Esporte

Prefeitura já pagou R$ 630 mil por aluguel de prédio fechado -por Alan Alex

Imóvel pertence a dono de factoring que responde por lavagem de dinheiro; recursos estão saindo do Fundo Municipal de Saúde

Justiça

Vencemos mais uma batalha judicial esta esta semana. O Centro Médico Anestesiológico de Rondônia (CMA) havia movido ação por supostos danos morais em relação a denúncia feita por PAINEL POLÍTICO, questionando alguns detalhes do contrato da empresa com o governo de Rondônia, uma bagatela de pouco mais de R$ 13 milhões. O juiz Jorge Luiz dos Santos Leal, da 1ª Vara Cível não viu difamação tampouco motivos para excluir a coluna, conforme havia sido solicitado pelo CMA. Para ver a decisão, CLIQUE AQUI, para ler a coluna que provocou a ação, CLIQUE AQUI.

 Fica olhando

 Em outubro do ano passado a secretaria municipal de Saúde de Porto Velho alugou por apenas 4 meses o prédio onde funcionava a Alfa Casa, uma loja de materiais de construção situada na avenida Jorge Teixeira esquina com 7 de Setembro. Na época, o imóvel foi locado pela bagatela de R$ 360 mil pelo período, ou R$ 90 mil por mês. O contrato foi renovado em dezembro de 2014, por 12 meses e está sendo pago com recursos do Fundo Municipal de Saúde.

 Tem mais

O imóvel pertence a SPX Participações S/A, uma sociedade anônima de capital fechado, com sede à Rua Herbert de Azevedo, nº 86, bairro Arigolândia, e assina por ela a senhora Rosângela Passarelle de Souza. Porém, a diretora da SPX é a senhora Ana Paula Guerra Nogueira, que aliás reside no endereço da SPX.

Para quem não sabe

 Ou não lembra, Ana Paula Guerra Nogueira vem a ser esposa do senhor Sidney Gonçalves Nogueira dono da empresa Signos Factoring acusada de lavar dinheiro roubado da Assembleia Legislativa de Rondônia na gestão de Carlão de Oliveira. Ele chegou a ser preso na época pela Polícia Federal na Operação Dominó.

 Porém

 O mais grave e que não pode ser permitido, é a prefeitura desviar recursos da saúde municipal para pagamento do aluguel de um prédio que está fechado a exatos 7 meses, ou seja, já foram recebidos pela SPX Participações S/A a quantia de R$ 630 mil durante esse período e nada foi feito no local até hoje. Enquanto isso, os servidores da saúde de Porto Velho estão alojados em um prédio caindo aos pedaços na Avenida Calama, próximo a Rio Madeira.

 Tem outra

Quais os critérios adotados pela prefeitura para optar exatamente por aquele prédio na Avenida Jorge Teixeira? Como a Procuradoria do Município de Porto Velho, que consta como “certificadora do contrato” permitiu tamanha aberração? E por onde andam Tribunal de Contas e Ministério Público que ainda não enxergaram esse desperdício de dinheiro público, já que esse assunto vem bolando desde o ano passado? Pior é que, se os órgãos de fiscalização detectarem irregularidades ficará o dito pelo não dito, e os responsáveis não vão pagar essa conta. Mas a população, mais uma vez, vai continuar no prejuízo. O contrato é o 139/PGM/2014, e o processo é o 08.00110-00/2014. Ambos estão na internet.

 Quinta-feira

 Ficou para o próximo dia 9, quinta-feira, o julgamento dos embargos do governador cassado Confúcio Moura e seu vice, Daniel Pereira, no Tribunal Regional Eleitoral. Como a Procuradoria Eleitoral só enviou o parecer na segunda-feira, não houve prazo suficiente para análise, sendo agendado para a próxima sessão. Mas já está confirmado. Quando ao parecer do Ministério Público Eleitoral, só posso me manifestar da seguinte forma, fizeram falta Reginaldo Trindade e Heitor Soares.

 Sumiu

 Vocês repararam que o vice de Confúcio, Daniel Pereira sumiu de circulação? Pois é, por estar falando demais por aí, Pereira foi “aconselhado” a se calar. Vale lembrar que desde a campanha ele já havia dado sinais que arrumaria confusão das grandes. E arrumou. Falou demais em uma reunião que foi gravada onde ele esclareceu, em detalhes, como deveriam ser tratados os servidores comissionados, “ou vão para a rua fazer campanha ou serão exonerados”. E disse mais, que tinha orientado, e Confúcio aceitou, estabelecer horário corrido nas repartições públicas para que os servidores pudessem pedir votos à tarde. E disse ainda já haver recomendado para que as prefeituras aliadas fizessem o mesmo. Tramita uma ação eleitoral em relação a esse tema, e deve cassar, de novo, o mandato de Confúcio e Pereira.

 No interior

 Começou a pressão. O deputado estadual Cleiton Roque (PSB-Pimenta Bueno) botou o pé no pescoço de Confúcio Moura e exigiu indicar o regional do DER em Pimenta Bueno. Bom destacar que durante a campanha o governador e o então candidato a deputado federal Lúcio Mosquini andaram pela região de Pimenta jurando que resolveriam o problema da cidade (e não são poucos). Se juntaram com o prefeito Jean Mendonça e não resolveram nada. Pimenta parece ter sido bombardeada, tamanha a quantidade de buracos que existe na cidade.

 Sem contar

 A brincadeira de mau gosto que Jean Mendonça fez nas ruas, ao modificar todo o trânsito e não sinalizar adequadamente. Quem entra na cidade, não sabe o que é preferencial, o que é mão, tá uma bagunça só. E fez por decreto, na época os vereadores sequer foram consultados. O que Cleiton está querendo, na verdade, é alojar um indicado para começar a pavimentar uma possível candidatura a prefeito de Pimenta. Não vai dar certo. O povo já está escaldado com o uso político do DER.

 Enquanto isso

Na praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré tem um mastro imenso que foi comprado pelo governo da cooperação através da secretaria de Planejamento (?). O mastro custou uma pequena fortuna de mais de R$ 500 mil. As bandeiras para ele custam R$ 25 mil, mas não tem nenhuma por lá. E foram compradas 10. Ou seja, mais dinheiro jogado fora pelo governo que nem esquenta com esse probleminha de caixa, tem o povo para pagar a conta, né?

 Só uma pergunta

 Alguém sabe me responder para que serve mesmo a tal “Secretaria da Paz”?

 Dia do jornalista

 Pois é, é hoje, 7 de abril. Obrigado a todos que lembraram e enviaram mensagens parabenizando pela data. Em termos gerais, a profissão evoluiu, conquistamos independência graças a internet. Não fosse por ela, tenham certeza de uma coisa, a maioria das informações não chegariam ao grande público. Quem é do ramo sabe as dificuldades do dia a dia e quem não é e pensa em entrar, vai um conselho, estude, vá ser médico, advogado ou engenheiro.

 Para contatos

 Fale conosco pelos telefones (69) 3225-9979 ou 9363-1909. Também estamos no www.painelpolitico.com e www.facebook.com/painel.politico e no Twitter (@painelpolitico). Caso prefira, envie correspondencia para Rua da Platina, 4326, Conjunto Marechal Rondon. Whatsapp 9248-8911.

 Bálsamo medieval mata superbactérias

 Um tratamento de mil anos de idade, usado na Idade Média para combater infecções nos olhos, pode ser a chave para acabar com as superbactérias resistentes a antibióticos, de acordo com pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha. Os cientistas recriaram um remédio anglo-saxão do século 10 que continha cebola, alho, vinho e bile de vaca. O grupo se surpreendeu ao descobrir que este remédio antigo exterminou quase que completamente, em até 90%, o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM). O remédio foi descrito em um antigo manuscrito anglo-saxão com instruções sobre tratamentos e bálsamos, o Bald’s Leechbook, que está na British Library. O manuscrito é tido como um dos primeiros exemplos de “livro medicinal”, segundo Tom Feilden, editor científico do programa Today, da BBC. Os cientistas diluíram a mistura para testar a dosagem ideal contra uma infecção real em uma pessoa. Eles concluíram que, quando muito diluído, o remédio não consegue matar o Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (SARM), bactéria que gera infecções na pele e no sangue. Mas, mesmo diluído, o remédio consegue interferir na comunicação celular da bactéria. Para os pesquisadores esta é uma “conclusão chave”, já que as células precisam se comunicar para ativar os genes que permitem que elas causem danos nos tecidos infectados.

Os microbiólogos acreditam que bloquear esta comunicação seria uma forma alternativa de tratar infecções.

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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