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Painel Politico – E BATISTA, pelo jeito, era o mais Honesto

Confira a lista de secretários e ex-secretários que foram depor na PF sobre o maior escândalo de propinas da história de Rondônia

Discrição

A Operação Platéias iniciou de forma discreta. Ao passar pela residencia oficial, nem dava para perceber a movimentação. Por um bom tempo achei que a informação era “furada”, que não estava acontecendo nada, mas estava. Logo veio a confirmação, a Polícia Federal estava na residência oficial, a casa do governador do Estado de Rondônia, a autoridade máxima do Executivo estadual, sofria uma devassa por agentes da Polícia Federal que apreenderam documentos e levaram, à força, o governador para prestar esclarecimentos sobre uma série de crimes, que já haviam sido revelados pela imprensa.

Eu havia escrito

No dia seguinte após a eleição deste ano, que só voltaria a citar o nome de Confúcio Moura quando a casa dele caísse, disse ainda que não iria demorar. E não demorou. Na verdade ele sequer foi diplomado ainda e deve explicações, e muitas, para a população de Rondônia. Não apenas ele, mas toda a “organização criminosa”, segundo o Ministério Público, que se instalou no poder executivo estadual. Confúcio não foi à polícia “por livre e espontânea vontade”, como dizem alguns cupinchas do governo, ele foi “sob vara”, ou seja, ou ia ou ia.

Amnésia

No momento em que a polícia chegou na residência oficial, Confúcio voltava de sua caminhada matinal. Ao ser abordado declarou, “isso nunca aconteceu antes”. Na verdade aconteceu sim, em 2011, quando os agentes da PF bateram em sua porta e levaram preso seu afilhado, Rômulo Lopes, que também fez delação premiada. Acho que faltou o “lembrador” para informar o governador.

Parêntese

A residência oficial não é meramente uma “caso do governador”. É um símbolo de Estado, o que aconteceu nesta quinta-feira foi a União intervindo diretamente no Estado de Rondônia, revirando tudo. É essa simbologia que precisa ser compreendida.

Outro

Que também vai dar explicações à Polícia Federal é Expedito Júnior, que detinha um dos mais altos contratos do governo, que foi cancelado no final do ano passado sem grandes explicações. Ele, assim como uma centena de fornecedores do Estado, terão que mostrar como funcionava o esquema de extorsão por parte do governo em relação as empresas que detinham contratos. Expedito sempre declarou que “nunca deu um centavo” de propina. Nos próximos dias saberemos os detalhes desse depoimento.

Essa operação

É um desdobramento da Operação Termópilas, deflagrada em 2011. As investigações foram conduzidas pelo Ministério Público do Estado, que mais uma vez dá um show de competência em operações de grande porte. Para se ter uma idéia, foram emitidos 193 mandados judiciais, sendo 163 pessoas conduzidas coercitivamente, 26 buscas e 4 prisões temporárias. Os mandados são cumpridos em nove estados: Rondônia, Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, além do Distrito Federal. Uma das conduções coercitivas ocorre na Espanha. Em Goiás, um dos conduzidos é primo do governador daquele estado. Trata-se de Marcelo Reis Perillo, ele é sócio numa indústria farmacêutica envolvida no esquema de desvio de dinheiro que teria alimentado campanhas políticas do PMDB em Rondônia.

Falando em campanhas

O dinheiro desviado pela “quadrilha da cooperação” chega a R$ 57 milhões, e parte desse recurso foi usado em campanhas municipais em 2012. A Polícia investiga se nas eleições desse ano o esquema de propinas estava operando.

Onda amarela

Essa operação deve complicar, e muito o futuro político de Confúcio Moura. Além de responder criminalmente (entenda, o STJ não expede mandados contra governadores se as acusações não forem robustas), ele também está enrolado na justiça eleitoral, por abuso de poder econômico e político. Na atual condição, esse pode ser o último mandato político de Confúcio, já que, caso venha a ter condenação, e certamente terá, não será mais candidato, enquadrado na lei do ficha limpa. E não, se acontecer dele ser afastado ou preso, Expedito não assume.

Empresas

Vale lembrar que na Operação Termópilas, empresários que eram extorquidos chegaram a ser presos e estão respondendo por crime de corrupção. Os responsáveis devem responder por fraude a licitação, concussão (exigir pagamento de vantagem indevida), corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha.

Aqui não

O senador Valdir Rapp, que já anda muito preocupado com o depoimento de Fernando Baiano, apontado pela PF como operador do PMDB em um espantoso propinoduto envolvendo a Petrobras, tratou de emitir rapidamente uma nota negando que Wagner Luiz, o “Wagner Bocão”, preso em Brasília, fizesse parte de sua assessoria. Raupp disse que “Wagner nunca nem visitou seu gabinete, nem como assessor ou prestador de serviços”. O mesmo ele não pode dizer de Francisco de Assis, cunhado de Confúcio, que era lotado em seu gabinete no passado recente.

Mesmo assim

A imprensa nacional tem dado mais destaque no fato de Confúcio ser aliado de Raupp e ser peemedebista. Por essa o senador não esperava.

Pelo jeito

O mais honesto nessa história toda era José Batista, que ajudou todo mundo e ainda foi enganado quando achou que ia ganhar alguma coisa, lhe tomaram o contrato.

Buscas e conduções coercitivas

Praticamente todos os que aparecem no depoimento de Batista estiveram depondo na Polícia Federal na última quinta-feira. Abaixo a listagem dos que ocupam cargos públicos em Rondônia e algunes empresários apontados por Batista. Todos foram encaminhados à Polícia Federal na mesma condição de Confúcio, ou seja, eles foram arrastados e obrigados a permanecer na delegacia até serem ouvidos ou dispensados.

Confúcio Aires Moura

Francisco de Assis Moreira de Oliveira (PRESO TEMPORÁRIO – 5 DIAS)

Alexandre Árabe Martins de Oliveira (PRESO TEMPORÁRIO – 5 DIAS)

Gilvan Ramos de Almeida (PRESO TEMPORÁRIO – 5 DIAS)

Winston George Saíta (Empresa de alimentação – pivô da confusão)

José Paulo do Nascimento Neto (vulgo Paulo da Condor)

Irineu Gonçalves Ferreira (Irmão de Expedito, dono da Rocha)

Expedito Gonçalves Ferreira Júnior (sócio da Rocha)

Wagner Luis de Souza (PRESO TEMPORÁRIO – 5 DIAS)

5º Batalhão Engenharia e Construção (5º BEC) – Busca e apreensão do processo n. 0079/2010 (pregão presencial 44/2010 CPL)

CAERD – Busca e apreensão do processo n 0786-9-CAERD

CGAC/SEGESP  – Apreensão dos processos 01.1109.00129-00-2012 e 01.1109.00042-00-2013

FHEMERON – Processo 01.1732.00068-00/2011

SEAGRI – Processo 01.2401.00733-00/2011

SEAS – 01.2301.00121-00/2011

SEDAM – Processo 01.1801.00146-00/2011

SEDUC – Processos 01.1601.00255-00-2010 – 01.1601.01929-00-2011

SEJUS – 01.2101.00231-01-2010 – 01.2101.01172-00-2008 – 01.2101.00531-00-2011 – 01.2101.00472-00/2011 – 01.2101.00032-00-2010 – 01.2101.00010 -00-2012

SESAU – FORAM APREENDIDOS 22 PROCESSOS

SUPEL – 01.1421.00244-00-2012

 

CONDUÇÃO COERCITIVA

 

Antônio Martins dos Santos (BRASÍLIA)

Braim Ali Abdul Rahim (SANTOS-SP)

Carlos Alberto Zafred Marcelino (SANTANA DE PARNAÍBA-SP)

Eleazar Queiroz de Mendonça (BRASÍLIA)

Elisângela Joergensen (JATAÍ-GO)

Givanilton Silva de Souza (MANAUS – AM)

Glaucione Maria Rodrigues (CACOAL-RO)

Godofredo Gonçalves Filho (SOBRINHO DE CONFÚCIO MOURA – BRASÍLIA)

Jellel Mohamad Assaf (PRAIA GRANDE-SP)

Marcelo Reis Perillo (GOIÂNIA – GO)

Marcelo Ribeiro de Almeida (SÃO PAULO – SP)

Maria Aparecida Conde (NITERÓI – RJ)

Maria Vendete Aires Moura (IRMÃ DE CONFÚCIO MOURA – BRASÍLIA)

Mariana Braga Aitken (CORREDOR DA VITÓRIA – BAHIA)

Moisés de Oliveira Neto (GOIANIA – GO)

Roberto Alves Moura (RIO BRANCO – AC)

Sandra Honório de Oliveira de Souza (GOIANIA – GO)

Terezinha Caetano de Freiras (GOIANIA – GO)

Vanderley Maia Menezes (MANAUS – AM)

Zanone Alves de Carvalho Júnior (GOIANIA – GO)

Abelardo Townes Castro Neto (ex-sec. de Obras PORTO VELHO)

Alexandre Carlos Macedo Muller (ex-sec. de Saúde ORTO VELHO)

Carla Mangabeira (ex-diretora financeira SESAU – PORTO VELHO)

Celso Augusto Mariano (BRASÍLIA)

Cristiano Teixeira dos Santos (BRASÍLIA)

Florisvaldo Alves da Silva (Secretário SUGESEP PORTO VELHO)

Gilvan Cordeiro Ferro (PORTO VELHO)

Gilvan Ramos de Almeida (PORTO VELHO)

Josefa Lourdes Ramos (PORTO VELHO)

Júlio Olívar Benedito (PORTO VELHO)

Márcio Rogério Gabriel (PORTO VELHO)

Maurício Marcondes Gualberto (PORTO VELHO)

Milton Luiz Moreira (PORTO VELHO)

Míriam Spreáfico (PORTO VELHO)

Anselmo de Jesus Abreu (JI-PARANÁ)

Sérgio Silveira (RIO DE JANEIRO)

Suely Alves Aragão (ENDEREÇO A CONFIRMAR)

Williames Pimentel de Oliveira (PORTO VELHO)

Zaqueu Vieira Ramos (PORTO VELHO)

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Gomes Oliveira

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  • O inquérito tramitou no STJ em virtude do foro privilegiado do governador. O MP estadual mal sabia da investigação e não atuou. O inquérito era acompanhado pela procuradoria geral da republica de Brasilia.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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