Brasil

‘Prévia’ do PIB do BC aponta que economia cresceu 0,25% no 2º trimestre

Indicador aponta crescimento da economia brasileira pelo segundo trimestre seguido, porém em ritmo mais lento do que o registrado no primeiro trimestre de 2017. Em junho, IBC-Br avançou 0,50%.

A economia brasileira continuou a crescer no segundo trimestre deste ano, mas num ritmo mais lento, aponta o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (17).

Entre abril e junho, o índice registrou crescimento de 0,25% quando comparado com o primeiro trimestre de 2017 (janeiro a março). O resultado foi calculado após ajuste sazonal, uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes de um ano.

Esse foi o segundo semestre seguido de alta no indicador. No primeiro trimestre, o IBC-Br apontou alta de 1,21% no PIB brasileiro, no cálculo revisado pelo BC.

No último trimestre do ano passado, houve queda 0,47%.

Evolução da Prévia do PIB do BC
Em %
-0,58-0,58-0,5-0,5-0,47-0,471,211,210,250,252º Tri 20163º Tri 20164º Tri 20161º Tri 20172º Tri 2017-1-0,500,511,5
Fonte: Banco Central

O IBC-BR é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do segundo trimestre serão divulgados no dia 1º de setembro.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2015, o PIB teve uma retração de 3,8% e, no ano passado, a economia registrou um encolhimento de 3,6%.

Previsões para 2017

Para 2017, a previsão de analistas do mercado financeiro é de alta do PIB de 0,34%, mas o Ministério da Fazenda, do Planejamento e o Banco Central estimam uma expansão um pouco maior da economia neste ano, da ordem de 0,5%.

Para tentar reaquecer a economia, o governo Michel Temer tem anunciado medidas como a liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Além disso, o Banco Central vem reduzindo a taxa Selic, que hoje está em 9,25% ao ano. A queda da Selic deve se traduzir em juros mais baixos nos empréstimos bancários, o que também contribui para estimular a economia.

Mês de junho, parcial do ano e doze meses

Os dados do BC mostram que, somente em junho, o IBC-Br registrou crescimento de 0,50%, na comparação com maio. Neste caso, a comparação foi feita após ajuste sazonal, considerada mais apropriada por analistas. Sem ajuste, houve uma queda de 0,84% no IBC-Br em junho deste ano.

Os números do BC mostram que o nível de atividade avançou em quatro dos seis primeiros meses deste ano: janeiro (0,54%), fevereiro (1,42%), abril (0,19%) e junho (0,50).

As quedas aconteceram em março (-0,48%) e maio (-0,37%).

Já no acumulado do primeiro semestre de 2017, ainda segundo números do BC, o indicador do nível de atividade registrou estabilidade. No período, houve uma queda marginal de 0,11% na comparação com o primeiro semestre do passado.

A comparação foi feita sem ajuste sazonal. Dessazonalizado, o indicador avançou pouco também: 0,06%.

Na parcial de 12 meses até junho, a prévia do PIB do Banco Central registrou queda de 1,82%, considerando os ajustes sazonais. Sem ajuste, a queda é de 2,03%.

O que é o IBC-Br?

Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um “antecedente” do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.

O indicador é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. O crescimento ou desaceleração da economia influenciam na inflação, que o Banco Central busca controlar por meio da taxa Selic.

Para 2017 e 2018, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Neste ano, por conta da demora na retomada do nível de atividade, o mercado financeiro, e também a autoridade monetária, acreditam que a inflação oficial ficará abaixo da meta central de 4,5% – algo que não acontece desde 2009.

Fonte: G1

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]