Cenas de troca de ofensas, com palavreado chulo, com dedo na cara, com “me segura, senão eu bato” ocorreram num dos gabinetes
Palavrões, dedo na cara, troca de ofensas, baixo calão! Não, estas cenas não são de confrontos de gangueiros e nem na antessala das Delegacias de Polícia, quando os envolvidos em brigas se atacam. Tudo isso aconteceu recentemente na Câmara Municipal de Porto Velho, envolvendo um grupo de nobres edis, incluindo uma vereadora. A montagem que ilustra este texto é uma simulação, mas resume o que aconteceu.
Tudo aconteceu durante a decisão de demitir nada menos do que 698 servidores comissionados, apenas um ou dois dias depois da eleição. Enquanto este pessoal ajudava os candidatos, entre os próprios vereadores ou seus escolhidos, tudo estava normal. Terminou a eleição, apurou-se o que as urnas disseram e, pronto: era hora de mandar centenas de pessoas para o desemprego.
A Câmara de Porto Velho já vem enfrentando problemas sérios há muito tempo. Na gestão do prefeito Hildon Chaves, praticamente não houve oposição. Na atual legislatura, com exceção de um vereador, que exagerou na atuação e acabou não se elegendo deputado, todos os demais seguem a cartilha governista.
Acontece que da porta para dentro o clima está mais que azedo. Dominado por um grupo político e familiar há longo tempo, o legislativo municipal – sempre com as raras exceções de sempre – tem tido, no geral, uma atuação pífia.
Para piorar a situação, empréstimos feitos por vereadores foram considerados ilegais e todos que utilizaram o sistema, estão devolvendo grandes quantias do valor que usaram. Alguns contracheques têm chegado aos vereadores com valores exíguos.
O Tribunal de Contas vinha exigindo há muito tempo que a Câmara acabassem com o número exagerado de assessores comissionados. E que os concursados fossem chamados. O assunto foi empurrado com a barriga até a eleição de 4 de outubro, quando o barril explodiu.
Cenas de troca de ofensas, com palavreado chulo, com dedo na cara, com “me segura, senão eu bato” ocorreram num dos gabinetes. Envolveram um grupo de edis. Uma das soluções encontradas para tentar apaziguar o clima, foi mudar a escolha do presidente da Casa, para 2027.
O jovem vereador Zé Paroca (Jose Uilson Guimarães De Souza) foi escolhido para tentar reorganizar a Casa e apaziguar os ânimos. Porque há ainda uma inconformidade da maioria dos vereadores, que perderam inúmeros assessores. Porque há ainda um clima de beligerância nos bastidores.
Os 23 membros da Câmara estão vivendo um momento de enormes dificuldades. A série de erros do passado recente, que agora eclodiram, precisam ser corrigidos. Serão?
FONTE: COLUNA OPINIÃO DE PRIMEIRA- AUTOR: JORNALISTA SÉRGIO PIRES





















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