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Polônia acusa Belarus de usar migrantes para desestabilizar UE

Parlamento polonês prorroga emergência na fronteira, onde crise humanitária se desdobra e jornalistas não podem entrar. Migrante relata sede e frio enquanto era empurrada de um lado a outro por forças dos dois países.

O Parlamento da Polônia aprovou nesta quinta-feira (30/09) a prorrogação do estado de emergência na fronteira com Belarus, que se tornou uma nova rota para migrantes que fogem de zonas de conflito no Oriente Médio e tentam entrar na União Europeia (UE).

O governo polonês acusa o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, de estar atraindo refugiados ao seu país e depois empurrando-os para a fronteira com o objetivo de provocar uma crise com a UE, que vem aplicando diversas sanções contra o regime belarusso após uma eleição fraudada em agosto de 2020 e a repressão violenta de manifestantes de oposição.

Na terça-feira, o presidente da Polônia, Andrzej Duda, havia solicitado a extensão do estado de emergência por 60 dias. “Infelizmente, a pressão na fronteira está aumentando”, afirmou.

Organizações de ajuda humanitária advertem para uma catástrofe humanitária na divisa entre os dois países, enquanto migrantes continuam a se aglomerar na região para tentar entrar na UE, e o inverno se aproxima – pelo menos seis deles já foram encontrados mortos. A Polônia está construindo uma cerca ao longo da fronteira de 418 quilômetros, que é em grande parte composta por floresta densa.

O estado de emergência está em vigor desde 2 de setembro em uma faixa de três quilômetros de largura ao longo da fronteira, o que impede trabalhadores de organizações humanitárias e jornalistas de entrarem na área.

“Vivi outra guerra entre as fronteiras”

Depois de uma década de guerra na Síria, Boshra al-Moallem e suas duas irmãs agarraram a sua chance de fugir. Seu irmão, que havia escapado anos antes para a Bélgica, tinha economizado dinheiro o suficiente para a viagem, e informações circulavam online sobre uma nova rota de migração para a Europa aberta através de Belarus.

Porém, a viagem se mostrou aterrorizante e quase mortal. Al-Moallem ficou presa na fronteira entre Belarus e Polônia por 20 dias e foi empurrada de um lado para o outro entre guardas armados dos dois países em um área pantanosa. Ela enfrentou noites frias, mosquitos, fome e muita sede. Só depois que ela desmaiou de exaustão e desidratação, os guardas poloneses finalmente a levaram para um hospital.

“Não esperava que isso fosse acontecer conosco. Eles nos disseram que é muito fácil ir para a Europa, encontrar a sua vida, fugir da guerra”, disse nesta semana a mulher de 48 anos, enquanto se recuperava em um centro de refugiados no leste da Polônia. “Não imaginava que iria viver outra guerra entre as fronteiras.”

Al-Moallem é uma das milhares de pessoas que viajaram para Belarus nas últimas semanas e depois foram empurradas para as fronteiras por guardas belarussos. A UE condenou as ações de Belarus e afirmou que elas são uma forma de “guerra híbrida” contra o bloco.

Usada como “arma” em luta política

Originalmente de Homs, Al-Moallem foi deslocada para Damasco pela guerra. Ela disse que as autoridades belarussas a levaram a acreditar que a viagem à UE seria fácil e depois a usaram como uma “arma” em uma luta política contra a Polônia. Mas ela também diz que guardas de fronteira poloneses foram excessivamente duros, negando-lhe água e usando cães para assustá-la e a outros migrantes enquanto os empurravam de volta a Belarus, repetidas vezes.

Por muitos anos, pessoas que fogem de guerras no Oriente Médio têm feito viagens perigosas através dos mares Mediterrâneo e Egeu, buscando segurança na Europa. Mas após a chegada de mais de um milhão de pessoas em 2015, os países da UE instalaram muros de concreto e arame farpado, adotaram drones de vigilância e fecharam acordos com a Turquia e a Líbia para manter os migrantes afastados.

O caminho muito menos protegido para a UE por meio das florestas e pântanos do Leste Europeu surgiu como uma rota apenas depois que a UE impôs sanções ao regime de Lukashanko. De repente, pessoas do Iraque, da Síria e de outros lugares estavam voando para Minsk, capital de Belarus, com vistos turísticos e, em seguida, viajando por carro, muitos aparentemente auxiliados por contrabandistas, até a fronteira.

Os três países da UE que fazem fronteira com Belarus – Polônia, Lituânia e a Letônia – acusam Lukashenko de agir para desestabilizar suas sociedades.

Criticada por ONGs, Polônia defende expulsão de imigrantes

Se esse é de fato o objetivo, está funcionando. A Polônia negou a entrada para milhares de migrantes e não permitiu que eles solicitassem asilo, violando convenções internacionais de direitos humanos. O comportamento do país tem sido criticado por grupos de direitos humanos poloneses e do exterior.

Stanislaw Zaryn, porta-voz dos serviços especiais da Polônia, disse à agência Associated Press que as forças poloneses sempre fornecem ajuda para migrantes se suas vidas estiverem em perigo. Nos outros casos, enquanto pode ser doloroso para eles não oferecer ajuda, Zaryn afirmou que a Polônia deve defender a sua fronteira, porque está em um conflito com Belarus, que é apoiada pelo presidente russo, Vladimir Putin.

“A Polônia acredita que somente assegurando completamente nossa fronteira com Belarus seremos capazes de deter esta rota migratória, que é uma rota criada artificialmente por Lukashenko com o apoio de Putin. Foi criada artificialmente para se vingar de toda o União Européia”, disse Zaryn.

Com seis migrantes encontrados mortos ao longo da fronteira até agora, integrantes de organizações de direitos humanos estão chocados e insistem que a Polônia deve respeitar suas obrigações com o direito internacional para permitir que os migrantes possam solicitar asilo, e não empurrá-los de volta na sua fronteira.

“É óbvio para nós que são ações políticas de Lukashenko dirigidas contra a Polônia e contra a União Europeia”, disse Marianna Wartecka, do grupo de direitos dos refugiados Fundacja Ocalenie. “Mas isso não justifica as ações do Estado polonês.”

O próprio Lukashenko disse, no final de maio, que não impediria os migrantes de transitarem por Belarus em seu caminho para a UE, em retaliação às sanções do bloco europeu ao seu país, uma ex-república soviética. Mas ele nega que suas forças estejam empurrando as pessoas para a Polônia. A mídia estatal belarussa, porém, aproveitou a reação polonesa para retratar a UE como um lugar onde os direitos humanos não são respeitados.

“Apenas uma gota d’água”

Depois de viajar da Síria para o Líbano, al-Moallem, que era professora de inglês na Síria, voou para Minsk e de lá pegou um táxi com suas irmãs e um cunhado até a fronteira. As forças belarussas então guiaram o grupo até um local para atravessar para a Polônia.

Chorando enquanto contava a sua história em inglês, Al-Moallem disse que as forças belarussas lhes disseram: “É uma forma muito fácil de chegar à Polônia. É um pântano. Basta atravessar o pântano e subir a colina, e você estará na Polônia.”

“E quando estávamos tentando subir a colina, os guardas fronteiriços poloneses nos empurraram para trás. Famílias, mulheres, homens, crianças. As crianças estavam gritando e chorando”, ela conta. “Eu pedia aos guardas de fronteira poloneses, ‘por favor, apenas uma gota d’água. Estou com tanta sede’.” Mas tudo o que eles faziam era mandar eles voltarem: “Vão para Belarus. Nós não somos responsáveis por vocês.”

Isso aconteceu repetidas vezes, com as forças belarussas levando-os de volta, às vezes dando-lhes nada mais do que um pouco de pão. Durante esse período, ela gravou vídeos dos migrantes desesperados e postou alguns deles no Facebook. Seus vídeos e seu relato fornecem evidências raras de testemunhas sobre a crise na fronteira.

Tais cenas acontecem em sua maioria fora da vista do público já que a Polônia, seguindo a Lituânia e a Letônia, declarou estado de emergência ao longo da fronteira, o que impede jornalistas e trabalhadores de direitos humanos de irem para lá.

As medidas do governo polonês, que também envolvem destacar mais soldados para as defesas fronteiriças, são populares entre muitos poloneses. O partido conservador que está no governo, que adotou uma forte posição anti-imigrantes em 2015, viu sua popularidade crescer nas pesquisas de opinião em meio à nova crise.

Apesar dos esforços da Polônia, há relatos de que alguns requerentes de asilo conseguiram chegar à UE sem serem detectados e se dirigiram mais para o oeste, muitas vezes para se reunir com parentes na Alemanha.

Al-Moallem diz que ela e seus parentes planejam deixar o centro onde estão abrigados agora e viajar através das fronteiras abertas da UE para encontrar seu irmão na Bélgica. Eles planejam pedir asilo lá. Tudo o que ela quer, disse, é que sua família se reúna após anos de trauma, e que ela “se sinta segura”.

FONTE: DEUTCHE WELLE

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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