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PF indicia 7 generais e outros 18 militares em investigação de trama do golpe

Ainda são alvos do inquérito militares que foram aliados de primeira hora do ex-presidente, como o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente, e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice da chapa derrotada em 2022 ao Planalto

A Polícia Federal indiciou 25 militares, sendo 7 oficiais-generais, na conclusão do inquérito sobre a trama golpista que envolveu Jair Bolsonaro (PL) e aliados do ex-presidente contra a posse de Lula (PT).

O próprio Bolsonaro é capitão reformado do Exército e é parte da lista.

Ainda são alvos do inquérito militares que foram aliados de primeira hora do ex-presidente, como o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente, e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice da chapa derrotada em 2022 ao Planalto.

Ex-comandante da Marinha, o almirante Almir Garnier Santos é suspeito de ter oferecido tropas para viabilizar o golpe de Estado. As intenções golpistas foram relatadas à Polícia Federal pelos ex-chefes do Exército Freire Gomes e da Aeronáutica Baptista Júnior.

Freire Gomes e Baptista Júnior não foram indiciados e as informações prestadas por eles colocaram Jair Bolsonaro no centro do debate sobre o planejamento do golpe. Já Garnier, que teria concordado com as intenções de Bolsonaro, foi indiciado.

O ministro da Defesa no fim do governo Jair Bolsonaro, general Paulo Sérgio Nogueira, também foi indicado por supostamente ter pressionado os chefes das Forças Armadas a apoiar os planos golpistas aventados no Palácio da Alvorada.

O general Estevam Theophilo, um dos indiciados, era membro do Alto Comando do Exército -grupo composto pelos 16 generais no topo da carreira (quatro estrelas). Ele foi para a reserva no fim de 2023.

Dos oficiais-generais indiciados, somente um está na ativa: o general de brigada (duas estrelas) Nilton Diniz Rodrigues, comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, no Amazonas. Ele entrou na mira da PF na reta final da investigação, após os investigadores encontrarem mensagens do militar com Mauro Cid.

No total, a PF indiciou 37 pelos pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.

A apuração aponta que diversas frentes de ação ilegal contra a mudança na Presidência foram abertas no entorno do presidente, como discussões sobre uma minuta para reverter o resultado das eleições até o plano para matar Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Mores, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Os militares citados na apuração da PF de acordo com as informações do inquérito, antes do indiciamento, são:

Capitão reformado Jair Bolsonaro: ex-presidente, teria participado das discussões sobre golpe de Estado.

Durante o mandato, acumulou declarações golpistas, atacou as urnas e ameaçou não entregar a Presidência após a derrota eleitoral.

General da reserva Braga Netto: ex-ministro da Defesa e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, em 2022, teria abrigado em sua residência reuniões em que foram discutidas a elaboração da minuta golpista, também o plano para matar Lula, Alckmin e Moraes.

General da reserva Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira: atuou para manter o discurso de que a eleição de 2022 foi fraudada. Teria ainda participado de discussões sobre a minuta golpista.

Almirante da reserva Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha, teria concordado com o plano golpista, segundo a apuração da PF. Mauro Cid, em delação, também apontou que Garnier apoiou a ideia.

General da reserva Mario Fernandes: ex-secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro, é apontado pela PF como “um dos militares mais radicais” do caso. Ele teria elaborado plano para impedir a posse de Lula, que incluía os assassinatos. A investigação aponta que Fernandes imprimiu o plano no Palácio do Planalto. Foi preso na terça-feira (19).

General da reserva Augusto Heleno: é investigado por integrar o suposto “núcleo de inteligência paralela”, que teria atuado na consumação de um golpe de Estado, segundo a PF.

General da reserva Estevam Theophilo: ex-chefe do Comando de Operações Terrestres. Teria consentido com o apoio militar ao golpe com participação das Forças Especiais do Exército.

General Nilton Diniz Rodrigues: foi chamado a depôr no começo do mês dentro da apuração da PF sobre tentativa de golpe.

Tenente-coronel Mauro Cid: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, teria participado das ações de disseminação de informações falsas sobre as urnas eletrônicas, além de discussões golpistas sobre a minuta do golpe, monitoramento da localização de Moraes e articulação das Forças Armadas contra a vitória de Lula. Cid foi preso em 2023 e solto após assinar delação premiada.

Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima: teria participado das ações de contestação às urnas eletrônica e do planejamento do golpe, segundo a PF. A investigação aponta que ele mantinha o “planejamento estratégico” do golpe em seus arquivos. Foi preso na terça-feira (19).

Tenente-coronel Guilherme Marques Almeida: ex-comandante do 1º Batalhão de Operações Psicológicas do Exército, suspeito de planejamento de golpe de Estado.

Major Rafael Martins de Oliveira: teria mobilizado manifestações golpistas contra o resultado eleitoral.

Segundo a PF, ele ainda participou de reunião na casa de Braga Netto em que foram discutidos os planos golpistas. A investigação ainda aponta que Oliveira fez a “coordenação financeira e operacional” a atos antidemocráticos. Foi preso na terça-feira (19) por ser um dia líderes do plano para matar Lula, Alckmin e Moraes.

Subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues: alvo de investigação sobre a “Abin paralela” de Bolsonaro.
Major da reserva Ângelo Martins Denicoli: PF diz que ele atuou no suposto “núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral”.

Coronel Bernardo Romão Corrêa Neto: teria participado da preparação para a tentativa de um golpe de Estado. Trocou mensagens de cunho golpista com Mauro Cid.

Coronel Alexandre Castilho Bitencourt da Silva: suspeito de articular carta que pressionava a cúpula das Forças Armadas a dar um golpe contra Lula.

Coronel Anderson Lima de Moura: suspeito de articular carta que pressionava a cúpula das Forças Armadas a dar um golpe contra Lula.

Coronel da reserva Carlos Giovani Delevati Pasini: suspeito de articular carta que pressionava a cúpula das Forças Armadas a dar um golpe contra Lula.

Tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior: teria participado de conversas sobre investidas golpistas.

Coronel da reserva Marcelo Costa Câmara: investigado por monitorar a localização de Moraes para eventual prisão do ministro em meio à trama golpista.

Tenente-coronel Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, teria disseminado informações falsas sobre o sistema eleitoral e participado de discussões para estimular apoio militar ao golpe.

Coronel da reserva Laércio Vergílio: atuou para incitar o golpe, segundo a PF. Em depoimento, disse que a prisão de Moraes seria necessária para a “volta da normalidade institucional”.

Capitão reformado Ailton Gonçalves Moraes Barros: PF afirma que ele e Braga Netto trocaram mensagens sobre planos golpistas.

Coronel Cleverson Ney Magalhães: ex-assistente de Theophilo, teria participado de discussões sobre adesão militar ao golpe.

Coronel Fabrício Moreira de Bastos: é militar da ativa e atualmente exerce a função de adido militar em Israel. Antes, foi comandante do 52º Batalhão de Infantaria de Selva em Marabá (PA). Não foi citado em fases anteriores da investigação da Polícia Federal.

FONTE: FOLHAPRESS

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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