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PEC dos Precatórios será votada em novembro no Senado, diz Pacheco

Projeto foi aprovado na Câmara nesta semana, mas enfrenta resistência no Senado; análise na CCJ ocorrerá em 24 de novembro

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta sexta-feira (12) que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios deve ser votada na Casa até o fim de novembro. A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados nesta semana, mas enfrenta resistência no Senado. Muitos parlamentares questionam o espaço fiscal aberto com a aprovação da proposta, de R$ 91,6 bilhões. O governo estima que precisa de R$ 47 bilhões para financiar o programa social Auxílio Brasil.

“Há um senso de urgência na solução do problema dos precatórios, assim como em relação à instituição de um programa social que substitua o Bolsa Família, que incremente o Bolsa Família e que atualize o valor para as pessoas que são beneficiárias”, afirmou.

As declarações foram feitas pelo presidente na 26ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), na Escócia. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), escolhido como relator da matéria, falou nesta semana que acredita que a matéria deve ser aprovada até o início de dezembro. O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que pretende pautar o projeto na comissão em 24 de novembro, depois que retornar de viagem, apesar da urgência do governo. 

A PEC aprovada na Câmara estabelece um teto para o pagamento de precatórios (que são as dívidas que a União é obrigada a pagar, porque já se esgotaram os recursos na Justiça) e possibilita que o governo fure o teto de gastos, uma regra de austeridade fiscal.

Com as duas medidas, a previsão é ter um espaço no orçamento de 2022 na ordem de R$ 91,6 bilhões. O líder do governo, Fernando Bezerra, admitiu que o cenário é de dificuldade para a aprovação da matéria na Casa, mas que o governo vai buscar manter o espaço fiscal criado.

O parlamentar afirmou que o ponto principal será esclarecer para onde vão os recursos gerados pela aprovação da PEC. Segundo ele, além do Auxílio Brasil, a estimativa é de que R$ 25 bilhões serão consumidos com o reajuste das despesas previdenciárias e os benefícios de prestação continuada; outra parte será destinada aos reajustes automáticos gerados pelo aumento do teto de gastos. O restante será um saldo usado para “reforçar as rubricas de investimento em áreas que estão precisando, como habitação e recursos hídricos”.

“Acho que existe uma indagação se é excessivo ou não. Não tem excesso. É uma questão a se apresentar. Meu papel vai ser procurar os líderes e convencer, mostrando as informações para que a gente eventualmente evite a redução do espaço fiscal”, afirmou. As discussões ainda estão ocorrendo, mas bancadas importantes, como o MDB, estão divididas.

Conversas

Pacheco comentou nesta sexta-feira que, em discussões feitas com a Câmara e o ministro da Economia, Paulo Guedes, na residência oficial do Senado, houve uma solução para o problema dos precatórios. A solução, segundo ele, seria  atualizar o teto de precatórios de 2016 para o ano corrente, o que “importaria na possibilidade de se pagar cerca de R$ 40 bilhões de precatórios dentro do teto de gastos”. De acordo com ele, o saldo restante dos R$ 89 bilhões previstos para pagar precatórios no próximo ano poderia ser “objeto de negócios jurídicos”.

“Guedes concordou com a nossa ideia, que era a possibilidade de pagar os precatórios com o pagamento de sessões onerosas, com o pagamento de um encontro de contas e compensações com credores, com possibilidade de pagamento de dívidas fiscais. Ou seja, precatórios viram moeda. Isso inclusive dava uma solução inteligente para os precatórios e para os gastos públicos”, afirmou.

Pacheco disse que quando o texto foi para a Câmara, houve a alteração em relação ao teto de gastos, com a previsão de corrigir o teto pelo IPCA apurado no período de janeiro a dezembro, e não entre julho do ano anterior e junho do ano corrente, como o teto de gastos é calculado.

“É uma mudnaça que vamos avaliar. A ideia concebida naquele instante conseguia dar uma solução inteligente à questão do estoque de precatórios, sem que houvesse calote e sem que houvesse descumprimento do teto de gastos públicos e fazendo valer o cumprimento de uma obrigação da União”, disse. Se o texto tiver mudanças no Senado, ele precisa voltar para a Câmara, o que atrasa ainda mais a aprovação.

FONTE: R7.COM

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. 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  • COLUNA TEIA DIGITAL: BRASIL É O 8º MERCADO DE MÚSICA GRAVADA DO MUNDO – Por Silvio Persivo

    Com um faturamento de R$ 3,958 bilhões, crescimento de 14,1%, segundo a Pró-Música Brasil, o Brasil se tornou o 8º maior mercado de música gravada do mundo em 2025. Do total do faturamento cerca de R$ 3,4 bilhões vieram do streaming, que aparece como principal motor das receitas do setor.  Neste cenário, a Associação Brasileira da Música Independente (ABMI) amplia sua agenda de conexões comerciais por meio do BMK (Brazil Music Market), um projeto voltado à aproximação de artistas, selos e empresas com profissionais e oportunidades da indústria musical. Em outubro, são previstas ações no Formemus, no Espírito Santo, e, em novembro, na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM São Paulo). Para Talita Cordeiro, diretora-geral da ABMI, o avanço do mercado brasileiro precisa se traduzir em oportunidades concretas para as empresas independentes. A discussão envolve o acesso a novos mercados, a construção de parcerias comerciais e a capacidade de transformar a circulação internacional da música brasileira em negócios sustentáveis. FONTE: COLUNA TEIA DIGITAL –  POR SILVIO PERSIVO

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