinês Wang Yi neste sábado.

Em Munique, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson pediu “unidade” entre os aliados ocidentais, e a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, declarou que a Otan será fortalecida no Leste Europeu no caso de um ataque russo à Ucrânia.

Na mesma linha, o chefe da Otan, Jens Stoltenberg, reafirmou o compromisso “infalível” dos membros da Aliança Atlântica de se protegerem mutuamente e garantiu à Rússia que só terá “mais Otan” se procurar ter “menos Otan”.

“Moscou está tentando retroceder a história e recriar sua esfera de influência”, acusou Stoltenberg.

Soldado ucraniano morto

No front leste da Ucrânia, as Forças Armadas ucranianas e os separatistas pró-russos acusaram-se novamente neste sábado de novos ataques e de violações do cessar-fogo. Um soldado ucraniano foi morto nos confrontos, anunciou Kiev.

“Como resultado de um bombardeio, um soldado ucraniano foi ferido fatalmente na explosão de uma granada”, disseram as autoridades militares. O exército ucraniano relatou 66 incidentes armados na parte da manhã, um número particularmente alto, enquanto os rebeldes no reduto separatista de Donetsk chamaram a situação de “crítica”.

Observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) – que monitoram este conflito desde 2014 – alertaram  para um “aumento drástico” nas violações do cessar-fogo.

A OSCE, cujos membros incluem a Rússia e os Estados Unidos, desdobrou sua missão de paz na Ucrânia em 2014 após a anexação da península da Crimeia pela Rússia e a eclosão de um conflito entre Kiev e os separatistas no Donbas, que causou 14.000 mortes.

Neste contexto, a Alemanha e a França pediram neste sábado que seus cidadãos deixem “urgentemente” a Ucrânia devido ao risco de conflito armado no país, de acordo com um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores.

E, em meio aos contatos para buscar uma desescalada, Putin manterá uma conversa por telefone no domingo com seu colega francês Emmanuel Macron.

FONTE: AFP

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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