Policial

PM Tartaruga, o serial killer do Capão Redondo?

Soldado Eduardo Miquelino é investigado por sete mortes. Ele nega ser autor das execuções

 

Uma sequência de mortes assusta os moradores do Morro do Índio, no Capão Redondo. Desde dezembro de 2014, sete jovens (cinco deles, negros) foram executados por um matador solitário, que surge em uma moto e utiliza sempre um revólver 38. Em ao menos três casos, a Polícia Civil tem um suspeito: o soldado da PM Eduardo Alexandre Miquelino, conhecido como Tartaruga.

Segundo as investigações, no bairro corria à boca pequena a história de que Tartaruga havia prometido matar 48 pessoas até o último Natal.

No fim do ano passado, porém, a Polícia Civil localizou uma testemunha que reconheceu Tartaruga como o autor do último homicídio da série e o soldado acabou preso.

Duas semanas antes de morrer, a vítima do último crime, Adam de Aguiar Santana, teria sido abordada por Tartaruga. O rapaz também já havia afirmado a um familiar que o soldado o havia ameaçado.

O inquérito da morte de Adam foi relatado à Justiça. Ao pedir a prisão temporária de Tartaruga, a Polícia Civil comparou a ação do soldado à de grupos de extermínio.

“Embora praticado por um só agente, a ação de Eduardo Alexandre Miquelino é típica daquelas praticadas por grupo de extermínio, haja vista que aparentemente visa a morte de pessoas, simplesmente pelas suas condições de marginalizadas, algumas com passagens criminais e por isso estigmatizadas como perigosas, que vivem na região periférica da cidade, onde o homicídio é usado como solução para a ‘limpeza’ social ou demonstração de poder”, afirma o documento.

Questionada sobre as mortes em série, a Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que Tartaruga foi também indiciado por outras duas mortes: a de Leonides Blenait Batistão e a de Mayk Alencar Cruz. As investigações, porém, não foram concluídas.

Também continuam abertos os inquéritos — sem que Tartaruga tenha sido indiciado — sobre as mortes dos outros quatro jovens no bairro.

Ao acolher o pedido de prisão preventiva, em 18 de dezembro, a juíza Patrícia Silva citou os outros seis casos em que há “eventuais indícios de autoria em desfavor do denunciado” e afirmou que detenção de Tartaruga se fazia necessária.

“Há testemunha protegida a ser ouvida em juízo, a qual certamente se veria atemorizada caso o denunciado estivesse solto, o que influenciaria negativamente na instrução criminal”, escreveu a juíza.

Na mesma época em que ocorreram os sete homicídios, Tartaruga envolveu-se em dois supostos confrontos, que terminaram com um morto cada um. Nos dois casos, o soldado afirmou à Polícia Civil só ter atirado depois de atirarem contra ele.

A Secretaria da Segurança afirmou que foram abertos IPMs (inquéritos da PM) no batalhão da área. “O inquérito do caso do dia 9 de abril de 2015 foi redistribuído pela Justiça Militar à Justiça Comum, e o outro está em apuração.” De acordo com a pasta, em 28 de agosto de 2015, foi determinado o afastamento de Tartaruga das atividades operacionais devido ao seu envolvimento nessas duas ocorrências.

O motivo

A Polícia Civil suspeita que a matança tenha se iniciado depois de a soldado PM Edivania Ribeiro de Carvalho Serra ser ferida em um ataque na região. Em 23 de agosto de 2014, dois criminosos abordaram a PM próximo a um bar da rua Damasco. Edivania tentou brigar com os criminosos, mas um deles conseguiu tomar a pistola da PM e atirou duas vezes contra ela.

Tanto Tartaruga como Edivânia trabalham no 37º Batalhão, responsável pela área. Após o caso, o soldado teria começado a exigir aos jovens do bairro que devolvessem a arma roubada da PM.

A pistola acabou recuperada em 18 de outubro de 2014, por dois outros PMs do 37º Batalhão. Na ocasião, os PMs afirmaram que haviam recebido uma denúncia de comércio de arma na rua Cipotuba. Chegando lá, teriam visto duas pessoas fugindo e uma sacola no chão. A pistola estava na sacola.

Um tiro no posto

Além das mortes atribuídas ao soldado pelos moradores do bairro, outro episódiostambém contribuiu para a fama de Tartaruga: ele teria disparado um tiro dentro de um posto de gasolina da avenida Henrique San Mindlin, também no Capão Redondo, para acabar com um pancadão.

Segundo uma testemunha ouvida pela Polícia Civil, Tartaruga havia se irritado com o volume do funk que um motorista ali parado escutava e foi de moto até o posto pedir para que ele abaixasse o som. O motorista teria obedecido, mas voltou a aumentar o volume após o soldado ir embora.

Tartaruga teria, então, voltado armado e disparado para o alto. O teto do posto ficou marcado.

Morte de DJ Lah

O posto de gasolina da avenida Henrique San Mindlin era, segundo as investigações, um local bastante frequentado por Tartaruga. Algumas testemunhas chegaram a dizer que o soldado seria, nas horas de folga, vigia do local.

A superior imediata de Tartaruga na segurança do local, ainda segundo as testemunhas, seria a cabo Patrícia Silva Santos, também do 37º Batalhão.

A cabo Patrícia chegou a ser acusada de envolvimento na chacina do Jardim Rosana, em 4 de janeiro de 2013, em que foi morto Laércio de Souza Grimas, 33 anos, o DJ Lah.

O caso teve grande repercussão na época. As investigações apontaram que a cabo teria adulterado a cena do crime, recolhendo as cápsulas. A cabo acabou inocentada.

Chamada para depor no inquérito que investiga Tartaruga, a PM Patrícia negou ser responsável pela segurança do local. Disse que apenas havia indicado um vigia ao gerente. E acrescentou que conhecia Tartaruga, pois atuavam na mesma unidade da PM, mas não o via há muito tempo por causa da escala de trabalho.

Tartaruga nega crime

Em depoimento à Polícia Civil no inquérito que investiga a morte de Adam, pela qual foi preso, Tartaruga disse não se recordar o que fazia no dia do crime, mas afirmou que, se não estivesse trabalhando em seu batalhão, estaria provavelmente no bico, como segurança de uma transportadora responsável por entregas de produtos comprados pela internet.

Ele admitiu que possuía uma motocicleta de cor prata, e que, antes de comprá-la, em setembro de 2015, usava a motocicleta de cor vinho da mulher. Tartaruga negou ainda fazer bico no posto de gasolina, mas disse que conhecia os seguranças do local e que já havia conversado com a PM Patrícia.

Tartaruga disse que tem sido acusado injustamente pelas testemunhas, que, segundo ele, podem estar querendo prejudicá-lo por ser muito atuante na região.

O R7 procurou o advogado Paulo Cesar Pinto, que consta como defensor do policial, mas não obteve resposta.

Confira abaixo, todas as mortes pelas quais o policial é investigado:

29 DE SETEMBRO DE 2015

VÍTIMA: Adam de Aguiar Santana.

LOCAL: rua Gagliano Netto, Capão Redondo.

O QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES: testemunha diz ter visto Tartaruga atirando contra Adam quando o rapaz andava de bicicleta. Duas semanas antes, a testemunha afirma que estava com a vítima quando o policial, em serviço, os havia abordado, não encontrando nada de irregular.

22 DE SETEMBRO DE 2015

VÍTIMA: Douglas Mendes Silva, o Gordão.

LOCAL: rua Simão Caetano Nunes, Capão Redondo.

O QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES: neste inquérito, os indícios são mais fracos. A Polícia Civil ainda não localizou uma testemunha que tenha presenciado o crime. Imagens de segurança mostram o matador chegando em uma moto vermelha, semelhante a uma das que Tartaruga costuma utilizar. Testemunhas de outros inquéritos atribuem a morte ao policial. No entanto, exame balístico da perícia apontou que a arma do crime é a mesma de outro homicídio — cuja vítima foi Maicon Douglas Silvestre — que não está entre as execuções atribuídas a Tartaruga.

28 DE JULHO DE 2015

VÍTIMA: Claudinei da Silva Santos, o ET.

LOCAL: rua Abilio César, Capão Redondo.

O QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES: testemunha protegida afirma que Tartaruga já havia ameaçado a vítima, durante uma abordagem. Na ocasião E.T. indignou-se com a suposta truculência da abordagem e iniciou uma briga com o policial, que teria deixado o local afirmando que voltaria para “pegar” E.T.

28 DE JULHO DE 2015

VÍTIMA: Leonides Blenait Batistão, o Léo.

LOCAL: rua Cortegaça, Capão Redondo.

O QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES: a mãe da vítima presenciou o crime e, posteriormente, reconheceu Tartaruga como o autor da execução de seu filho. Testemunha protegida afirma que o policial matou Léo porque considerava que a vítima havia “roubado” o seu antigo bico: Tartaruga teria sido substituído por Léo como responsável por escoltas de produtos na região.

14 DE JULHO DE 2015 (suposto confronto)

VÍTIMA: José Carlos da Silva Nogueira.

LOCAL: rua Alice Leo, Capão Redondo.

O QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES: trata-se de um caso de morte em decorrência de intervenção policial. Tartaruga estava em serviço, quando decidiu abordar um carro do modelo I-30, em que estavam dois homens. De acordo com o depoimento do policial, na rua Alice Leo, o passageiro pulou do I-30 atirando e fugiu. O motorista, então, teria descido do carro e também atirado contra Tartaruga, que afirmou ter revidado e acertado a vítima. A rua Alice Leo, onde ocorreu o suposto tiroteio, é uma travessa da rua Gagliano Netto, onde Adam foi morto.

15 DE MAIO DE 2015

VÍTIMA: Jefferson de Araújo Nico, o Gê.

LOCAL: rua Gagliano Netto, Capão Redondo.

O QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES: assim como no caso de Gordão, neste inquérito os indícios também são fracos. Testemunhas de outros inquéritos atribuem a Tartaruga o homicídio de Gê. Nenhuma testemunha direta do crime, porém, foi localizada. Este também é o único caso entre as sete mortes em que há a suspeita de que o atirador tenha recebido ajuda de uma segunda pessoa. O matador – ou os matadores – estariam em uma moto vermelha, semelhante a uma das que Tartaruga costumava usar.

17 DE ABRIL DE 2015

VITIMA: Mayk Alencar Cruz.

LOCAL: avenida Henrique San Midlin, Capão Redondo.

O QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES: testemunha protegida afirma que estava com Mayk em um churrasco quando Tartaruga chegou de moto, estacionou e atirou contra a vítima.

9 DE ABRIL DE 2015 (suposto confronto)

VÍTIMA: desconhecido.

LOCAL: rua Frei Xisto Teuber, Capão Redondo.

O QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES: trata-se de outro caso de morte em decorrência de intervenção policial. Tartaruga foi à região após um alerta de roubo à residência. Chegando lá, o dono da casa teria afirmado que os criminosos haviam fugido pelos fundos. Tartaruga e outro PM deram a volta no quarteirão e dizem ter encontrado um dos suspeitos. Os dois policiais afirmam que o suspeito disparou contra eles, que revidaram e o mataram. O suspeito foi reconhecido pelo dono da casa roubada como um dos ladrões que invadiram o local. Este caso ocorreu a cerca de 5 km da região onde foram registrados os outros homicídios, mas ainda no bairro do Capão Redondo.

24 DE DEZEMBRO DE 2014

VITIMA: Jose Carlos Cotrim da Silva, o Gago.

LOCAL: rua José de Aragão, Capão Redondo.

O QUE APONTAM AS INVESTIGAÇÕES: uma testemunha, conhecida da vítima, afirma que Tartaruga já ameaçava Gago. A testemunha disse ainda que estava com a vítima no dia do crime e reconheceu o policial como o matador. A testemunha acrescentou que Tartaruga ainda tentou matá-lo, apontando a arma contra ela e puxando o gatilho, mas já não havia balas no revólver.

Fonte: R7

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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