Resenha Politica

Por fogo em tudo em combate ao garimpo ilegal é a melhor atitude – Por

GARIMPAGEM 

No meio político estadual houve quem tenha criticado a operação policial de combate ao garimpo ilegal no leito do Rio Madeira mesmo sabendo que esta atividade da forma como explora o ouro é predatória e afeta o canal de navegação, além dos reflexos danosos a toda a fauna e flora ao longo do rio. É uma crítica equivocada uma vez que os prejuízos dessa atividade ao meio ambiente, à economia estadual e aos serviços públicos são incomensuráveis. Ademais, é proibido por lei e defender sua atividade naquela localidade é estimular ações criminosas. Nunca a garimpagem trouxe ao estado dividendos, ao contrário, todo o ouro apurado é vendido sem recolhimento dos impostos e, não raro, financia outras ações criminosas.  

DESTRUIÇÃO 

É também absolutamente acertada a decisão das forças policiais em destruir todas as balsas que foram apreendidas no leito do Madeira. São equipamentos enormes, pesados e construídos clandestinamente sem a vistoria do poder público e por estas razões não há sentido os órgãos de repressão guardá-los até o final do processo judicial. São balsas que paradas ficam imediatamente enferrujadas e são oriundas de atividades criminosas não justificando a integridade física que causaria mais prejuízos ao erário. Por fogo em tudo é a melhor atitude.  

REGRAS 

Quanto às críticas à ação policial, infelizmente, partem de quem deveria exigir o respeito às leis. O garimpo não pode ser uma atividade marginal e existem regras a serem cumpridas. Não aquelas regras criadas de formas inconstitucionais e derrubadas nas cortes superiores quando analisaram a tentativa estadual de liberar o garimpo de forma desordenada no Rio Madeira.  

MEIO AMBIENTE 

Há uma visão torta das nossas autoridades estaduais sobre a questão ambiental e, assim, fazem vistas grossas aos crimes ambientais contra reservas biológicas, indígenas, ecológicas, da fauna e extrativistas, áreas de proteção ambiental, entre outras. A leniência ao combate a tais crimes decorre também de uma cumplicidade política, visto que não raro são perpetrados também por agentes públicos.   

BAIXARIAS 

No segundo turno das eleições nacionais e estaduais o que está sendo mais destacado são as baixarias nas redes sociais e no WhatsApp, uma vez que as propostas para as áreas de saúde, educação, segurança, emprego, estradas, entre outras, ficam em segundo plano. A polarização nacional não tem afetado a estadual porque os dois candidatos ao governo são da base bolsonarista. O que não tem impedido as peças “publicitárias” com ataques mútuos. 

DNA 

A briga judicial travada entre os advogados de Marcos Rogério e Marcos Rocha pelo DNA de Bolsonaro tem sido o principal destaque do segundo turno porque os dois candidatos estão mais preocupados em mostrar ao eleitor este DNA do que apresentar a melhor proposta para governar Rondônia. Razão pela qual Rogério tem impedido judicialmente Rocha de usar nas peças de campanha a imagem de Jair Bolsonaro.  

SUBSERVIENTE 

Justiça seja dita, o coronel sempre devotou continência ao capitão em tudo e toda ideologia do presidente, especialmente na pandemia quando ele próprio (Rocha) chegou a ir às ruas para distribuir o kit covid: que consistia em cloroquina, ivermectina e azitromicina. Remédios que a comunidade científica afirma serem inúteis para o combate deste vírus, mas que Bolsonaro insiste até hoje em dizer o contrário. Impedir Marcos Rocha de servir a Bolsonaro é negar seu DNA. Ele chega a acreditar também que a terra é plana. Basta o presidente ordenar.  

VEXAME 

O novo senador não empossado Jaime Bagattoli ameaçou acionar a justiça contra o instituto de pesquisa Ipec por errar nos seus números divulgados três dias antes das eleições, colocando-o na quarta colocação para o Senado Federal.  Jaime quer uma indenização por supostos danos nas eleições mesmo sendo o senador eleito. O suposto pedido do senador tem tudo para ser rejeitado por não haver no caso dano a ser reparado. O eleitor de Rondônia, pelo começo da carreira do senador, é que pode ter sido ludibriado. Vai ser o primeiro vexame.  

FOTO 

Pesquisa em Rondônia, nem alhures, tem resultado igual três dias antes de um pleito. Cada dia pesquisado é diferente do dia anterior. Não há aí nada de anormal a ser reparado, embora a diferença entre o percentual divulgado do candidato do PL e o apurado tenha sido totalmente diverso, para além das margens de erro. A pesquisa capta a realidade instantânea de quando os dados são colhidos e podem mudar no dia em que são divulgados. Nada de anormal, portanto, a disparidade entre o que foi divulgado e o resultado três dias depois com os votos apurados, mesmo existindo por aí pesquisas com indícios de fraudes.  

VIOLÊNCIA 

Ainda que movido pela realidade eleitoral a reação firme do governo contra as facções criminosas merece aplausos. A população quer ver um governo atuante e que possa dar uma segurança à população. As ações policiais dos últimos dias revelam que quando o estado age com firmeza a marginália sai perdendo. Quando se omite, o caos impera. As críticas da última coluna dão espaço nesta para os elogios. Já que a única ação eficiente que vinha sendo feita na área da segurança era a blitz contra quem dirige sob efeito álcool.  

DEBATE 

Os candidatos ao governo Marcos Rogério e Marcos Rocha terão encontro marcado nos dois principais debates televisionados em Porto Velho – SIC TV e TV Rondônia. No primeiro, dia 21, os dois vão debater na SIC TV. E ambos garantiram presença, apesar de que Rocha tem optado em não participar de todos. Não é segredo que o senador é muito mais eloquente do que o governador e no debate cara a cara esta capacidade pode fazer a diferença. 

PREVISÃO

Um modelo matemática de autoria dos cientistas políticos da FGV, George Avelino e Guilherme Russo, que faz a previsão das probabilidades de vitória de presidente e governador indica que Lula tem 77% chances de vencer Bolsonaro e, em Rondônia, Rocha tem 66% de ganhar de Rogério. Os partidários de Bolsonaro e Rogério vão alegar que os institutos não acertam uma em Rondônia, mas serve para animar as torcidas uma vez que eleição e mineração o resultado é conhecido após a apuração. A quem interessar a Folha de São Paulo  de hoje (sexta-feira) publica todo estudo. 

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA  –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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