Esporte

Rondônia pode pedir música no Fantástico; já tem 4 ex-presidentes da ALE presos -por Alan Alex

A lista é composta por Marcos Donadon, Natanael Silva, Carlão de Oliveira e Valter Araújo; todos estão cumprindo sentenças

Uma pergunta

Quem está ganhando dinheiro em Rondônia com esses semáforos horrorosos que estão sendo instalados em praticamente todas as cidades? Só aqui em Porto Velho já foram mais de uma dezena. Pela estrutura de instalação dá para perceber que não é barato. Dá para perceber ainda que a manutenção que deve ser o grande ‘filé’. Resta saber quem está ganhando com isso, porque aqui no Brasil, por amor à cidade com certeza não é. Sem contar que são um desastre de feios.

Enquanto isso

A secretária de Eduicação do Estado Fátima Gavioli deverá ser exonerada nos próximos dias por não ter migrado para o PMDB, conforme orientação do governador Confúcio Moura e uma pressão de Maurão de Carvalho. Ela deve ser substituída por Márcio Félix, que é seu adjunto e filiado ao PMDB. Gavioli é filiada ao PDT de Acir Gurgacz que também vai perder, nos próximos dias o controle do DETRAN.

Quem vai assumir

É a irmã de Confúcio, Cláudia Moura e Emerson Castro, que estava cotado para a pasta, se quiser, pode ir para a Superintendência de Desenvolvimento (Suder) que atualmente é chefada por Basílio Leandro. A Suder é aquela pasta que não tem nenhuma função prática, exceto abrigar a turma que vai deixando o primeiro escalão.

Na Casa Civil

Quem deve assumir é Cira Moura, atual adjunta da pasta e que também é irmã do governador. Como adjunto o indicado é o ex-deputado estadual Valvidino Tucura, que não fez nada como deputado e também não vai fazer nada como adjunto, exceto, é claro, receber salário de secretário. O cargo é uma espécie de ‘consolo’ já que Tucura não conseguiu se reeleger, mas é primeiro suplente então pode, a qualquer momento, assumir uma vaga na assembleia a depender do resultado das eleições municipais.

Marcos & Marcus

Agentes penitenciários realizaram manifestação nesta segunda-feira nas principais avenidas da Capital e no Centro Político Administrativo do governo contra supostos ‘assédios morais’ que estariam ocorrendo na Secretaria de Justiça. Eles querem a punição (e exoneração) tanto do titular da pasta Marcos Rocha, quanto seu adjunto, Marcus Amaral. Os agentes tentaram entrar na SEJUS, mas foram barrados, a porta foi fechada.

Na folha

De pagamento do Estado continua o problema com o coronel Delner Freire, que parece, não tem a menor ideia do que está fazendo ali. Todos os meses, sem exceção, pelo menos uma centena de servidores reclamam de bloqueios e descontos indevidos em seus salários, mesmo assim, Confúcio mantém o coronel no comando.

Caiu

Usando o nome de “Arnaldo Serrath’ foi preso na cidade de Abadiânia (GO) o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Natanael José das Silva, que estava foragido desde 2014, após ter sido condenado pelo Superior Tribunal de Justiça a 14 anos e 8 meses de prisão, além de 170/dias multa. Em 2001 quando Natanael era presidente da Assembleia, ele depositou um cheque no valor de mais de 600 mil reais do Legislativo na conta de sua empresa, a Distribuidora de Bebidas São Miguel Arcanjo (DISMAR). Ele também foi acusado de causar um incêndio na assembleia para destruir provas de seus crimes. Natanael será transferido para o Urso Panda, onde deverá começar a cumprir pena.

Com isso

Rondônia já pode pedir música no Fantástico. É o único estado (e o mais novo) da federação que teve 4 presidentes de Assembleia presos. Carlão de Oliveira, que deve começar a cumprir pena tão logo se recupere de uma cirurgia; Marcos Donadon, que cumpre prisão domiciliar; Valter Araújo, que também está cumprindo pena domiciliar e agora Natanael Silva. Vale lembrar que Silvernani Santos, que também foi presidente da Casa foi condenado a perda de função pública e pagamento de multa milionária acusado de desvios de recursos através da venda de passagens aéreas ‘fantasmas’ e Neodi Carlos, que responde a uma denúncia de improbidade.

Com essa prisão

Chega ao fim um ciclo de impunidade que cerca o legislativo rondoniense e também serve de aviso aos atuais e futuros deputados. A justiça até que demora ( na maioria das vezes, mais do que deveria), mas ela acontece. O caso de Natanael é emblemático e quem puxar pela memória vai recordar do festival de sandices e ilegalidades que aconteciam na assembleia durante sua gestão. Natanael antecedeu Carlão de Oliveira e deixou todo o esquema que seria desbaratado pela Operação Dominó prontinho. Carlão herdou, ampliou mas não teve sorte, a casa dele caiu feio.

Natanael

Tentou se esconder no Tribunal de Contas como Conselheiro, através de uma manobra nebulosa, uma posse feita nas sombras através de uma vaga “aberta às pressas com a aposentadoria do então conselheiro Hélio Máximo”. Na época, o agora senador Ivo Cassol estava em seu primeiro mandato como governador e alegou ter sido ameaçado por Natanael, caso não assinasse o decreto de nomeação, “disse que teria um inimigo se não assinasse o decreto. Recusei a imoralidade”, contou Cassol, que conseguiu no Supremo Tribunal Federal suspender a nomeação até que os deputados de Rondônia adaptaram a constituição do Estado aos mesmos critérios dos demais tribunais de conta e do TCU. Dos requisitos para ocupar o posto no TCE, Natanael só cumpria um: o da idade mínima.

Mesmo assim

Natanael ainda conseguiu ficar no cargo por quase dois anos, quando foi afastado pelo STJ e posteriormente condenado à prisão. Uma época triste para recordamos, mas de fundamental importância para que as novas gerações de deputados tenham em mente que o tempo da impunidade está acabando.

“Tô com Dilma e não abro”

E não, não é o paraquedas, é o senador Acir Gurgacz, que mantém sua posição de apoiar a presidente e é contra o impeachment. Gurgacz está de olho em um ministério. Ele garante ter sido convidado, mas a atual crise política está engessando o governo. A prioridade é resolver a nomeação de Lula, que pelo jeito está cada vez mais distante da Casa Civil. Nesta segunda-feira a Polícia Federal encontrou um contrato de imóvel no valor de R$ 6 milhões que eles acreditam estar em nome de laranjas e pertencer, na verdade, ao ex-presidente.

Clínica Mais Saúde informa – Coração saudável é antídoto a envelhecimento da mente

Ter um coração saudável ajuda a preservar o processamento cerebral e a função cognitiva ao longo do tempo. A conclusão é de um estudo publicado no periódico científico Journal of the American Heart Association. Pesquisadores da Universidade de Miami, nos Estados Unidos, analisaram dados de saúde cardíaca e função cerebral de 1.000 voluntários. Seis anos depois, eles foram submetidos aos mesmos testes. Os resultados mostraram que aqueles que tinham melhor saúde cardíaca apresentaram menor declínio cognitivo. Já se sabia da associação, mas não que ela era tão direta. Os marcadores de saúde cardíaca avaliados pelos pesquisadores foram: pressão sanguínea, colesterol, nível de açúcar no sangue, prática de atividade física, alimentação, peso e tabagismo. Já os testes cerebrais analisaram a memória e as habilidades de processamento cerebral.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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