Em Linhas Gerais

O PMDB de Confúcio Moura certamente dormiu preocupado na noite de domingo com os resultados das urnas- por Gessi Taborda

CAMINHO DOS VOTOS

PMDB22O PMDB de Confúcio Moura certamente dormiu preocupado na noite de domingo com os resultados que emergiram das urnas. A anunciada pesquisa do IBOPE, dando uma margem segura ao governador sobre o seu principal oponente, Expedito Júnior, não se confirmou.

Certamente ainda nesse momento uma pergunta martela na cabeça dos coordenadores da campanha chapa-branca: para onde vão os votos de Jaqueline Cassol, Padre Ton e (vamos lá) e do PSOL? Os votos dados a Jaqueline, independente de acordo político, prenuncia-se a favor do candidato tucano, por conta do perfil desse eleitorado.

OS VOTOS DO PT

PTTOs votos dados ao candidato do PT – que se mostrou completamente incompatível com Confúcio – podem ir para um ou outro, certamente sendo mais fácil de ser ofertado ao candidato que se mostrar mais competitivo.

A eleição desse segundo turno também deve ser bastante apertada. Terá mais chance aquele candidato que souber falar melhor ao coração do eleitorado de Porto Velho.

Quem quiser vencer tem de imediato, de melhorar sua comunicação. No primeiro turno a comunicação do candidato que disputa a reeleição sempre foi errática e descasada das verdadeiras aspirações do eleitorado rondoniense, sobretudo o de Porto Velho.

TRES SEMANAS

eleiçõeseeOs eleitores rondonienses terão mais três semanas para optar entre a continuidade e a alternância, na República e no estado, entre aqueles que efetivamente têm projetos para a população e não apenas para a conquista do poder.

Para que a disputa polarizada seja mesmo outra eleição, como gostam de dizer os próprios políticos, é essencial que os pretendentes aos cargos mais importantes da República e do estado, envolvam-se num debate construtivo, aprofundem suas propostas e ofereçam à população soluções claras para os problemas do Brasil e de Rondônia.

PRECISAMOS CRESCER

eleiçõeseeTomara que os escolhidos na votação de domingo deixem em segundo plano os ataques pessoais e a estratégia da desconstrução para se concentrarem mais em questões da vida real, a começar pelas novas ameaças de turbulência na economia. Rondônia precisa buscar a estabilidade, precisa crescer, precisa manter e aumentar o nível de emprego. E as pessoas querem saber o que os candidatos farão efetivamente para garantir o crescimento econômico.

REMÉDIOS AMARGOS

BandeiraA gestão rondoniense, levada a efeito no aumento da dívida pública, deixa o estado numa situação que nada tem de tranquila.

Ninguém ignora que o estado precisará de remédios amargos para sair da estagnação. Então, nesta disputa de segundo turno, os candidatos não poderão mais olhar apenas para o passado. Os candidatos têm o dever de explicitar os meios e recursos que pretendem utilizar para alcançar seus propósitos.

Chegou a hora de enfrentar o presente e projetar o futuro sem subterfúgios. E este desafio se torna maior ainda com as mudanças na composição do parlamento, cujo apoio terá que ser conquistado ou reconquistado pelo futuro governante.

ESTADO REAL

DEBATEO debate entre os candidatos nesse segundo turno tem de estar focado no estado real e não numa Rondônia baseada no mito do Eldorado ou de Shangrilá. O candidato que quiser contar com a preferência e o apoio da maioria dos brasileiros já deve começar a governar agora, apresentando propostas convincentes e factíveis para melhorar o país _ e não apenas para conquistar o poder.

SOBERANIA POPULAR

IBOPE (1)2É natural existir muita gente não satisfeita com o resultado ditado pelas urnas. Eu mesmo ainda identifico pequenos deslizes que, entre outras coisas, garantiu a vitória de um ou outro personagem folclórico para compor o legislativo. No geral o resultado as urnas registrou um avanço na qualidade dos votos rondonienses.

Mesmo contrariando algumas das expectativas desse escriba, em qualquer situação o povo é soberano. A determinação de segundo turno no estado reflete bem a preocupação daqueles que verdadeiramente amam Rondônia. O resultado da pesquisa do Ibope foi um fiasco. Desacreditou ainda mais esse instituto em nosso estado. Expedito com o resultado das urnas mostrou uma musculatura política de quem pode até ser o vencedor da batalha final, afinal ele enfrentou a máquina estadual, alinhada com as máquinas das principais prefeituras do estado. A batalha continua e deve ficar mais renhida até o final dessa semana.

UNIÃO DE FORÇAS

CONFUCIOHá toda possibilidade de união das forças que reprovam o governo do peemedebista Confúcio Moura. A rejeição de Confúcio sempre foi seu grande problema. Ele conseguiu baixar um pouco essa rejeição ao inaugurar (em plena campanha eleitoral) obras iniciadas em outro governo, como foi o caso do Palácio das Artes, onde a gestão do governo atual não chegou a ser responsável nem por um terço da obra.

Tudo indica que setores populares não entenderam isso e acabaram votando no candidato da reeleição. Aliado a isso, forças do estado também se uniram contra as candidaturas populares, inclusive a do Expedito.

Mas agora pode acontecer que os setores populares que votaram em outros candidatos de Oposição que acabaram derrotados no primeiro turno possam votar unidos na melhor proposta de inclusão social e de desenvolvimento econômico para o Estado de Rondônia.

FIGURAS CARIMBADAS

ZequinhaA faxina ainda não foi 100 por cento. Mas certamente a derrota eleitoral de personagens manjados como o tal Zequinha Araujo (também conhecido como cuequeiro), como a caricata Ana da 8 (dessa vez deu com os burros n’água), e várias outras figurinhas carimbadas com a participação em esquemas de corrupção mostrou que a massa eleitoral está cada vez mais exigente com o perfil do político. Ainda há questionamentos: por que candidatos umbilicalmente ligados (até familiarmente) a corruptos conseguiram renovar o mandato? Certamente ainda somos tolerantes com algum tipo de corrupção.

FEUDALISMO

Ivo21O que quebrou a liderança de Ivo Cassol, impondo-lhe uma derrota eleitoral como ninguém esperava, foi o resultado do próprio estilo do (ainda) senador, de querer sempre ser o sujeito que corta o baralho e dá as cartas. Essa tendência ao feudalismo político levou sua família a uma situação que poderá ser uma barreira quase instransponível para voltar à ribalta da política.

Da família sobra ainda só o Cesar Cassol, prefeito de Rolim, para tentar se manter na vida pública rondoniense. O próprio Cesar é um sobrevivente do feudalismo criado por seu irmão. Por não comungar das ideias de Ivo ficou sem espaço nas últimas disputas. Foi obrigado a se contentar com a prefeitura de Rolim e nada mais.

ALI-BABÁ

robertoA baixíssima votação do ex-prefeito de Porto Velho, derrubando as previsões de que ele estaria entre os mais votados na disputa para a Câmara dos Deputados é, antes de tudo, um alerta para aqueles políticos que pretendem usar o cargo público para o enriquecimento rápido e para garantir benesses aos seus grupinhos. Porto Velho não se deixou levar pela lábia e pelo slogan inventado para o personagem (Quem trabalha de tem de voltar!) que, como se viu, teve uma votação pífia, uma verdadeira condenação ao Bob Ali-Babá. Trabalho é fundamental. Não quando é feito com o objetivo de desviar e promover o enriquecimento ilícito de meia dúzia de puxa-sacos.

Em Linhas Gerais

Por – Gessi Taborda – [email protected]

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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