Teia Digital

PROJETOS RUINS EM FUNÇÃO DA POLÍTICA; O PIB PIORA E A INFLAÇÃO DIMINUI – por Silvio Persivo

Governo parado é o pior possível. “A peste do governo é a irresolução. Está parado o que havia de correr, está suspenso o que havia de voar, porque não atamos nem desatamos” (Antonio Vieira).

CÂMARA SETORIAL DE CACAU

O consumidor geralmente não associa o chocolate à fruta, e menos ainda a uma fruta nativa da Amazônia, mas, é do cacau que se produz tanto o chocolate, como ovos de Páscoa ou os saborosos bombons, mas, pouca gente sabe dos desafios enfrentados para produzir essa iguaria. A produção de cacau enfrenta diversos obstáculos que fazem com que se preveja que, no ano de 2020, haverá um déficit de mais de 50 mil toneladas de cacau em relação à demanda no mundo. Por causa destas dificuldades um grupo de agricultores de diversos municípios, prefeitos e chefes de órgãos do governo estadual, estiveram reunidos no auditório da Ceplac (Comissão Executiva do Plano da lavoura Cacaueira), para criar a Câmara Setorial do Cacau e enfrentar os problemas técnicos sanitários e mercadológicos que dificultam o desenvolvimento da lavoura cacaueira no Estado. Objetivo da câmara é discutir os problemas da produção e buscar novas tecnologias e desenvolvimento da cultura “Com a criação da Câmara Setorial do Cacau, pretende-se interferir em outros aspectos da cadeia produtiva, como melhorar o incentivo oficial para cultura, com questões de crédito e oscilações de preços, e até organizar o setor, a ponto de atrair indústrias processadoras de chocolate”, diz Inaldo Pedro, Prefeito de Jaru. O Brasil foi o segundo maior produtor de cacau do mundo até a década de 70, mas, devido as oscilações de preço e a entrada da doença conhecida como vassoura de bruxa, na Bahia, a produção brasileira despencou, mas, com as novas tecnologias de produção e iniciativas de organização da cadeia produtiva, o país já é o sexto maior produtor mundial de cacau.

UNIR FAZ 5ª CHAMADA DO PROCESSO SELETIVO

A Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) divulgou a 5ª chamada dos candidatos aprovados no Processo Seletivo para os cursos Superiores. As vagas são destinadas ao 1º semestre do ano letivo de 2016 e os interessados terão que manifestar interesse. As matrículas deverão ser realizadas entre os dias 21 e 22 de março das 08:30h às 12h e das 14h às 18h na Diretoria de Registro e Controle Acadêmico (DIRCA), em Porto Velho, e suas respectivas Secretarias (SERCAS) no interior do Estado. A UNIR ofertou por meio do Processo Seletivo 2.665 vagas para os cursos de Graduação nos Câmpus de Ariquemes, Cacoal, Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Porto Velho, Rolim de Moura, Presidente Médici e Vilhena.

NOTA TRISTE I

É com extremo pesar que noticio o falecimento do dirigente sindical e líder de produtores rurais Sebastião Conti Neto. Embora não tivesse muita proximidade, nossos filhos sempre estudaram juntos no Pitágoras e, ao longo do tempo, mantivemos um relacionamento sempre carinhoso em especial por meio da esposa Claire, que se destaca pelo conhecimento de plantas e flores. A ela e aos filhos, Renato, Luciano e Mauricio, nossa solidariedade, embora saibamos o quão pouco vale numa hora tão difícil.

NOTA TRISTE II

Registro, com atraso, o falecimento, na sexta-feira, 18, do gerente e filho do proprietário da soparia Micharia, Franciney Oliveira de Lima, conhecido como “Micharia de Lima’, vítima de infarto. A soparia Micharia, uma das mais tradicionais de Porto Velho, tem como peculiaridade estar localizada na Avenida Pinheiro Machado em frente à Funerária Dom Bosco. Franciney foi, em vida, uma pessoa querida e, do seu jeito, sempre uma pessoa correta e amável com os amigos e conhecidos. Meus pêsames para a família.

PROJETOS RUINS EM FUNÇÃO DA POLÍTICA

No “Workshop Logística e Transporte – Qualidade de projetos e financiamento: como alavancar o investimento em infraestrutura”, nesta terça-feira (15/3), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o diretor da Divisão de Logística e Transporte do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), Luís Felipe Valerim Pinheiro, afirmou que os projetos públicos não valorizam a técnica, sendo entregues de forma ruim e inadequada. “Com isso, temos todos os problemas de execução em relação à quebra de cronograma, sobrepreço, aditivos etc”. Pinheiro criticou também o timing político, que leva a prazos extremamente apertados para a entrega de projetos, para cumprir intenções políticas. Assim não é de espantar os problemas em relação à qualidade dos projetos de infraestrutura desenvolvidos pelo poder público, um dos temas mais discutidos durante o evento.

BATEU COLOCADO

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha disse que lamenta que Dilma e os presidentes da Câmara e do Senado sejam investigados. “Em uma democracia europeia, certamente ninguém estaria mais no poder. No Brasil, nós nos damos ao luxo dos três chefes de poder serem investigados ao mesmo tempo. Um gesto de grandeza seria a renúncia dos três, pelo bem do país”.

O PIB PIORA E A INFLAÇÃO DIMINUI

A projeção de instituições financeiras para a queda da economia este ano piorou, mais uma vez, e passou de -3,54% para -3,60%. Para 2017, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país durante um ano, foi reduzida de -0,50% para -0,44%. Para a produção industrial, a estimativa é de uma queda de 4,50% em 2016. Já a estimativa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma diminuição, agora, é de 7,43% ante os 7,46% previstos anteriormente. Para 2017, a estimativa segue em 6%, de acordo com o boletim Focus, publicação do Banco Central, com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. O cálculo inflacionário permanece distante do centro da meta de 4,5% e, neste ano, supera o teto de 6,5%. Em 2017, o limite superior da meta em 2017 é de 6%.

silvio22

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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