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OPINIÃO DE PRIMEIRA – Deputado Estadual Jean de Oliveira sobre caso Edson Martins: “Não admito que ganhem o mandato no tapetão”

PRODUTOS DE RONDÔNIA INVADEM O MUNDO: FATURAMENTO É DE MAIS DE 3 BI E 100 MILHÕES EM SEIS MESES

Lá no meio do noticiário, quase como se pedisse desculpas por contar ao público, aparece uma informação sobre Rondônia que deveria ser comemorada com vibração e aplaudida de pé. Infelizmente, as más notícias (pandemia, crise, guerra política, queimadas, violência) tomam nosso dia a dia, como só apenas vivêssemos neste inferno de coisas ruins. Mas, há sim – e como há – muitas coisas boas para serem contadas, principalmente sobre essa amada terra de Rondon. Uma delas é essa, que deveríamos estar reverenciando: nossas exportações cresceram mais de 35 por cento neste primeiro semestre. Atingiram nada menos do que 3 bilhões e 100 milhões de reais. Basicamente, cinco países foram os que mais compraram nossos produtos: Turquia, China, Espanha, Hong Kong e Países Baixos, como a Holanda. Claro que a grande maioria do faturamento veio do agronegócio, um setor cada vez mais destacado no contexto da economia rondoniense. Entre os municípios que mais exportaram no Estado, Vilhena ocupa o primeiro lugar com mais de 1 bilhão e 540 milhões.

A capital, Porto Velho, vem em seguida com 829 milhões de reais. Rolim de Moura é o terceiro da lista, com 778 milhões. Nestes municípios, a soja foi um dos produtos mais exportados com cerca de 2 bilhões e 800 milhões em exportações. E o que mais vendemos? Obviamente o produto líder no nosso comércio exterior é a soja. É a campeã em números de toneladas vendidas para diferentes países e em dinheiro captado. Mas tem muito mais, porque a variedade da nossa produção é imensa.

O segundo produto que mais vendemos para vários países é a carne, que é considerada uma das de melhor qualidade do mundo. Os três produtos que mais faturam nas nossas exportações, são, portanto, derivados carne (congelada, refrigerada, fresca). Nosso rebanho, hoje livre da aftosa sem vacinação, chegou a mais de 15 milhões de cabeças e nossa carne continua chegando a milhões de mesas no mundo inteiro.

Exportamos também muita madeira, mas nossas vendas ao exterior de riquezas minerais também estão crescendo. Vendemos nióbio, um dos mais ricos metais do Planeta, onde somos um dos dois únicos estados do país a ter esta riqueza (o outro é a Bahia). Temos ainda minerais, na pauta das exportações, como tântalo (usado em aços, aviões, filamento de lâmpadas incandescentes, instrumentos cirúrgicos e dentários) e vários outros. E vanádio, você já ouviu falar? Ele é um componente mineral que, dentro do nosso corpo tem a capacidade de “imitar” os fortes efeitos da insulina. Também exportamos. Pena que outras riquezas que temos, como ouro e diamantes, só saem daqui via contrabando, por causa da retrógrada legislação sobre exploração do que é nosso. Se um dia a lei vise os interesses maiores do Brasil e não apenas atendesse ideologias, certamente nossas exportações dariam um salto e nos trariam muito mais riquezas. Estamos, mesmo assim, com grande crescimento, ao compararamos com outras regiões.

CAERD, UMA EMPRESA QUEBRADA, MAS QUE HÁ TRÊS ANOS TINHA 300 COMISSIONADOS

Um dos motivos pela quebradeira da Caerd, hoje com uma dívida que supera 1 bilhão de reais e muito perto de se tornar totalmente inviável, foi o fato da empresa de economia mista ter sido usada, em grande parte dos seus 52 anos, como cabide de emprego para apaniguados de políticos. Grande parte dos recursos que deveriam ser utilizados para melhorar a rede de abastecimento de água e em instalações para tratamento de esgoto, eram colocados em bolsos de amigos, amigos dos amigos, eleitores, membros de partidos políticos e por aí vai. Em 2019, quando assumiu o comando da empresa, o presidente que a está deixando, José Irineu Cardoso, encontrou nada menos do que 300 cargos comissionados. Isso mesmo. Numa empresa praticamente falida, sem recursos, sem estrutura, sem possibilidade de investimentos, mas com três centenas de pessoas recebendo, muitas delas, até 12 mil reais de salários. José Irineu, com aval do governador Marcos Rocha, fez uma “limpa” na Caerd, que hoje tem apenas seis – isso mesmo: meia dúzia – de comissionados. Então, que se aponte o dedo para os verdadeiros culpados pela destruição da Caerd. Foram muitos políticos e seus apaniguados que, durante quase cinco décadas, usaram a companhia como um cofre coletivo, para pequenos grupos. Uma vergonha!

OS NÚMEROS SURPREENDENTES DE PESQUISA EM SETE CIDADES DA REGIÃO CENTRAL

Ao contrário de pesquisas, muitas delas sem qualquer credibilidade, apontando o ex-presidente Lula como preferido do eleitorado para 2022, uma feita aqui em Rondônia, nos últimos dias, por instituto independente, mostra exatamente o contrário. Não há, entre o eleitorado ouvido nestas localidades, qualquer adversário que poderia derrotar o atual presidente Bolsonaro, caso a eleição fosse hoje. A disputa para o Governo tem ao menos três nomes com chances reais. Para o Senado, há ainda muitas dúvidas do eleitorado, mas um político se destaca. Já para a Câmara Federal, uma nova liderança está surgindo na região de Ji-Paraná. Para a Assembleia, os nomes mais cotados são de deputados que têm mandato atualmente. Os detalhes da pesquisa, feita pelo instituto “Brasil Dados” estarão entre os destaques deste blog, em sua edição dominical. Vamos contar como ela foi feita, onde e quais os principais números que apareceram. Também daremos detalhes sobre as posições do eleitorado em todas as sete cidades da região central de Rondônia. Fique de olho!

CASO EDSON MARTINS: ASSEMBLEIA AINDA NÃO ACATOU DECISÃO DE CASSAR MANDATO

Não será tão fácil cassar o mandato do deputado de Urupá, Edson Martins, um dos mais atuantes do parlamento rondoniense. Cassado e sem novos recursos na Justiça comum, que tirou seus direitos políticos e, portanto, sua cadeira na Assembleia Legislativa, Edson tem contado com o apoio e solidariedade de seus colegas, para continuar no cargo. Está se aproximando um confronto de poderes, porque, na última terça, Edson recorreu ao regimento interno da Casa, para manter-se como deputado. Ele pediu uma análise dos seus pares sobre o mérito da decisão da juíza Márcia Adriana de Freitas, da 1ª Vara da Comarca de Alvorada do Oeste, que determinou a perda definitiva do mandato, amparada pelas decisões judiciais de todas as instâncias. Ouve-se que o pleito de Martins teria apoio da maioria dos parlamentares. O deputado Jean Oliveira, por exemplo, disse que “se a moda pega, daqui a pouco qualquer um pode ser expulso do seu mandato. Edson Martins ganhou o direito de ser deputado pelo voto direto da população. Não admito que ganhem o mandato no tapetão”, esclareceu. O caso ainda vai longe!

CPI DO CIRCO VAI OUVIR LUCIANO HANG. ELE ACEITARÁ QUE TENTEM DESTRUIR SUA BIOGRAFIA?

Vai ser um confronto entre os que desrespeitam as leis e tentam destruir reputações e uma das personalidades mais destacadas do país, entre os que são bolsonaristas de carteirinha. De um lado, Omar Aziz e Renan Calheiros, os que nos envergonham no Senado. De outro, o megaempresário Luciano Hang. Ele será convocado em breve pela CPI do Circo, para ser questionado e colocado contra a parede, para “confessar” que atuava no ridículo “gabinete paralelo”, inventado pela oposição, para tentar criminalizar ações do governo na guerra à pandemia. Já ficou provado por diversas vezes que o tal gabinete jamais existiu, da forma como os sete oposicionistas da decadente e imprestável CPI, quiseram impor ao país. Luciano Hang não é de levar desaforo. Em todas as vezes que foi atacado, respondeu à altura. Infelizmente, ao enfrentar gente que só mamou nas tetas do país e muito pouco fez por ele, o empresário terá que cumprir os preceitos que regem as CPIs, mesmo as absurdas, como a que está em andamento. Mas, certamente, não se calará, quando for ofendido e caluniado, como o foram já várias personalidades convocadas pelos lamentáveis membros da Comissão. Vamos esperar para ver.

PORTO FLUTUANTE É UM INÚTIL ELEFANTE BRANCO DENTRO DO RIO MADEIRA

Há longo tempo, o porto flutuante do rio Madeira, no Cai N´Água, está com defeito. Não funciona. Está ali como se fosse apenas um gigantesco objeto de decoração, mas sem qualquer utilidade prática. O local, de grande importância para carga e descarga de mercadorias, saída e chegada de passageiros dos barcos, não é utilizado há meses, embora as promessas da Marinha e do Dnit, responsáveis pelo porto, sempre estejam prometendo resolver o problema. Os usuários, sem ter solução por parte do poder público, durante todo esse período são obrigados a usar uma área particular, conhecida como Porto Levi, para poderem resolver o problema de suas cargas. Os veículos de menor porte, no porto privado, pagam 50 reais por cada vez que precisam utilizá-lo. Veículos maiores e caminhões, pagam 100 reais. Ora, se não têm como resolver o problema do porto flutuante, não seria o caso de se criar uma estrutura de apoio financeiro aos usuários, prejudicados por estar o porto público totalmente inoperante, ao menos para ajudá-los nas despesas do porto Levi, até que o local bancado pelo governo federal, seja recuperado? E se não tem cura, para que deixar aquele elefante branco jogado no rio Madeira? Quem tiver respostas, que as dê.

EXPRESSÕES COMPLEXAS: UMA FORMA PREGUIÇOSA DE DESINFORMAR

Quanto mais termos difíceis, mais importante se acha quem os utilizam. O povão, que jamais ouviu falar em algumas dessas expressões, que se dane e que vá estudar, porque o importante, mesmo quando se trata de questões envolvendo a tragédia da Covid 19, é parecer que se é doutor no assunto. Agora, apareceu o termo imunossuprimidos, para informar que portadores dessa doença, junto com os idosos acima dos 60 anos, como em alguns Estados e 70 anos, se for por decisão do Ministério da Saúde, terão prioridade na terceira dose da vacina. E o que é imunossuprimido, palavrão divulgado constantemente na mídia, e, por preguiça, não explicado para os leigos que, se quiserem aprender que pesquisem? São aquelas pessoas que tem doenças como portadores de HIV positivo; transplantados; que fez quimioterapia nos últimos 30 dias; pacientes que usam corticosteroides (remédios sintéticos produzidos em laboratório com base em hormônios produzidos pelas glândulas supra renais) por mais de 15 dias. Pronto. Está explicado. Aqui não tem preguiça para pesquisar as coisas mais complexas e “traduzi-las”, tornando-as acessíveis ao grande público.

“SAIDINHA” DOS ASSASSINOS DE PMS PARA “COMEMORAR” O DIA DO POLICIAL?

Que não se esqueça de clamar pelos direitos humanos dos assassinos, cruéis e covardes, de mais um policial militar, em Rondônia. Ele estava num restaurante, na zona leste, quando os bandidos chegaram e, ao notarem sua presença, atiraram na cabeça dele, além de roubarem sua arma. É só mais uma ocorrência, dentre tantas que tem tirado a vida de policiais e enlutado suas famílias, enquanto se continua vociferando pelos direitos dos bandidos, nunca das vítima. Os eficientes órgãos de segurança, poucas horas depois do assassinato vil, conseguiram localizar dois dos participantes do ataque. Até o fim desta sexta, certamente, todo o crime estará elucidado e seus autores atrás das grades. Não se sabe quanto tempo ficarão na cadeia, porque, por mais que um juiz queira impor a verdadeira Justiça, fazendo-os apodrecer atrás das grades, nossas leis benevolentes, que praticamente incentivam o crime, tendem a libertar esses facínoras em pouco tempo. Só falta uma lei permitindo a matadores de policiais terem direito a uma “saidinha” da cadeia, no Dia do Policial. Ora, se a assassina do pai e da mãe, Suzane Richthofen, tem esse direito de sair para “festejar” o Dia das Mães, por que outros assassinos não vão ter os mesmos direitos? É, claro, pura ironia, mas…

PERGUNTINHA

Você acha que as duas doses dos vários tipos de vacina são suficientes para imunizar o organismo contra o Coronavírus ou que é fundamental a terceira dose?

AUTOR: SERGIO PIRES –  COLUNA OPINIÃO DE PRIMEIRA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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