Teia Digital

Produção de motos no PIM mantém crescimento – Por Silvio Persivo

Branca, branca, azul é a tua carne. “Tua presença é uma carne de peixe,/De resistência mansa e de um branco/Ecoando azuis profundos./ Eu tenho liberdade em ti./Anoiteço feito um bairro,/Sem brilho algum.” (Mário de Andrade). 

CAFÉ DE RONDÔNIA É DESTAQUE NO COFFE OF THE YEAR

Na Semana do Café, nos dias 16 a 18 de novembro, em Belo Horizonte, será feita a classificação de melhor café do Brasil no Coffee Of The Year 2022, escolha dos grandes destaques do ano, entre amostras de arábica e canéfora. Este ano, Rondônia tem das 30 amostras do tipo canéfora finalistas do concurso. Tem 21 A representatividade do Estado no concurso anual é  inédita e reflexo do trabalho dos cafeicultores, em conjunto com às inovações, tecnologias e políticas públicas voltadas para a cafeicultura. Rondônia tem diversas ações de fomento à cafeicultura, a exemplo da entrega de mudas de café clonal pelo Programa ‘‘Plante Mais’’ e  é o segundo maior produtor de café robusta Coffea Canephora do Brasil e o maior da região Norte. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Luiz Paulo Batista, na atual gestão foram adquiridas a maior quantidade de mudas da história da cafeicultura rondoniense. Também foram destinadas 3,5 milhões de mudas do café clonal aos produtores e calcário para melhoria do solo, como estímulo à melhoria da qualidade do café. 

PRODUÇÃO DE MOTOS NO PIM MANTÉM CRESCIMENTO 

A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) divulgando que o Polo Industrial de Manaus fabricou 137.346 motos em outubro, 26,6% superior ao mesmo mês do ano passado (108.456), porém 1,6% abaixo da registrada em setembro deste ano (139.622), que teve um dia útil a mais. Foi o terceiro melhor resultado do ano para o PIM, perdendo apenas para os números de agosto (145.852) e de setembro, além de ter sido o maior volume de produção para o mês, desde 2014 (144.596 unidades).  No acumulado do ano, já se fabricaram 1.198.889 motocicletas, uma alta de 19,3%. Este foi o melhor desempenho para a produção de motocicletas da indústria incentivada de Manaus, neste tipo de comparação, desde 2014 (1.311.123).  A Abraciclo entidade, em suas estimativas para 2022, projeta um incremento de 18,8% para o fim do ano (1.420.000 motocicletas). 

PIX: DOIS ANOS DE SUCESSO DE UM MEIO DE PAGAMENTO INOVADOR

No próximo dia 16 (quarta-feira) celebramos dois anos de Pix, ou seja, dois anos da maior inovação do sistema brasileiro de pagamentos. Os números são impressionantes: mais de R$ 930 bilhões em volume transacionados, 779 instituições financeiras participantes e mais de 478,3 milhões de chaves cadastradas, com 20,9 milhões de chaves de pessoas jurídicas. O imenso sucesso tem uma explicação simples: custo zero para o consumidor pessoa física, rapidez, funcionamento 24 horas e ser rápido, com transações sendo realizadas em poucos segundos. E também trouxe inovações importantes como o Pix Saque e Pix Troco, que permitem o saque de papel moeda via método, e mais recentemente, a iniciação de pagamento, em que o consumidor consegue pagar em e-commerces diretamente do PIX. Só falta mesmo, para ser completo, a melhoria adicional de um mecanismo especial de devolução nos casos de erros. Com tudo isto, porém é inegável implicou no aumento da digitalização e contribuiu para um processo de ruptura de vários setores, inclusive propiciando um menor uso do dinheiro em espécie. 

DILMA ESTÁ DE VOLTA? 

Foi desastrosa a fala de Lula com críticas à “estabilidade fiscal” e, ainda por cima, questionando a meta de inflação, até o “aliado” Henrique Meirelles chiou afirmando que o petista “dilmou”. O mercado reagiu, como era de se esperar, de imediato, nesta quinta-feira (10), o dólar subiu 3%, a R$ 5,3378, enquanto o Ibovespa caiu 3,02%, para 110.150,94 pontos. Investidores não toleram descontrole das contas públicas, o que os faz desconfiar do retorno de suas aplicações, ou seja, o país tende a ter uma queda na entrada de novos investimentos e, possivelmente, terá uma saída deles. É preciso ressaltar aqui, que, com toda volatilidade do mercado mundial, no ano, o Ibovespa acumulou uma alta de +10,7% em reais, e +19,1% em dólares, em comparação com as quedas que  os mercados globais acumulam de 18% a 30% em 2022. Este desempenho  se explica por: 1) grande exposição dos setores mais procurados pelos investidores globais como commodities e bancos, 2) o fim do ciclo de alta de juros.  Mas, com uma fala deste tipo, tudo parece indicar, agora, que o saldo de R$ 14,1 bilhões de outubro deve cair pela metade, ou um pouco acima, em novembro. 

ANSIEDADE, RECEIO E DOR 

Os sinais da quinta-feira foram muito ruins para o Brasil. O EWZ, uma cesta de ativos brasileiros no exterior, caiu 6,53% em dólar, sua maior queda desde março de 2020. É também a pior queda do EWZ frente ao S&P 500, que subiu 5,54% quinta (10), desde maio de 2017. O desempenho foi tão ridículo que ganhou o apelido de “Boa Sorte Day”, em referência à fala de Henrique Meirelles, que desejou boa sorte aos investidores com o governo errando na política fiscal. E os sinais são de muito erro criando ansiedade no mercado, que apoiou Lula, sonhando com Henrique Meirelles ou Pérsio Arida, e está acordando com Haddad, Guido Mantega e Paulo Bernardo na equipe de transição. É um odor, de novo, da tragédia econômica de Dilma, que o mercado atribui o começo à segunda metade do 2º mandato do Lula. Aparentemente, temos uma reedição das dores do setor financeiro norte-americano, que apostou suas fichas em Biden e, hoje, chora sua opção errada. 

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

* A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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