Resenha Politica

Governador Marcos Rocha e Senador Jaime Bagatolli na mira da Justiça Eleitoral; Podemos ter novas eleições em Rondônia – Por Robson Oliveira

CIMCERO 

Estão sendo esquadrinhados os processos licitatórios sob responsabilidade do Consórcio Intermunicipal (CIMCERO) para averiguar a legalidade dos pregões. O que ocorreu nas compras de lâmpadas LED pela administração de Ji-Paraná, com evidências de supostos direcionamentos para as empresas investigadas, pode ser apenas um fio condutor que alcançará todo o emaranhado desse rolo. É possível que novas operações ocorram na hipótese de se confirmar que a extensão desses fios sejam além de Jipa. Embora nos autos dessa operação não constem acusações de malfeitos de outras prefeituras, por enquanto.  

DIRECIONAMENTO 

Segundo a apuração que culminou com o afastamento de agentes públicos ji-paranaenses, em particular o prefeito Isaú Raimundo da Fonseca, a empresa vencedora do certame licitatório não possui as condições técnicas exigidas e o emprego utilizado nas especificações teve supostamente o fito de obstruir a competividade da aquisição. Uma prática utilizada em outros locais para maquiar o direcionamento.  

MANIPULAÇÃO 

A compra das lâmpadas de LED para Jipa, segundo as investigações, eram direcionadas para a empresa vencedora porque havia previamente uma possível combinação na confecção de um termo de referência com um “jogo de planilha”. Este “jogo”, ao que indica, é vedado uma vez que altera os preços constantes nas medições, provocando desequilíbrio econômico-financeiro.  

DEPOIMENTOS 

Os depoimentos de testemunhas acostados aos autos são complicadores para os investigados, visto que sugerem que havia premeditação entre os agentes públicos para que as supostas ilegalidades fossem perpetradas. É possível verificar que consta no processo de aquisição das lâmpadas a imposição de produtos específicos com intuito de impedir a concorrência, assim como a introdução de cláusulas extravagantes como o mesmo propósito supostamente criminoso.  

 MURMURINHOS 

Nos meios políticos, de forma reservada, já eram conhecidos murmurinhos sobre eventuais problemas no âmbito desse Consórcio Intermunicipal criado por municípios para facilitar a aquisição de determinados insumos e serviços atinentes à administração pública municipal. Mas nada de concreto era apresentado para que os murmurinhos fossem esquadrinhados. O que intriga, por razões finalísticas, é a absoluta inércia das Câmaras de Vereadores em não cumprir uma das funções que é fiscalizar as ações da administração municipal em sua totalidade, com requerimentos de documentos e atos administrativos que aparentemente dão formas de legalidade aos certames licitatórios, mas que escondem malfeitos de pregoeiros mal-intencionados. São murmurinhos que terminam se materializando em ilegalidades.  

TRE 

A coluna ouviu em “off” relatos sobre dois processos que vão movimentar a Justiça Eleitoral neste segundo semestre e que vão dar muita dor de cabeça às partes denunciadas. O primeiro, abordado por esta coluna na semana passada, envolvendo abuso de poder político do candidato Marcos Rocha, então candidato à reeleição, e, o segundo processo, em desfavor do senador Jaime Bagattoli, principal representante do extremismo bolsonarista em Rondônia, por prática de suposto “Caixa Dois”. Pelos relatos, os fatos que instruem as acusações são robustos com o condão de limar os mandatos de ambos. 

FATOS 

No primeiro caso, os fatos ensejadores da denúncia são bem conhecidos porque foram amplamente divulgados durante a campanha, envolvendo a perseguição, pressão e demissão de servidores da Emater que supostamente não concordaram em apoiar a candidatura de reeleição de Marcos Rocha. O segundo, pelo apurado, seria uma doação de Bagattoli a um candidato proporcional de Ariquemes que não constou em sua prestação de contas.  

OBSCURIDADE 

Mas há outras investigações sobre as duas autoridades, segundo relatos, sobre outros fatos que podem ser conexos aqueles: os disparos em massa no WhatsApp, na campanha de governo e, no segundo, uma eventual relação ainda não clara entre uma rede de sanduiches da capital e o candidato ao Senado. Agora é aguardar acabar o recesso judicial para verificarmos em que estágio as apurações se encontram.  

ATALHOS 

Numa hipótese de ambas autoridades perderem os mandatos antes de dois anos em pleno exercício, uma nova eleição suplementar seria convocada. Mesmo se confirmando tal premissa ainda há um caminho longo e cheio de atalhos pela frente a seguir. Embora o rito processual da Justiça Eleitoral não seja tão elástico quanto em outras instâncias. Ademais, cassação de mandato atualmente, quando os elementos são expressivos, é pule de dez.  

EMENDAS 

Os órgãos de controle estão cada vez mais equipados para monitorar e verificar o destino das emendas parlamentares. No plano federal, saúde e educação são as áreas que mais receberam essas emendas e começam a revelar desmandos de toda monta. Nos estados, onde as emendas também estão sendo acompanhadas de perto, o problema se repete. Em Rondônia há em curso vários procedimentos que acompanham por lupa a destinação desses recursos e já dão sinais de tempos barulhentos. A ver.  

CLIMA 

Mesmo com os céticos tentando minimizar os problemas climáticos decorrentes da ação predatória do homem, o calor acima da média e as tempestades tropicais acompanhadas de ciclones, são uma realidade que não podemos tapar o sol com a peneira. Insistir no negacionismo climático é condenar o planeta ao caos com temperaturas mais alta e tempestades mais avassaladoras. Como dizia o adágio, “o homem é produto do meio em que vive”. Então cuidemos do meio para salvar o homem.  

SÍTIO

Um sítio arqueológico descoberto no interior do estado contendo elementos fortes de comunidades originárias, em uma fazenda de propriedade  da empresa Mazzitti no municpio de Pimenteiras, tem que ser preservado todo seu material, razão pela qual o MPF recomendou que o IPHAN negeu autorização para que a empresa se abstenha de eralizar quelquer intervenção no local. A proteção ao patrimônio público, social e ambiental, além de garantir os direitos das comunidades originárias é uma obrigação de todos. Apesar dos negacionistas de plantão pensarem em sentido diverso. 

LOROTA

O Ministério da Educação acabou com a boquinha criada para financiar o pagamento de militares que administravam escolas estaduais. Um programa que visava o pagamento de salário de nove mil reais a militares aposentados enquanto o professor que na sala de aula da mesma escola percebia pouco mais de dois salários mínimos. Este programa não tem nada a ver com as escolas militares existentes no país, é mais uma lorota dos extremistas alegarem que o MEC acabou com as escolas militares que, inclusive são exitosas. A escola cívica-militar não se confunde com aquela custeada pelas forças militares e que possuem curriculos próprios.

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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