Brasil

Reforma tributária que está no Congresso pode decretar fim do Prouni

Além do risco de onerar o setor, com provável aumento de mensalidades

Depois de aumentar oportunidade para mais de 1,2 milhão de brasileiros entrarem na universidade nos últimos anos, o país corre o risco de regredir a patamar pior que o de 10 anos atrás, quando apenas um quarto da população em geral e 13% dos jovens entre 18 e 24 anos tinham acesso ao ensino superior. A reforma tributária (Projeto de Lei 3.887/2020), em tramitação em Brasília, pode decretar o fim do maior programa educacional do país, o Universidade para Todos (Prouni), voltado para quem não tem condições de pagar os estudos. Além do risco de onerar o setor, com provável aumento de mensalidades.

Somado à falta do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que também depois de viver seus dias de glória está agora à míngua, o setor privado, responsável por nada menos que três quartos das matrículas nessa fase do ensino, prevê a debandada de 1,6 milhão de estudantes da graduação nos próximos 10 anos. Em Minas, somente no ano que vem, cerca de 346 mil estudantes devem pleitear uma cadeira em universidades particulares.
A educação particular no país concentra 15,5 milhões de alunos, sendo 9,1 milhões no ensino básico (20% do total do país) e 6,5 milhões no superior (75% do total). Na base de cálculo dos tributos das instituições privadas do ensino básico ao superior estão o PIS (Programa de Integração Social), Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e imposto de renda de pessoa jurídica.
Na matemática atual, estão isentas desse bloco de tributos parte das instituições que oferecem bolsas do Prouni, no caso do ensino superior. O PL 3.887/2020 faz cair por terra esse acordo, ao retirar da cesta o PIS/Cofins, cuja alíquota varia de 0% a 3,65%, e substituí-lo por uma nova contribuição sobre bens e serviço, a CBS, de 12% (o que atinge todo o setor de educação privada).
Com isso, calculam as instituições, quem não pagava os 3,65% terá que arcar com 12% (inclusive as classificadas como “sem fins lucrativos”), a serem prontamente repassados para as mensalidades. “Não será interessante oferecer as bolsas sem a contrapartida”, avisa o diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Sólon Caldas. “Instituições sem finalidade lucrativa que não pagam impostos vão passar a pagar a CBS. Antes, ofereciam bolsa, mas não tinham o peso do tributo. Agora, terão incentivo zero. E as com fim lucrativo que pagavam 3,65% com as bolsas, pagarão agora 12%”, explica.
A previsão de impacto é de aumento de até 11% em mensalidades de escolas e faculdades. De acordo com o setor privado, o peso da Reforma Tributária recai especialmente sobre as classes média e baixa, com renda familiar per capta de até R$ 3.145. Tanto no ensino superior quanto no básico, 89,6% dos alunos têm renda familiar per capta inferior a esse valor, sendo que 47,3% do total têm vencimentos de até R$ 1.045.
Na graduação, as instituições oferecem hoje 532,3 mil bolsas do Prouni, sendo 412,7 mil integrais e 119,6 mil parciais. “Enquanto um estudante do ensino superior público gera um ‘gasto orçamentário’ de R$ 28,6 mil por ano, o estudante do Prouni representa um ‘gasto tributário’ de R$ 4,6 mil por ano (valor que se deixa de arrecadar em impostos). Por 16% do custo, forma-se pelo Prouni um estudante com índices de performance equivalente no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes)”, afirma nota técnica produzida pela Abmes, Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) e outras instituições do setor.
A estimativa é de que, se aprovada a reforma nos moldes propostos, faculdades, universidades e centros universitários percam, de imediato, 322.282 alunos – 161.465 deles por causa de reajustes e outros 160.816 que abandonariam o sonho do diploma sem o benefício do Prouni. Nos próximos 10 anos, levantamento aponta que 1,3 milhão de brasileiros deixariam de ingressar na graduação em instituições privadas, totalizando 1,6 milhão de pessoas privadas de acesso ao diploma de ensino superior. “O Prouni é a oportunidade para os menos favorecidos cursarem uma medicina, por exemplo, cuja mensalidade pode chegar aos R$ 10 mil”, afirma Sólon Caldas.
Fies
Aos desajustes do Prouni se soma um outro fator-chave para o ingresso no ensino superior: o Fundo de Financiamento Estudantil, fadado a fechar apenas 54 mil contratos a partir do ano que vem, conforme normatização do Planalto. O Fies teve seu auge em 2014, quando alcançou 731 mil contratos. Em franco declínio, chegou ao patamar de 85 mil ano passado e, para este ano, não deve passar dos 80 mil.
“São 100 mil vagas oferecidas com recurso público, mas 20% ficam sem preenchimento devido às condições de acesso”, afirma o diretor da Abmes. “Quem paga mensalidade no limite financeiro não vai suportar, vai evadir e, com isso, cada vez mais o país aumenta sua desigualdade social, que já é absurda. As únicas portas de entrada da população de menor renda (à universidade) são Prouni e Fies. São duas políticas de sucesso que democratizaram o acesso ao ensino superior. Sem eles, a graduação voltará a ser algo só de classe rica”, diz.
A quantidade de brasileiros a cursar a graduação saiu do patamar de 26%, em 2010, para 37,4% nove anos depois, conforme dados do Censo da Educação Superior. No mesmo período, o número de universitários entre 18 e 24 anos (idade correta para essa etapa acadêmica) subiu de 13% para 21,4%.
De acordo com o Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil deveria ter 50% de sua população total nas universidades até 2024 e 33% dos jovens com até 24 anos. Com o golpe duplo no Prouni e no Fies, levantamento feito pela Abmes em parceria com a empresa de estudos educacionais Educa Insight projeta que as metas só possam ser cumpridas quase duas décadas depois, em 2041.
Problema para as próximas gerações
“Se não tivesse o Prouni, provavelmente eu não estaria estudando”, afirma a estudante do 6º período de jornalismo Luana Ferreira Silva Souza, de 19 anos. “Procurei o Prouni porque eu não queria fazer UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), mas também não tinha condição alguma de pagar pela graduação em nenhuma universidade, muito menos na PUC Minas, que escolhi. Estudei muito durante o ensino médio, porque dinheiro para cursinho também não tinha. Era eu por mim mesma e se não desse conta, ficaria sem estudar.”Continua depois da publicidade
Luana é a primeira de uma família simples de um distrito de Governador Valadares, no Leste de Minas, a fazer curso superior. A mãe, auxiliar de serviços gerais numa escola estadual, terminou o ensino médio apenas em 2013. O pai, com o mesmo nível de escolaridade, é funcionário do serviço de zoonoses. Foi na localidade de 2 mil habitantes que ela também concluiu a última etapa da educação básica e estudou muito para ter boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pleitear a bolsa integral do Prouni.
“Em Belo Horizonte, tenho que arcar com aluguel, gasto de casa e as outras despesas da universidade. Se ainda tivesse de pagar a mensalidade, não daria conta”, relata. Ela diz que desde a mudança de governo teme o futuro de programas como o Prouni e o Fies. “Há um medo constante (dos alunos) de perder essas portas de acesso (à graduação) e quando vemos certas medidas sendo tomadas, percebemos que o temor não é infundado”, diz.
Para a jovem universitária, o futuro das próximas gerações é incerto. “Acredito que mesmo a reforma sendo aprovada rápido não haverá consequências para quem já está terminando o curso. Mas minha irmã, que está no ensino médio, e tantos outros que precisam desse tipo de apoio não vão conseguir”, afirma. “Meus pais fizeram de tudo para me incentivar e, não fosse por esse caminho, sabem que não conseguiriam me bancar numa faculdade.”
O temor da universitária está em sintonia com as estimativas das mantenedoras de instituições privadas, segundo as quais não só não haverá ingresso de alunos, como deve haver uma evasão em massa dos já matriculados. E o baque no bolso dos estudantes poderá ter consequências mais amplas, se o cenário imposto pela reforma tributária se configurar, com instituições de pequeno porte, que atendem a determinadas regiões, correndo risco de fechar as portas.
Em 2018, o Censo da Educação Superior contabilizou 229 instituições públicas e 2.238 privadas no país. Em Minas, universidades, faculdades e centros universitários particulares somam mais de 300. O grande erro, na opinião do direto-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Sólon Caldas, é o Brasil passar a enxergar o financiamento estudantil como rombo fiscal, como despesa.
 “Em um país em que o ensino superior é eminentemente privado, o governo tem que ter uma política pública de financiamento que atenda às necessidades. A Constituição diz que educação é dever do estado e direito de todos, mas o Ministério da Economia passou a tratá-la como rombo e adotou o discurso da inadimplência no Fies”, relata.
“O Serasa anunciou antes da pandemia 63 milhões de brasileiros inadimplentes. Não era por causa do Fies, mas da conjuntura, dos 12 milhões de desempregados”. afirma. “O aluno contraiu o financiamento, mas não tinha emprego, não tinha condição de pagar. Não pagava financiamento, nem água nem luz. Mas o governo preferiu adotar o discurso de que o Fies era o culpado do rombo que existia no país.”Continua depois da publicidade
Escolas falam em risco de “apagão”   
Sólon Caldas ressalta que, com a reforma proposta, o governo põe em xeque a estrutura educacional do país. “A estrutura do ensino superior é sobretudo privada. Se a põem em xeque, acaba com a educação. Como o brasileiro vai estudar, se o governo não tem capacidade de absorver esse contingente?”, questiona.
A educação básica e a superior privada desoneram o governo em R$ 225 bilhões por ano, de acordo com o setor. “Se todo mundo que estuda nas particulares fosse para as públicas, o Estado teria que arcar com esse valor. No ensino básico, há possibilidade de deixar a escola particular e passar para a pública. No ensino superior, não. Ou o aluno permanece e arca, ou evade, porque na universidade pública não tem vaga suficiente.”
Ele lista ainda o risco de um “apagão” de mão de obra. “Quem perde com tudo isso é o país. Hoje, o governo não sente o impacto, mas daqui cinco anos, tempo médio de formação da graduação, haverá falta de profissionais qualificados no país, porque não tem alunos ingressando. Logo, haverá impacto grande no desenvolvimento.”
O Estado de Minas questionou o Ministério da Educação sobre os argumentos das mantenedoras da educação privada mas, até o fechamento desta edição, apesar de vários pedidos, não houve retorno. Em coletiva sobre o Censo da Educação Superior, o secretário de Educação Superior do MEC, Wagner Vilas Boas, argumentou que outras formas de financiamento estão em vigor e “compensam” a redução do Fies a partir de 2014. De acordo com o Censo, 61% dos suportes hoje aos estudantes são financiamentos e bolsas concedidas pelas próprias instituições de ensino. O secretário informou ainda que na semana passada foi publicada resolução com programa de refinanciamento da dívida do Fies, em até 174 vezes, para alunos que estão com o “nome sujo”.
FONTE: EM.COM.BR

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

COLUNA DO GOMINHO JÚNIOR

COLUNA NOTÍCIAS DA CORTE

COLUNA TEMPO REAL POR GOMES OLIVEIRA

PARCERIA

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

Acesse nossa Página do Facebook

Folha Rondoniense is Protected by

Sobre nós

Folha Rondoniense todos os Direitos Reservados @ Endereço: Rua Nicaraguá 7246, Centro, Candeias do Jamari

facebook: folha Rondoniense.folha Rondoniense.