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Queda de Bashar al-Assad marca um novo realinhamento no Oriente Médio

Muito dependerá de quão ordenada será a transição para uma nova administração liderada pelos rebeldes

A luta para depor o regime de Bashar al-Assad demorou mais de 13 anos, causando mortes e destruição incalculáveis, porque potências externas transformaram a Síria em um campo de batalha por procuração para as suas próprias ambições. A queda do governo de Assad, no domingo (8) de manhã, ocorreu depois de uma campanha relâmpago que apanhou os seus amigos e inimigos de surpresa. A deposição foi desencadeada pelos próprios sírios, enquanto os principais benfeitores do regime estavam enfraquecidos e distraídos por convulsões em outros lugares.

O resultado desta mudança tectônica terá, certamente, um impacto profundo no Oriente Médio e no equilíbrio de poder global. Muito dependerá de quão ordenada será a transição para uma nova administração liderada pelos rebeldes e até que ponto as facções sírias rivais — incluindo as minorias curda e alauita — serão capazes de evitar novos conflitos.

Já surgiram vencedores e perdedores, embora estes ganhos e perdas possam se revelar ilusórios em um país tão traumatizado e tão mergulhado na violência como a Síria. “Vemos uma enorme mudança na região. A Turquia tornou-se mais forte, a Rússia tornou-se mais fraca, o Irã tornou-se fraco”, disse Badr Jamous, um importante político da oposição anti-Assad. “Mas serão os sírios que desempenharão um grande papel agora, não como antes. Todos terão de ouvir a nossa voz e as nossas decisões.”

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