Resenha Politica

Prováveis candidatos se fortalecem para a disputa de 2024 em Rondônia – Por Robson Oliveira

MEIO AMBIENTE 

Cada vez mais as autoridades políticas rondonienses insistem no discurso equivocado e simplista ao abordar a questão agrária e a proteção do meio ambiente.  Na semana passada, por exemplo, parlamentares estaduais e federais organizaram uma audiência pública para debaterem os problemas relacionados ao tema e o que vimos foi a repetição de acusações sobre as ações dos agentes públicos dos órgãos responsáveis pela repressão aos crimes ambientais.  

CRIMES 

A cada depoimento escolhido previamente, com uma certa encenação para comover os presentes, ouviu-se de tudo, sobre tudo, menos alguma proposta concreta para a solução do problema. Nada se falou sobre a forma predatória, ilegal ou criminosa de grileiros e invasores que avançam sobre áreas de proteção, reservas florestais e parques. Nada. Absolutamente nada. Mas os discursos ácidos contra quem tem a obrigação funcional de reprimir os crimes ambientais recebiam aplausos e levavam a êxtase políticos preocupados tão somente em pressionar a escalada predatória sobre nossas riquezas naturais.  

COMPLEXIDADE 

É um problema de extrema complexidade a regularização fundiária em áreas de proteção ambiental por razões diversas jurídicas e climáticas. Cada vez mais se avança sobre elas mesmo sabendo tratar-se de crimes ambientais com intuito de exercer pressão política para que o estado brasileiro abra mão das suas áreas de proteção. Regularizar invasões, financiar e dar assistência técnica em cultivo de áreas destinadas a preservação é um erro tanto do ponto de vista econômico quanto estratégico uma vez que os mercados consumidores cada vez mais são restritivos a produtos frutos de ações predatórias e criminosas. Razão pela qual é de uma complexidade a solução do problema.  

INVERSÃO 

Quem assistiu a audiência pública sem a cumplicidade política com o que foi relatado percebeu que os depoimentos mais ríspidos foram direcionados contra servidores que combatem crimes ambientais e que atuam no estrito cumprimento da lei. E quando são forçados a usar da repressão no exercício das funções – são os mínimos casos apurados que revelam excessos de autoridade – são taxados de criminosos numa inversão clara dos fatos.  

PARTE 

Ora, a repressão à invasão de reservas, entre outras, é em função da lei que assim a define. Não é por uma ação individual de cada servidor do estado responsável pela fiscalização que utiliza do cargo para reprimir por deliberação própria, o faz no cumprimento legal das suas funções. Ademais, é bom que se diga, a maioria da representação política ali presente é parte interessada do conflito e sabe que a solução implica em respeitar a legislação que normatiza o setor, regras que insistem em não respeitar. O resto é lorota criminosa.  

LIXO 

Uma empresa canadense que promete reciclar o lixo originário de rejeito do garimpo Bom Futuro, região de Ariquemes, com a suposta regularização ambiental do estado sem um debate mais aprofundado e transparente sobre todas as atividades que a empresa vai explorar é no mínimo temerária.  

MINERAÇÃO 

As empresas com expertises mineradoras são as que terminam provocando mais danos ambientais nas comunidades onde são instaladas. Brumadinho, em Minas Gerais, é um exemplo do caos que podem causar. Quando se instalam utilizam a justificativa de geração de emprego, desenvolvimento econômico para a região a qual se apossam, mas, no entanto, terminam driblando regras ambientais que poderiam impedir desastres quando há um debate franco, aberto e transparente sobre duas atividades e a sociedade civil. O anúncio governamental do início de operação na empresa canadense de mineração Canadá Rare Eart Corpation, em Rondônia, necessita melhores esclarecimentos sobre as atividades com as respectivas extensões. Rondônia conhece bem as tragédias ambientais de empresas que propagam o milagre econômico fácil.  

“TCHAU POEIRA” 

Quem acompanha os despachos no âmbito do Tribunal de Contas sobre relatórios técnicos detectando supostas irregularidades em contratos governamentais percebe o número de investigações em andamento sobre o principal projeto estruturante do Governo de Rondônia, “Tchau poeira”, que turbinou a candidatura de reeleição do coronel Marcos Rocha. Recentemente, a aquisição de emulsão asfáltica destinada a pavimentar ruas em Colorado do Oeste exigiu do TCE a abertura de procedimento no DER para analisar eventuais prejuízos ao tesouro.   

SESAU 

Nos bastidores governamentais começam os burburinhos para pressionar Marcos Rocha a trocar o atual secretário da Saúde Jefferson Ribeiro Rocha. Pelo que falam a boca miúda a ex-esposa do governador, Irani Albuquerque, detentora de um cargo comissionado na estrutura de saúde estadual, estaria por trás das especulações da puxada de tapete do secretário. Pelo que a coluna apurou há muita insatisfação de servidores em relação à ex-cônjuge do governador que age supostamente nos bastidores de forma a disseminar intrigas. Houve até quem chegou a revelar à coluna sob a condição de anonimato que Rocha teria convocado a ex para que desse explicações sobre todas as confusões internas na Sesau em que teria se envolvido.  

LUZ 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ampliou a quantidade de famílias e estendeu o prazo para o programa Luz para Todos em Rondônia e Acre. Em Rondônia, a determinação sugere que a Energisa, executora do programa, terá até 2025 para alcançar a meta de atender um total de dez mil e quinhentas famílias. O plano de universalização de energia elétrica prevê o atendimento aos novos pedidos de ligações domiciliares. Também vai beneficiar, em especial, famílias de baixa renda, que residem em regiões de difícil acesso e longe dos grandes centros urbanos.  

ATENDIDOS  

Cerca de doze mil famílias da área rural, nos últimos quatro anos, foram contempladas com a chegada da energia elétrica. Isto possibilitou, além do conforto, incremento nas atividades comerciais, principalmente na agricultura familiar que necessita da eletricidade para introdução da tecnologia no cultivo. São inúmeras as possibilidades com as ligações de energias elétrica destinadas aos lares mais longínquos de Rondônia. A Energisa, empresa que executa o programa, tem demonstrado eficiência nesta implantação com resultados satisfatórios. O número de famílias atendidas fala por si.  

ELEIÇÕES 

Os prováveis candidatos a prefeito dos municípios de Rondônia começam a fortalecer os seus respectivos partidos visando as eleições do ano que vem. Muitos que hoje anunciam disposição em disputar o pleito não conseguiram reunir os apoios que julgam ser imprescindíveis para vencer. Outros que negam que sejam candidatos, serão anunciados no momento adequado. Mas as movimentações partidárias estão a todo vapor com filiações importantes ao pleito.  

LEITE

O setor leiteiro, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura, é responsável pelo sustento de 70 mil famílias, colocando Rondônia entre os nove maiores produtores do país. Nossa produção é estimada em 1,6 milhões de litros de leite dia, conforme dados da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril, gerando inúmeros empregos no campo e renda na cidade com a indiustrialização de queijos, manteiga e derivados. 

APOIO

Com tecnologia e anos de pesquisa a cadeira produtiva rondoniense  de leite se expandiu a partir dos incentivos aos programas de fomentos, assistência e pesquisa da Sagri. Para o melhoramento do rebanho a pasta destinou mais de 14 milhões que visam expandir o setor em patamares ainda mais significativos. Luiz Paulo, responsável pela política estadual, reconhece que é um setor que a cada ano aumenta a importância na cadeia produtiva rondoniense. Em contato com a coluna, explicou que tem apoiado todos os eventos leiteiros, a exemplo de Colorado, e que não compareceu aquela feira porque coincidou com uma agenda de um outro evento nacional onde compareceu para defender os interesses rondonienses. 

AUTOR : ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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