Resenha Politica

O dilema da bancada do PSL; Fofocas na prefeitura da capital; Mortes e grilagem de terras em Rondônia – Por Róbson Oliveira

BIPOLAR – A bancada do PSL – partido da família Bolsonaro – passa por dois dilemas difíceis de resolver: o primeiro na Câmara Federal – é contra a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar eventuais malfeitos processuais da Operação Lava Jato decorrentes dos vazamentos feitos pelo site The Intercept. O segundo, no Senado Federal em que luta para instalar uma CPI denominada da toga que tem como alvo ministros do STF. Em ambos os casos os irmãos Flávio e Carlos Bolsonaro assumem posições contrárias, o que revela a bipolaridade deste governo. As CPIs também têm provocado debates calorosos entre os bobos da corte – os partidários do “Bolsonarismo”- e os seus desafetos (xiitas do petismo).

CPI – Independente das razões pelas quais são abertas as Comissões Parlamentares de Inquéritos, uma das funções do parlamentar é exercer a fiscalização das ações políticas dos outros poderes. Há uma gritaria histérica contra quem assina a abertura dessas comissões sob todo tipo de alegação, o que é uma estupidez, visto que os instrumentos de investigação são estabelecidos regimentalmente e a conclusão do relatório, após ser debatido e votado, é encaminhado ao crivo do Poder Judiciário que, em última análise, decide sobre as supostas ilegalidades que porventura emergem com a CPI. Qual o motivo, então, das reações contrárias às CPIs? Diz o adágio: quem não deve não teme…

FATO – Para ser proposta uma CPI, o proponente tem que mostrar um fato concreto com evidências de supostas ilicitudes e as assinaturas dos pares regimentalmente estabelecidas. O que não é tolerável é abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito como forma de chantagem. Aliás, o que não é novidade no histórico do parlamento brasileiro. Apesar de lamentável.

COSCUVILHEIRO – O atual prefeito da capital anda assoberbado com os problemas diários do município e com os administrativos e, ao que parece, ainda não percebeu que boa parte deles nasce de fofocas produzidas por pessoas próximas ao seu gabinete. O coscuvilheiro é uma pessoa desocupada que vive de espalhar sua caruara feito bicheira de boi velho e tem um no paço municipal que anda mugindo solto no pasto. Uma questão de tempo para ser levado ao abate. Voltaremos ao tema.

NACIONALIZAÇÃO – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em razão do processo de ebulição existente no campo, em particular aqui, pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que os casos de assassinatos e torturas envolvendo líderes comunitários de Rondônia sejam federalizados. A solicitação, em caráter de urgência, foi feita na última semana.

 MORTES – Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), a federalização é necessária por causa da dificuldade em obter informações atualizadas dos inquéritos estaduais envolvendo conflitos agrários, embora as autoridades de Rondônia digam que os percentuais investigados de homicídios sejam os maiores do país. Desde 2012 a PGR analisa as mortes de líderes comunitários que denunciaram a grilagem de terras e exploração ilegal de madeira em Rondônia. Neste período, a PGR concluiu que há “uma incapacidade” do estado em responsabilizar os mandantes dos assassinatos. O que é verdade.

 OPERAÇÃO – Nesta terça-feira (17), em vários municípios de Rondônia, foi deflagrada uma operação com a Polícia Federal, além de outros órgãos, que identificou uma suposta organização de grileiros em terras indígenas. A coluna apurou que é uma investigação longa e muito bem feita e que tem um condão repressivo, mas também pedagógico ao impor ordem no setor ambiental que ultimamente havia sido desprezado pelos agentes políticos. Como diria um xerife: law and order.

AGRÁRIO – Não é apenas a questão ambiental que tem causado desgastes à imagem do país no estrangeiro. Os conflitos agrários entraram na pauta negativa, o que tende a causar mais problemas comerciais aos nossos produtos agrícolas de exportação. Há uma tensão no campo que pode explodir a qualquer momento desde que produtores entenderam de forma equivocada discursos e agentes políticos começaram a criminalizar os movimentos pela terra.

DEBATE – Coube ao presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Laerte Gomes (PSDB), atendendo a um pleito do deputado federal Lúcio Mosquini (MDB), promover um grande e proveitoso debate sobre a questão agrária, segunda passada (16), envolvendo as principais autoridades. Infelizmente, o discurso do governador não fez nenhuma observação aos conflitos, mas tão somente à regularização da terra. O título da terra é uma reivindicação social e econômica e todos são favoráveis, o que não é razoável é escamotear a violência no campo. De nada adiantará titular o lote e não pacificar o campo.

IMPASSE – O impasse observado na audiência pública sobre a regularização fundiária das terras da União é que quem pode fazê-la (Incra) não tem do governo federal as verbas necessárias. Quem tem verbas (Estado e Assembleia) não pode fazê-la, já que a competência constitucional é da União. A solução para o imbróglio vem sendo discutida há décadas em horas e horas de reuniões e audiências. Do ponto de vista legal, é quase impossível transferir um patrimônio da União para o particular. Tem critérios rigorosos e a terra tem que ser paga. A Constituição não autoriza distribuir patrimônio público.

COLONIZAÇÃO – Colonos antigos reivindicam o direito por terem atendido ao chamado na época do “Integrar para não entregar” e grandes grileiros vão na carona. E nesse intervalo muitas transações imobiliárias precárias já foram feitas, ou seja, sem o título mesmo. Uns defendem que a União transfira para o Estado o poder de regularizar. Outros que se façam parcerias.  De todo modo, é bem temeroso deixar no âmbito paroquial o poder de dar o título da terra. O simples ato da entrega já vem sempre carreado de interesses eleitoreiros.

COMPETÊNCIA – Cabe à autarquia federal Incra a função de emitir o título das terras da União. Mudar isso é um processo tão ou mais complicado que a própria regularização. O órgão tem todo o aparato legal e o know-how para fazer esse mister, mas o governo federal tratou de desidratá-lo. Não envia recursos financeiros, cancelou contratos terceirizados e não substitui os servidores que se aposentam.

SOLUÇÃO – O mais sensato, pelo desenrolar do evento, caso o governo Bolsonaro não destine recursos para o órgão, será mesmo que o estado, com o apoio da Assembleia, concretize termos de cooperação para viabilizar todas as etapas técnicas – vistorias, geoprocessamento etc. – até a feitura do título. Serão cerca de 35 mil títulos a um custo de R$ 50 milhões, estimados.

REGISTRO – Embora atrasado, registramos com pesar também a subida ao plano superior do ex-senador Odacir Soares. Há personagens em nossa história política que não expressam (ou expressavam) os nossos pensamentos, e Odacir Soares é um exemplo, mas tiveram um papel importante no crescimento de Rondônia e deixaram com seus atos um legado histórico. A experiência e a inteligência do ex-senador farão falta ao estado. Sempre que nos encontrávamos informalmente trocávamos algumas boas palavras humoradas. Fica nosso singelo registro.

TÍTULO – No próximo dia 25, no plenário da Assembleia Legislativa, o desembargador Renato Mimessi receberá o título de cidadão honorário de Rondônia. O título foi uma iniciativa do deputado estadual Laerte Gomes.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  JORNALISTA   – COLUNA RESENHA POLITICA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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