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Prazo de inscrição para o Enem acaba em 21 de maio

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 começam nesta terça-feira (10) e se encerram no dia 21 de maio. Interessados em participar da versão impressa ou digital devem se inscrever na Página do Participante. Pelo quarto ano consecutivo, a taxa de inscrição custará R$ 85 e deverá ser paga até 27 de maio, por boleto, PIX ou cartão de crédito. As provas serão realizadas nos dias 13 e 20 de novembro.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os participantes isentos nesta edição, incluindo os ausentes no Enem 2021 que tiveram aprovada a justificativa de ausência, devem efetuar a inscrição. Caso contrário, não poderão realizar o exame.

A taxa de inscrição é destinada ao participante que não solicitou ou não teve o pedido de isenção aprovado. É possível efetuar o pagamento em qualquer banco, casa lotérica, aplicativo ou agências dos Correios.

Documentação

No momento da inscrição, os participantes precisam ter em mãos os seguintes documentos: número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento. Os dados devem ser iguais aos cadastrados na Receita Federal. O Inep não aceitará inscrição com CPF em situação irregular.

Atendimento especial

Como nas edições anteriores, o participante que precisar de atendimento especializado deve realizar a solicitação no momento da inscrição e anexar a documentação que comprove essa necessidade. Os recursos oferecidos atendem participantes com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, transtorno do espectro autista, discalculia, gestante, lactante, idoso ou com outra condição específica.

Na documentação comprobatória, é necessário constar o nome completo do participante, diagnóstico emitido pelo profissional de saúde competente, com a Classificação Internacional de Doença (CID 10), e a assinatura e identificação deste profissional, com o registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério da Saúde (RMS) ou de qualquer outro órgão competente.

Nome social

Participantes que se identificam e desejam ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero – e realizaram o cadastro do respectivo nome na Receita Federal -, serão identificados pelo nome social no momento da inscrição. Além disso, é necessário confirmá-lo na Página do Participante, entre os dias 23 e 28 de junho.

Para aqueles que também desejam ser identificados pelo nome social, mas não têm o respectivo nome cadastrado na Receita, deverão realizar a solicitação de tratamento após a inscrição, no período de 23 a 28 de junho, também pela Página do Participante, além de apresentar a documentação para comprovar as condições: foto atual (que cumpra as mesmas recomendações solicitadas na carteira de identidade) e cópia digitalizada (frente e verso), de um dos documentos de identificação oficial com foto, válido.

Aplicação das provas

As duas versões do Enem 2022 (impressa e digital) terão a mesma composição, incluindo o tema da redação. A aplicação das provas está prevista para ocorrer nas mesmas datas: 13 e 20 de novembro. A versão digital será realizada, novamente, pelo terceiro ano consecutivo, exclusivo para estudantes que vão concluir o ensino médio neste ano.

Para participar da versão online, os candidatos respondem às questões direto em um computador, em vez de utilizarem cadernos de questões e cartões-resposta de papel. As provas digitais serão realizadas em laboratórios de informática de universidades selecionadas pelo Ministério da Educação, divulgados no cartão de inscrição. Os locais das provas, como no Enem impresso, também serão supervisionados por fiscais credenciados.

Em 2021, o MEC disponibilizou 100 mil vagas para a versão digital em 99 cidades selecionadas em todos os estados e no Distrito Federal.

  • 1º domingo de prova: linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias;
  • 2º domingo de prova: ciências da natureza e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias.

A aplicação do Enem 2022 impresso seguirá o horário de Brasília. Confira a programação dos dois dias do exame:

Abertura dos portões 12h
Fechamento dos portões 13h
Início das provas 13h30
Término das provas 1º dia 19h
Término das provas 2º dia 18h30

Cronograma Enem 2022

Inscrições 10/5 a 21/5
Pagamento da taxa de inscrição 10/5 a 27/5
Atendimento Especializado Solicitação 10/5 a 27/5
Resultado 7/6
Recurso 7/6 a 12/6
Resultado do recurso 22/6
Tratamento pelo Nome Social Solicitação 23/6 a 28/6
Resultado 5/7
Recurso 5/7 a 10/7
Resultado do recurso 15/7
Aplicação 13 e 20/11

Em 2021, participaram do exame 3,1 milhões de candidatos, o menor número desde 2005. Ao contrário das últimas edições, realizadas durante o ápice da pandemia e da introdução apressada de um modelo de ensino remoto, o Enem 2022 pode levar diversos estudantes para os locais de provas.

Para o professor de redação Gabriel Remington do Colégio Marista João Paulo II, é esperado que o Enem de 2022 marque “a volta ao normal”. Segundo ele, devido a pandemia os resultados não foram tão satisfatórios, como esperado. “A partir das informações disponíveis, havia a expectativa de resultados mais fracos”, afirma.

O educador observa ainda que nessa edição a exigência será bem maior. Na anterior, analisa, a maioria dos itens era relativamente mais fácil do que o habitual. “O nível das questões pode sofrer uma mudança e retomar o modelo que costumávamos ter, e ainda ser um pouco mais exigente. Eu imagino que, por esse fator, pessoas que fizeram o Enem no ano passado, como treineiros ou formandos, vão notar alguma diferença”, ressalta.

Gabriel aconselha os candidatos a focar no desenvolvimento das habilidades e da escrita, uma vez que a média da redação caiu nos últimos dois anos. “A prova do Enem é muito peculiar, no bom sentido, porque ela não é baseada apenas em conteúdos, foca também no desenvolvimento de habilidades e competências”, diz.

“Essas habilidades são categorizadas, pelo Inep, como básicas. Então, se não foram desenvolvidas pelos estudantes, eles ainda têm tempo para desenvolvê-las. O professor recomenda, ainda, visita aos sites do Enem e do instituto, além de verificar a lista de habilidades, o que pode ser feito por meio de vídeo aulas que ensinam a identificar uma habilidade em cada item.

Mesmo que o candidato tenha conhecimento sobre o conteúdo, é possível que não identificar o comando da questão o prejudique. Para driblar essa armadilha, ele aconselha treinar a capacidade de compreender e interpretar textos – fator essencial para as duas provas. Além disso, prossegue, deve-se inserir na rotina de estudos, semanalmente, a prática da redação.

Ele observa que os temas geralmente escolhidos para a redação são “problemas de ótica nacional”. De acordo com o professor, as últimas edições do Enem abordaram “problemáticas antigas”.

O professor cita os casos de 2015, quando o tema foi pautado pela violência contra mulher e, em 2020, a falta de conhecimento sobre doenças mentais. “Ambos os temas estão presentes no cotidiano do brasileiro há décadas. Isso não quer dizer que os candidatos precisam abrir mão de olhar para a atualidade, mas é importante saber que muitas coisas de ordem históricas são cobradas”, destaca.

Gabriel afirma que a falta de conhecimento em torno do desenvolvimento de uma boa argumentação na redação é um dos fatores responsáveis pelo Brasil ter uma média baixa no quesito. “Muitas pessoas argumentam coisas, que beiram o senso comum ou trazem argumentos que estão fora do senso comum, mas não são bem desdobrados”, diz.

Uma das alternativas para desenvolver a escrita, de acordo com o professor, seria pedir aos colegas e mestres a análise da redação, o que, segundo ele, representa uma forma efetiva de aprendizado. A última opção é considerada mais técnica, uma vez que o professor pode conhecer a matriz de avaliação do exame.

Segundo os dados presentes no balanço do Enem 2021 divulgados pelo Ministério da Educação, a nota média registrada nas redações é de 634,16.

Candidatos

A estudante Maryana Belfort Bezerra, 17 anos, é uma entre vários brasileiros que vão prestar o Enem em novembro. Ela revela que está sentindo um misto de emoções com a chegada do exame. “Estou apreensiva e muito ansiosa. Agora, o que parecia um sonho distante está ficando cada vez mais claro”, diz.

O déficit educacional proveniente da pandemia e da adaptação das escolas ao modelo de aulas virtuais preocupa a estudante, que está concluindo o terceiro ano do ensino médio. “Foram dois anos no escuro, em comparação aos anos anteriores à pandemia. Sinto que não estudei o bastante, mas saber que isso não foi um caso isolado, que todos passaram por isso, me tranquiliza”, afirma.

Maryana conta que está correndo atrás do prejuízo dos últimos dois anos. Ela estuda pela manhã e faz cursinho pré-vestibular à tarde, além de “mergulhar nos livros” durante os horários livres. Seu sonho, revela, é cursar medicina. “Desde pequena eu quero fazer medicina. Sou movida pela paixão e o desejo de ajudar os outros. No Brasil, a área está cheia de pessoas que se formam pensando no salário e se esquecem da real missão, que é atuar para o bem-estar da sociedade”, diz .

FONTE: CORREIO BRAZILIENSE

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