Policial

Polícia apreende de armas em flutuantes de fazendeiros à beira do Rio Jamari

Armamento foi apreendido nas fundiárias de fazendas pertencentes a um advogado e uma suposta empresária evangélica do ramo imobiliário da capital

A Polícia apreendeu um verdadeiro arsenal de armas em flutuantes de balneários à beira do Rio Candeias, nas fundiárias de fazendas pertencentes a um advogado e uma suposta empresária evangélica do ramo imobiliário da capital rondoniense.

Dois irmãos foram denunciados por agricultores do Projeto de Assentamento Flor do Amazonas – Marcos Antônio e Antônio Marcos (foto) -, que seriam foragidos do sistema penitenciário do estado do Ceará. A dupla teria sido contratada por ‘gerentes’ das fazendas para atuar na ‘segurança’ dos fazendeiros em uma área complementar do assentamento ocupada ao menos cinco anos naquela região controlada pelo INCRA.

Foram apreendidas uma escopeta calibre 12, três espingardas calibre 16, 20 e 36, além de revólveres e munições. Na operação da Polícia rondoniense, a Delegacia do município-sede não informou se os dois irmãos teriam sido presos, bem como não revelou os nomes dos gerentes acusados de contratá-los.

Um dos irmãos, há uma semana, foi reconhecido como sendo o que assaltou uma agricultora no setor de chácaras da Linha do Caju, a cinco quilômetros da cidade de Candeias. Na ocasião, sob a mira de um revólver, a vítima foi obrigada a entregar ao ladrão o celular, dinheiro e outros objetos pessoais.

Na Delegacia local, por ocasião das denúncias em desfavor da dupla e de um segundo grupo de ‘jagunços armados’ consta que grupos de jagunços rondam, diariamente, de motocicletas e em veículos com película escura as áreas do PA Flor do Amazonas (Linha 2, 3 e 4) e na região do Acampamento  Boa Sorte, ao longo do Igarapé do Taboca, onde o médico Luís Henrique (cardiologista da Ameron) e um advogado – que seria irmão de um ex-juiz da Comarca de Colorado do Oeste – tentam expulsar as famílias incendiando casas, envenenando animais, poços artesianos e destruindo plantações de subsistência (milho, feijão, mandioca e fruteiras).

Imagens meramente ilustrativas

As armas apreendidas na operação relâmpago feita pela Polícia nos  flutuantes á beira do Rio Candeias, após a Reportagem deste site de notícias são idênticas às apreendidas em outra operação autorizada pela Justiça em poder do engenheiro B.R, 39, preso no meio da aruá Marechal Rondônia, em Candeias, de 2018, depois de constatado alteração e embriaguês atirando da varanda da casa onde mora.

Em relatório reservado, uma fonte da Polícia Militar local, revelou que o elemento, à época, foi detido e preso, após revista pessoal exibindo uma arma de fogo atirando em direção à rua. Na ocasião, portava na cintura uma pistola 7.65, carregada com 10 munições intactas. Numa segunda vasculha, no interior do imóvel, policiais apreenderam ainda um revólver 38 e várias cartelas de diferentes calibres.

A mesma situação a Reportagem constatou que, tornaram cenas comuns vaqueiros, jagunços, madeireiros e fazendeiros circularem na cidade fortemente armados por bairros e vilarejos (Santa Cecília, Invasão, Linha do Caju, Vila Nova Samuel, Ramal São Pedro, Distrito Colina, Lago Samuel e Distrito de Triunfo).

Paralelamente às denúncias de que o Vale do Jamari, recheado de ricas terras férteis em áreas ainda devolutas da União sob a responsabilidade do Incra estadual, foi transformado ‘no mais novo paraíso de pistoleiros e narcotraficantes’, ficaria difícil definir até mesmo o papel do Governo Federal na questão da segurança das famílias assentadas pelo Ministério da Reforma Agrária nessa parte do Estado rondoniense.

Desde que o Incra passou a ser comandado por técnicos agrícolas (e pessoal não habilitado por deputados federais e senadores, muitos dos quais, presos em operações da Polícia Federal, entre as quais, ‘Operação Terra Limpa’ e ‘Terra Boa’, grandes faixas de terras devolutas da União passaram a ser desmembradas dos Projetos de Assentamentos para estudos de regularização fundiária e ambiental.

Porém, logo a seguir, são (re) demarcadas e vistoriadas sob a coordenação da Chefia de Divisão de Recursos Fundiários e com uso de Drone entraria em campo parte da equipe técnica do órgão para garantir o suporte nos ‘cortes’ com a ‘famosa ajudinha’ aos novos proprietários, denuncia um ex-agrimenssor credenciado que negou a identidade.

São esses desmembramentos, com supostas características de legalidade dadas aos novos processos de posse, ‘é que os conflitos no campo, com mortes absurdas de lideranças dos movimentos de acampados, recrudescem’, adiantou a fonte anônima que diz trabalhou na abertura das picadas nas fazendas do médico Luís Henrique e de um conhecido advogado, que agora tentam expulsar mais de 60 famílias das áreas contínuas do PA Flor do Amazonas.

Além dos crimes cometidos contra assentados e posseiros em terras da União, na Capital e interior do Estado, sobretudo em áreas que já existem assentamentos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e que, anda assim, sofrem  desmembramentos, a maioria dos novos posseiros não teriam o perfil exigido pelo INCRA – como é o caso de madeireiros, fazendeiros, funcionários públicos e políticos.

Sobre o assunto, o Procurador Federal, na segunda-feira 22, através de uma comissão de representantes do Acampamento Boa Sorte, criado em áreas contínuas do PA Flor do Amazonas, recebeu documentos emitidos pelo próprio INCRA que as terras pertencem à União.

Porém, o ex-servidor do órgão Lenil Sobrinho, o cardiologista da Ameron, Luís Henrique, um suposto advogado e a mulher de um grileiro de pré-nome Hernandes, tentam se apossar de grandes faixas terras consideradas as mais férteis do PA Flor do Amazonas, a mando do Juízo Estadual.

Fonte: CNR/Xico Nery

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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