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OMS diz que epidemia de Ebola foi ‘subestimada’

A organização Mundial de Saúde (OMS) revelou na ultima quinta-feira, em Genebra, que a amplitude da atual epidemia de Ebola no oeste da África foi “amplamente subestimada”.

“O pessoal presente nas zonas de epidemia apresentou provas que revelam que os casos e os óbitos foram amplamente subestimados”, destaca o comunicado da OMS.

“A epidemia do vírus Ebola no oeste da África continua crescendo e já apresenta 1.975 casos, com 1.069 óbitos na Guiné, Libéria, Nigéria e Serra Leoa”.

Diante desta situação, a OMS coordena uma ampliação massiva da resposta internacional, por meio da ajuda de diversos países, das agências de controle de doenças e dos órgãos pertinentes das Nações Unidas.

“Antecipando que a epidemia vai durar um certo tempo, o plano operacional de resposta da OMS se estenderá pelos próximos meses”, assinala o comunicado.

A atual epidemia de Ebola, a mais grave desde o surgimento desta febre hemorrágica, em 1976, já matou 377 pessoas na Guiné, 355 na Libéria, 334 em Serra Leoa e três na Nigéria.

Os quatro países se encontram em estado de emergência sanitária na ultima quinta-feira para tentar frear a propagação do vírus.

Diante do avanço da febre hemorrágica, a Libéria, que recebeu doses de um soro experimental americano para tratar dois médicos, começou a fazer obras para ampliar o único centro de tratamento da capital.

“Temos de ampliar este local porque a cada dia chega mais gente”, declarou à AFP Nathaniel Dovillie, que dirige esse centro.

Além do centro de Monróvia, a Libéria só tem outro centro em Foya, na província de Lofa, uma das três regiões do país postas em quarentena.

O vice-ministro liberiano da Saúde, Tolbert Nyensuah, confirmou à AFP que o país recebeu o soro experimental americano ZMapp.

Este soro, que teve resultados positivos em dois americanos contaminados no país, mas que não conseguiu salvar um padre espanhol morto  após ser repatriado para Madri, será administrado unicamente em dois médicos liberianos.

No mesmo dia do voluntário espanhol, a OMS autorizou tratamentos experimentais desse tipo.

A Guiné foi o último a decretar, “urgência sanitária nacional” por causa do surto.

Em consequência desta urgência, implanta-se “um cordão sanitário, mantido pelos agentes de saúde e pelos serviços de segurança e de defesa em todos os pontos fronteiriços de acesso à Guiné”, ficam restritos os movimentos de pessoas e se reforçam os controles sanitários em diferentes pontos de passagem.

Também se proíbe transportar cadáveres de uma localidade para outra até o fim da epidemia e se decreta a tomada de amostras e a hospitalização sistemática em todos os casos suspeitos até contar com os resultados dos exames.

No âmbito econômico, segundo a agência classificadora de risco Moody’s, “a epidemia pode ter um efeito financeiro direto nos orçamentos do governo, por meio de um aumento dos gastos de saúde que pode ser importante”.

A Libéria, onde mais de 300 pessoas morreram, gastou US$ 12 milhões para combater o Ebola entre abril e junho, e a expectativa é de queda no crescimento econômico do país.

Segundo a Moody’s, em Serra Leoa não será possível repetir “o índice de crescimento recorde de 16% em 2013”.

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

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    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? 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Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. 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