Policial

PF combate garimpo ilegal em terra indígena Kayapó

Operação é considerada a maior ação com uso de força aérea policial naquela região do País

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 21, a Operação Muiraquitã com o objetivo de desarticular um grupo criminoso que atuava no garimpo ilegal na terra indígena Kayapó. A ação está sendo realizada na região entre as cidades Ourilândia e Tucumã, região sudeste do Pará, e é resultado de uma parceria entre PF, Ibama e a Funai.

“A ações desencadeadas visam realizar prisões em flagrante dos envolvidos, facilitar a ação do órgão ambiental na constatação dos danos extremos à natureza, desativar as pistas de pouso que não são homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e que não servem à comunidade indígena e estancar a extração e comercialização ilegal de ouro na região”, diz a PF.

A operação é considerada a maior ação com uso de força aérea policial naquela região do País. Ao todo, são sete helicópteros da PF, Ibama e Secretaria de Segurança Pública do Pará estão atuando para atacar a logística utilizada pelo grupo. Duas pistas de pouso e decolagem clandestinas serão explodidas pela PF.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a PF investiga a relação dos garimpeiros ilegais com compradores do exterior. Estão na mira dos investigadores uma família italiana que estaria envolvida no fomento da exploração do ouro na região e um empresário chinês do setor financeiro.

“A atividade mineradora clandestina ocasiona diversos danos ao meio ambiente e aos indígenas, sendo os mais recorrentes: desvio do curso de rios, desmonte hidráulico (no caso de garimpagem mecânica), aterramento de rios e contaminação do solo, ar e águas através de metais pesados, principalmente o mercúrio, extinção de vegetação e animais e contaminação dos silvícolas”, diz nota da PF sobre a operação.

Até o momento, a Funai já mapeou que cerca de 2.800 indígenas foram contaminados pelos resíduos do garimpo ilegal despejados nos rios da região.

A extensão dos danos causados será avaliada por peritos criminais federais que participam da operação e estão coletando informações e materiais que resultarão em laudo pericial.

O nome da operação faz referência aos objetos utilizados por “povos indígenas como amuletos, símbolos de poder ou, ainda, como material para compra e troca de artefatos valiosos”. Com informações do Estadão Conteúdo.

FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]