Justiça

Pelo menos em público, Confúcio renega o cunhado Assis, principal operador do esquema de corrupção do governo

Numa entrevista ao jornal Folha do Sul, de Vilhena, o governador Confúcio Moura (PMDB), apontado pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e  Ministério Público Estadual como chefe de uma organização criminosa que roubou R$ 57 milhões dos cofres públicos rondonienses, decidiu, pelo menos em público, tentar descolar sua imagem do cunhado, Francisco de Assis, apontado como sendo um dos principais operadores  do mega esquema de corrupção que se alastrou por toda a administração pública estadual.

“O meu cunhado Assis foi o coordenador da minha campanha de oposição em 2010. Nunca fez parte do governo. A sua participação encerrou ao terminar aquela campanha. Qualquer ato que tenha praticado depois foi por iniciativa própria”, disse o governador. As investigações, incluindo escutas telefônicas, mostram o contrário: Confúcio não apenas sabia do que o cunhado fazia como também o estimulava e autorizava,dando-lhe carta branca para transitar em todos os órgãos da administração pública onde fazia negócios milionários, extorquindo empresários e orientando fraudes, superfaturamento, direcionamento de licitações, cobrando propina e realizando outras falcatruas.

Embora seja um dos investigados, Confúcio continua insistindo na lorota de que foi ele quem denunciou corrupção no seu Governo em 2011, o que não é verdade. Durante a Operação Termópilas, realizada pelo Ministério Público Estadual com a Polícia Federal, foi desmontada uma das quarilhas que agia no governo e era comandada pelo então deputado estadual Valter Araújo, que está preso.

Confúcio foi pego de surpresa pela Termópilas. Pela primeira vez a Polícia Federal foi à sua casa e prendeu Rômulo da Silva Lopes, íntimo do governador a ponto de dormir com ele.

Com a queda da quadrilha de Valter e do então secretário adjunto de Saúde, José Batista, Assis, sua mulher Cláudia Moura e a cunhada Cira Moura foram a um restaurante em Porto Velho comemorar o fato e chegaram a dizer, em voz alta e para quem quisesse ouvir: “O Batista se f….Agora é nóis “. O fato foi testemunhado por jornalistas que estavam no mesmo ambiente.

O que aconteceu foi que, com a queda de Valter, o grupo mafioso comandando por Assis e, segundo a Polícia Federal, agindo a mando do governador Confúcio Moura, ocupou todos os espaços no Governo, assumindo os contratos superfaturados, resultado de licitações dirigidas, que antes eram “geridos” pelo grupo de Valter-Batista.

A Operação Plateias é um desdobramento da Termópilas e foi realizada para desbancar o grupo que tomou conta da corrupção no Governo Confúcio após a prisão da dupla Valter-Batista.

Quanto a Confúcio, ele é apontado pelo Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e Polícia Federal como chefe da organização criminosa.

O MPF foi bastante camarada com o governador Confúcio, deixado de pedir sua prisão, embora afirme que o chefe do Poder Executivo é, sim, o chefe da máfia estabelecida no Estado. Também foi camarada ao não pedir a manutenção da prisão de outros membros da quadrilha, como o auditor fiscal Wagner Bocão, o cunhado Francisco de Assis, entre outros. (Em tempo: a prisão do governador foi pedida pela Polícia Federal).

Resultado: em uma semana todos sairam da cadeia e falando cobras e lagartos das intituições que mandaram prendê-los, tentando desmoralizá-las publicamente, acusando-as de uma conspiração imaginária para prejudicar o “honesto Doutor Confúcio”.

Foi o que fez também o vice-governador eleito Daniel Pereira (PSB), que levantou seríssimas suspeitas a respeito da operação Plateias e suas motivações,e,  por consequência, sobre os órgãos que a realizaram. Confúcio também vem fazendo o mesmo, claramente atrapalhando as investigaçõese tentando desmoralizar as instituições. E continua solto.

Leia a entrevista do governador ao jornal Folha do Sul

Exclusivo: Confúcio responde perguntas enviadas pelo FOLHA DO SUL ON LINE

Governador não fugiu de nenhum questionamento

Por e-mail, o governador reeleito Confúcio Moura (PMDB) respondeu uma série de perguntas enviadas ontem pelo FOLHA DO SUL ON LINE. Como havia prometido, o líder rondoniense não fugiu de nenhum questionamento, mesmo o mais espinhoso.

Confira abaixo, na íntegra, as respostas do peemedebista às indagações exclusivas do site:

1 – O sr. tem dito que gostaria de não mais comentar a “Operação Platéias” da Polícia Federal, já que tratou do assunto em várias ocasiões, mas insistimos: o que de verdade, o que de mentira e o que de exagero existe nesta ação policial?

R- Eu denunciei em 2011 o loteamento histórico do Estado, para várias autoridades de outros poderes. E em reunião reservada em Ji-Paraná. E veio a Termópilas. Daí iniciou a investigação que basicamente ocorreu no meu primeiro ano.

2 – Muitos acham que seria impossível o sr. não saber das ações de seu cunhado, acusado pela PF de operar um esquema milionário de corrupção em sua gestão. Qual a sua resposta?

R- O meu cunhado Assis foi o coordenador da minha campanha de oposição em 2010. Nunca fez parte do governo. A sua participação encerrou ao terminar aquela campanha. Qualquer ato que tenha praticado depois foi por iniciativa própria.

3 – Seu adversário no segundo turno, o ex-senador Expedito Júnior, ganhava milhões prestando serviços de vigilância nas escolas, através de uma firma que, segundo a PF, está em nome de familiares, mas pertence a ele. Por que o sr. cancelou o contrato desta firma?

R- O contrato dele na educação foi feito ainda no Governo anterior ao meu, para vigilância nas escolas. Já peguei o bonde andando. Outros contratos feitos vieram de licitações por pregão eletrônico, com ampla participação e divulgação nacional e mundial. O cancelamento do contrato veio da necessidade de honrar compromissos com sindicato, para aumento de salário de servidores e não tínhamos mais fontes de recursos. Optamos pela vigilância eletrônica nas escolas.

4 – Segundo a imprensa, o sr. gastou mais na campanha do conseguiu arrecadar em doações. Como vai pagar o que ficou devendo?

R – É verdade. Falo da campanha deste ano. Veja bem, se tivesse rolo com empresa, não ficaria devendo. É prova contundente da clareza e transparência do meu Governo. As contas foram incorporadas ao meu partido que terá um ano para saldá-las.

5 – De todos os ataques que sofreu de adversários na campanha, qual o que mais lhe machucou?

R- Campanha é campanha. Não se pode ter mágoa dela. Cada um usa o ferrão mais afiado que puder. Não guardo ressentimentos.

6 – O que os rondonienses podem esperar de seu novo governo?

R- Os rondonienses podem esperar de mim o que sempre fui. Em toda minha vida pessoal e pública. Um homem honrado. E que todos os meus projetos de governo levam benefícios diretamente ao todos os segmentos sociais.

7 – Quantos dos atuais secretários o sr. planeja trocar na nova gestão?

R- não vou fazer desmonte do governo. As mudanças serão pontuais e na hora certa.

8 – O presidente da ALE, Hermínio Coelho, faz acusações seriíssimas contra o sr. O que acha da atuação do deputado e o que pretende fazer para responder as denúncias que ele apresenta?

R- Todas as denuncias feitas por ele são as mesmas de sempre. Desde 2011. Nada mudou. Tem um estilo felino, que depois que fala se arrepende. Depois pede desculpas. Depois fala de novo. Depois pede desculpas. É assim, oscila entre extremos.

9 – Que tipo de influência tem suas irmãs em seu governo? E como será a participação da família em sua nova gestão?

R- Tenho duas irmãs jornalistas. Especialistas em ciências sociais. Sempre me acompanharam nas campanhas. Nunca tive marqueteiros. Elas é que substituem esta figura. Não de agora, desde as primeiras campanhas e já foram nove. Elas pra mim são como João Santana para Dilma. Posso dizer que são competentes. Não terão nenhuma participação no governo.

10 – Como cidadão, que nota o sr. daria ao seu governo neste momento? E qual político o inspira na vida pública?

R- Eu daria pra mim neste governo nota 7. O povo me aprovou dentre outros quatro candidatos. Gosto do JK.

11 – A revista Veja desta semana o aponta como “chefe do esquema”, como também acusa Expedito Júnior de participar do mesmo desvio de recursos. O sr. pretende processar a publicação? O que vai fazer em relação a isso. Se não fizer nada, não passa a impressão de que “quem cala consente”?

R- Sou assinante da Veja. Gosto da revista. Tem credibilidade. Sobre o que publicou a meu respeito, pra mim foi duro e triste. Mas, ela cita a fonte – Procuradoria. São trechos de depoimentos de pessoas. Sem nenhum fundamento ou contraditório. Claro que não irei processar a revista. Só quero, mais à frente, quando tudo ficar bem esclarecido, que ela faça a reparação em igual tamanho e página. Com certeza, ela não se negará. Fez assim com Ibsen Pinheiro. Por isto que gosto da Veja.

12 – Qual foi o maior erro que o sr. admite ter cometido no cargo de governador até agora?

R- Erro de comunicação. Foi muito falho. Poderia ter ganhado esta eleição no primeiro turno.

13 – Finalmente, o que o sr. diria ao povo que o elegeu sobre este novo escândalo em Rondônia?

R- Que podem ficar tranquilos. Vou trabalhar muito mais. Farei um melhor governo, se Deus quiser. Não fui indiciado em nada. Apenas, ouvido pela Polícia Federal sobre o que sabia. Fiz uma DECLARAÇÃO de fatos. Não antecipo resultado de tudo isto. Mas, como governador, sou responsável por tudo que acontece. São mais de 65 mil servidores. Se um erra em qualquer lugar, o governo erra do mesmo jeito. Mesmo um pai de família, em casa, não pode ser acusado por erro de um filho. Pode apenas sentir e chorar.

 

Fonte: Tudo Rondônia

 

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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