Interior

Projeto “Enxergar” inicia ações em Ji-Paraná prevendo a realização de mil cirurgias de catarata e pterígio

O projeto “Enxergar” chega à 10ª edição com objetivo de realizar mil cirurgias de catarata e pterígio (carne crescida nos olhos) e 7 mil exames complementares, em pacientes da região Central do Estado. Desenvolvido pelo Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o projeto foi implantado em 2019 e até o momento realizou mais 80 mil procedimentos, entre consultas oftalmológicas, exames e cirurgias totalmente gratuitos para atender quem já está na fila de espera no sistema de regulação. Em Ji-Paraná os atendimentos foram iniciados na manhã desta sexta-feira, 4, na Santa Casa de Misericórdia com investimento superior a R$ 1 milhão do Governo do Estado.

Com desafio de zerar a fila de espera em Rondônia, o projeto mantém as ações visando cumprir sua meta. Com base nos dados da Sesau, esse mês encerra com 10 mil cirurgias realizadas em Rondônia, incluindo os de Ji-Paraná.

“O projeto “Enxergar”, é um projeto fantástico, vai zerar a fila de pacientes com catarata e pterígio no Estado. Esse projeto foi criado pelo Executivo Estadual, por conta do grande volume de pessoas que existiam na fila de espera, desde o inicio da gestão. Aqui em Ji-Paraná, nessa primeira fase mil cirurgias serão realizadas, sendo que nessa primeira semana realizaremos as consultas e os exames pré-operatórios e no dia 14 de fevereiro, as cirurgias que estão programadas”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo.

Zenita Silva, de 68 anos, há dois anos aguardava na fila de espera

Zenita Silva, de 68 anos, há dois anos aguarda na fila de espera a realização da cirurgia de catarata. “Sempre sonhei com esse momento. Não estava mais enxergando quase nada, e sempre enfrentava muitas dificuldades para realizar os afazeres domésticos devido à dificuldade de enxergar. Estou tão feliz com esse dia, só em pensar que voltarei a fazer coisas simples como coar e beber um café com segurança, já fico feliz”, agradeceu.

A agente comunitária de saúde, Marilza Gonçalves, espera desde o ano passado realização da cirurgia de catarata. “Esse projeto é muito importante para todos nós, eu em especial fico feliz. A gente sabe que a pandemia atrapalhou bastante, mais estou muito feliz de ser chamada”, comemorou.

O vice-prefeito Joaquim Teixeira agradeceu o total apoio do Governo do Estado à cidade de Ji-Paraná. “Nossa gratidão será eterna ao Governo de Rondônia, que demonstra um carinho todo especial por Ji-Paraná. É notório o compromisso de todos do Executivo com nosso município com tantos investimentos, que contemplam todos os setores. A saúde e a infraestrutura ganham destaque nesse quesito. Certamente, todos os moradores de Ji-Paraná ficam gratos por isso”, reconheceu Joaquim Teixeira.

O provedor em exercício da Santa Casa de Misericórdia, Dani Garat, agradeceu o Governo do Estado, Marcos Rocha e o secretário Fernando Máximo pela parceria. “É a realização de um sonho para o município, graças a essa gestão e a Sesau, conseguimos realizar essas cirurgias no município. Vai evitar o deslocamento dos pacientes e reduzir as probabilidades de contágio por covid-19. Com essa parceria estamos transformando Ji-Paraná em um grande polo não somente na especialidade de cirurgias oftalmológicas, mais também em outras especialidades”, detalhou Dani Garat. No Brasil existem 350 mil pessoas cegas por catarata. As principais causas são: congênitas, envelhecimento, trauma por inflamação ocular, diabetes e uso crônico de colírios com corticóides

CATARATA
A catarata atinge o cristalino, que é a lente que temos dentro dos olhos desde o nascimento. Essa lente fica entre a íris (parte colorida do olho) e a retina (fundo do olho). Como o cristalino é importante no foco da imagem, a doença causa um embaçamento gradual da visão. A principal causa de catarata é o envelhecimento (50% dos pacientes com catarata têm aproximadamente 60 anos de idade de acordo com a OMS). Outros fatores podem desencadear a catarata precocemente como o diabetes, o uso constante de colírios com corticoides ou o trauma ocular.

O anúncio da 10ª edição do projeto Enxergar foi feito na sexta-feira

Sintomas: Sensação de ”óculos sujo” dificuldade de focar a imagem e na percepção de cores.

PTERÍGIO
O pterígio é uma membrana fibrovascular que surge entre a córnea (parte anterior transparente do olho) e a conjuntiva (membrana que reveste a parte branca do olho, chamada de esclera). Ela é perceptível a olho nu, pois forma uma carnosidade no canto dos olhos, geralmente em formato triangular. O nome da palavra vem do grego Pterygium que significa “asa” devido à semelhança do formato que essa proliferação de tecido tem ao avançar sobre a córnea.
O pterígio é associado a fatores genéticos e à exposição intensa a calor, vento e raios ultravioleta. Por isso é comum em países tropicais e o uso de óculos escuros com proteção UV é uma forma de prevenir seu aparecimento.

Sintomas: Lacrimejamento, vermelhidão, sensação de areia nos olhos. Embaçamento na visão pode ocorrer quando o pterígio gera uma tração na córnea gerando astigmatismo ou quando cobre o eixo visual.

FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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