O montante chama a atenção pela dimensão financeira e pela quantidade de trabalhadores que teriam sido desligados.
A previsão de aproximadamente R$ 3 milhões para o pagamento de rescisões de servidores comissionados da Câmara Municipal de Porto Velho colocou a administração do Legislativo da capital no centro de questionamentos sobre transparência e utilização de recursos públicos.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Herbert Lins, na coluna Falando Sério, publicada nesta terça-feira (20) pelo portal Rondônia Dinâmica, aproximadamente 700 servidores teriam sido atingidos por desligamentos que alcançaram gabinetes parlamentares, a Mesa Diretora e outros setores da estrutura administrativa.
O cenário ganha maior repercussão diante de relatos de supostas práticas de rachadinha envolvendo verbas rescisórias, apresentados por denunciantes ouvidos pelo colunista. As acusações, entretanto, ainda não foram comprovadas e não permitem atribuir responsabilidade individual a vereadores ou servidores.
R$ 3 milhões para pagar servidores desligados
De acordo com a publicação, a Câmara dispõe de aproximadamente R$ 3 milhões em caixa destinados ao pagamento das rescisões.
O montante chama a atenção pela dimensão financeira e pela quantidade de trabalhadores que teriam sido desligados.
As exonerações de ocupantes de cargos comissionados são permitidas pela legislação, observadas as regras aplicáveis. Entretanto, a administração pública deve assegurar que os pagamentos sejam realizados corretamente, com transparência e respeito aos direitos dos servidores.
Ainda não há, nas informações consultadas, uma relação completa dos desligamentos, os valores individuais devidos ou a confirmação documental do total de R$ 3 milhões.
Denúncias de supostas rachadinhas exigem investigação
O ponto mais delicado envolve relatos de possíveis exigências de devolução de parte das verbas recebidas por servidores.
Conforme a coluna, denunciantes mencionaram percentuais que poderiam variar entre 50% e 70% de determinados pagamentos rescisórios.
Se comprovada, uma exigência desse tipo poderia configurar irregularidades graves e justificar a atuação dos órgãos de controle e investigação.
É fundamental ressaltar que não há comprovação apresentada de que esses percentuais tenham sido efetivamente cobrados ou recebidos, nem identificação de beneficiários de eventuais repasses.
A existência de denúncias não equivale à comprovação de crime.
Presidente da Câmara é citado em meio à crise
A publicação também menciona o presidente da Câmara Municipal, vereador Gedeão Negreiros (PSDB).
Segundo Herbert Lins, o parlamentar não havia respondido às tentativas de contato realizadas pelo colunista. A reportagem relata ainda que ele deixou uma reunião com vereadores na segunda-feira (19), em meio às discussões sobre a situação administrativa.
Esses acontecimentos, isoladamente, não demonstram envolvimento do presidente em qualquer irregularidade.
A manifestação oficial da Presidência da Câmara é necessária para esclarecer as razões dos desligamentos, os valores previstos para as rescisões e os mecanismos de controle adotados para evitar pagamentos indevidos.
Servidores podem enfrentar dificuldades no fim do ano
Além dos questionamentos administrativos, os desligamentos possuem um impacto social.
Para trabalhadores que dependem da remuneração dos cargos comissionados, a perda do vínculo próximo ao encerramento do ano pode comprometer o planejamento financeiro familiar.
A situação reforça a importância de esclarecer os prazos de pagamento das verbas devidas e garantir que os ex-servidores recebam os valores previstos em lei, sem pressões ou exigências ilegais.
Transparência precisa ir além dos discursos
A Câmara Municipal de Porto Velho é responsável por fiscalizar os atos do Poder Executivo e representar os interesses da população.
Por isso, a transparência na própria gestão administrativa deve receber atenção especial.
Diante das informações divulgadas, quatro questões precisam ser esclarecidas:
- Quantos servidores foram efetivamente exonerados?
- Qual é o valor total das rescisões e como ele foi calculado?
- Existem denúncias formalizadas ou procedimentos de apuração sobre supostas rachadinhas?
- Quais mecanismos impedem que terceiros se apropriem indevidamente de verbas pagas aos servidores?
A divulgação dessas informações permitirá distinguir os procedimentos administrativos regulares de eventuais irregularidades.
Caso poderá ter novos desdobramentos
As informações publicadas pelo Rondônia Dinâmica apontam uma situação que merece acompanhamento dos órgãos de fiscalização e da sociedade.
Caso sejam apresentadas provas de exigências de repasses ilegais, caberá às autoridades competentes avaliar a necessidade de investigação e eventual responsabilização dos envolvidos, assegurados o contraditório e a ampla defesa.
O JH Notícias acompanhará os desdobramentos do caso, incluindo eventuais manifestações oficiais da Câmara Municipal e providências adotadas pelos órgãos de controle.
Fonte: Coluna Falando Sério, do jornalista Herbert Lins, publicada no Rondônia Dinâmica em 20 de outubro de 2026.
FONTE: JH NOTICIAS





















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