Política e Economia

O amor e o dinheiro – Capítulo 1, por Alberto Dinys

Sentiu uma vontade de abrir os braços e abraçar a irmã por um longo tempo.

– Que bom que você chegou de Paris – disse ela enquanto sorria, sentindo o doce perfume de Bianca. – Saudades, querida! De verdade. Todos os dias eu olhava as nossas fotos no álbum. Mas fico feliz por ter conseguido estudar lá. Um dos sonhos realizados. Excelente!

– Paola, eu comprei um presente muito lindo. Você vai gostar – disse Bianca, alegre.

– Mostra – pediu Paola, curiosa.

– Depois do jantar vou te dar um presente. Depois vou te apresentar uma pessoa bem legal.

– La vem você querendo arrumar namorado pra mim – comentou Paola.

– E por que não posso querer te ver feliz? – questionou Bianca. – Aproveita. Vai amar o presente. E vai gostar logo de cara do fotógrafo.

– Ele é fotógrafo? – perguntou Paola, surpresa.

– Sim. Um excelente fotógrafo. Sério. Começa como amizade. Depois vem o amor. Poderoso sentimento que nos inspira, querida.

Paola e Bianca sorriram, divertindo-se com a conversa.

O amor e o dinheiro

Capítulo 1

Pronunciou sensualmente o nome Sylvia para o rapaz que estava fotografando na galeria. Usava o seu poder de persuasão.

Então, Paola sorriu meio sem graça olhando para o rapaz que estava fotografando os quadros da galeria. Usava um vestido belíssimo, com umas rendas e um pano diferente, repleto de detalhes femininos e requintados. Os cabelos castanhos, cacheados, realçavam a sua beleza natural. Tinha um jeito agradável de falar e os seus gestos finos e discretos revelavam a excelente educação que tivera. Amava os pais, as pessoas, os animais. As possibilidades da vida. Mas sabia também que nem todas as pessoas buscavam exercer o amor, o altruísmo. Não. Ao contrário. Escolhiam entregar-se ao egoísmo e a ambição exacerbada (cultivando hábitos nocivos e tendo atitudes reprováveis).

– E logo após o jantar, ela saiu junto com um grupo de figuras ilustres da literatura – disse Sylvia enquanto ajeitava o seu colar de pérolas. – O resto eu não sei. Mas posso imaginar. Afinal, a minha imaginação é muito fértil e por diversas vezes maliciosa quando preciso me concentrar em certa situação. Dizem que é preciso ter provas para argumentar com autoridade e segurança. Mas basta observar os gestos, olhares, pequenas pistas fragmentadas em frases, raciocinar com cautela e já descobrimos muitas coisas.

– Muitos chamam isso de intuição feminina – argumentou Lisandra em um tom sereno. – Outros partem para explicações espirituais e alguns são mais céticos a respeito do assunto. Você é inteligente, perspicaz, madura. É difícil alguém querer te enganar assim, sem uma estrutura argumentativa absolutamente genial. É o meu ponto de vista.

– Sim, sim. É um ponto de vista que deve ser respeitado. Certo? Nós vivemos em uma sociedade democrática, Lisandra. Pelo menos na teoria.

– A teoria e a prática se diferem em certos picos e em muitos casos, totalmente, dona Sylvia – disse Lisandra.

– Sem o dona por hoje. Por favor! Assim me sinto mais velha do que sou.

– Desculpa! Eu… procuro me dirigir à senhora com profissionalismo e respeito.

– O respeito precede a elegância. Li isso em um livro tão interessante. A versão original está até em francês. A etiqueta te livra de várias saias justas. E nós mulheres devemos estar cientes das boas maneiras. Os homens alegam que não reparam. Mas no fundo eles percebem quando nos assemelhados mais aos atos grotescos e nada suaves, dignos de admiração.

– Verdade. Sábias palavras. Eu até me emocionei. Sério. Sei que parece bobo dizer isso. Mas… muitas mulheres se inspiram na forma como a senhora se põe na sociedade. Na verdade, na forma como a senhora é. Elegante, fina, milionária, poderosa. Não depende de homem para ter o que deseja. Isso é extremamente louvável. Desculpa ser tão invasiva nos elogios. Só que eu… eu precisava me expressar.

Por um breve instante, a empresária sentiu vontade de chorar (era uma mescla de emoções). Porém, conteve o lado mais emocional e deu apenas um leve sorriso na direção de Lisandra, que demonstrava eficiência e uma submissão esperada dos que trabalham para grandes personalidades no mundo dos negócios nacionais e internacionais.

– Agradeço pelas palavras. Reconheço que você possui uma notória capacidade para se relacionar no mundo business. E essa flexibilidade e disponibilidade para evoluir vão te impulsionar demais na carreira que você escolheu seguir. Agora… como eu não sou uma dama de muito sentimentalismo, peço que se retire. Por favor! Tenho assuntos importantíssimos para resolver. E… ah! Não se esqueça de telefonar para o meu estilista americano e passar as informações que escrevi naquele papel que a Jennifer deixou na sua mesa hoje pela manhã. Também avise para o Sebastián que desejo o meu café às quatro e meia da tarde. Sem antecedência. Nem atraso. Muita breguice atrasar! Ele também não deve esquecer de trazer os meus biscoitos de chocolate. Biscoitos recheados. Claro! Amo biscoitos recheados. E bom… para finalizar, necessito de paz para tomar as melhores decisões possíveis. A partir de agora não vou marcar, nem fazer reunião com ninguém. Nem atender telefonemas.

– Sim, senhora. Eu entendi as recomendações. Com licença!

Com discrição e passos calculados, Lisandra se retirou da sala de Sylvia e foi direto para a copa. Lá estavam Alice e Evelyn preparando o café, no meio de muita fofoca, quando a outra chegou aos pulos, feito uma louca, abraçando as duas amigas.

– Para com isso, doida! – exclamou a mais jovem do grupo. – Parece que nunca viu homem bonito na vida. No corredor a gente encontra vários passando. Conta aí qual é o nome do boy. Fala, garota.

– Eu acho que ela vai preferir ficar quietinha com medo da bonitona aqui – provocou Evelyn, a mais brincalhona do grupo – Esses coroas se amarram numa mulher como eu. Cria da favela mesmo. Com orgulho. Eles querem me pedir até em casamento. Eu confio na minha beleza, gata.

De repente, Lisandra caiu numa gargalhada estridente, que até Alice e Evelyn estranharam.

– Pronto. Ficou maluca, Brasil – disse Alice pasma com a atitude espalhafatosa da amiga. – Agora mais essa.

– Acham que sou louca? – questionou Lisandra com escárnio no olhar e uma petulância implícita, não detectável para os mais neófitos na leitura do corpo humano.

– Estou começando a achar – respondeu Evelyn colocando as mãos na cintura. – Parece até que foi pedida em casamento por um milionário.

– Melhor do que isso, safadas – bravou Lisandra com um sorriso ambicioso.

– E ainda xingando nós duas – disse Alice.

– Conta logo – pediu Evelyn curiosa e meio impaciente. – O café da patroa não pode atrasar.

– É justamente dela que vim falar – disse Lisandra, alegre e orgulhosa. – Ela me reconheceu, me elogiou e tudo, meninas.

– Como assim? Elogiou mesmo? Tipo… reconhecendo o seu trabalho?

– Sim, Alice. É… tão gratificante e emocionante. Vocês nem podem compreender o que está acontecendo dentro de mim.

– Nem queremos, Lisandra – disse Evelyn com certo temor. – Ela é a que manda na empresa. Assim como ela te elogia, ela pode destruir a imagem que você vem construindo ao longo desses anos todos. Eu posso até trabalhar na copa, mas eu não sou burra. Ela não vai querer te ajudar da maneira como você espera.

– E por que não? – perguntou Lisandra não gostando das palavras da amiga.

– Porque ela é arrogante e má – respondeu Evelyn. – É só reparar nela um pouquinho. Ela nem olha direito para as pessoas.

– Os subalternos, Evelyn.

– Sim. Os subalternos. Os mesmos que contribuem para a empresa funcionar bem. Porque ela não sabe fazer um café gostoso. Duvido que saiba. Ela nunca deve ter feito uma faxina. Ela é madame, Lisandra. Acorda! Ela te vê como mais uma. Ela não valoriza quem não tem os milhões na conta. Eu sou sincera. Ela é assim.

– Não. Não, não e não. Não. Gente, eu sei como é difícil explicar certas coisas na vida, mas eu realmente ganhei um elogio sincero da dona Sylvia. Na verdade, Sylvia. Só Sylvia. Ela não gosta muito de ser chamada de senhora quando estamos conversando.

– Conversando? Humm! Já estão tão íntimas assim? – perguntou Evelyn com ciúmes, levando as sobrancelhas bem desenhadas.

– Ainda não. Mas…

– Mas…? Diz aí.

– Com o tempo vou conseguir me tornar a melhor amiga dela, queridas.

– E qual a finalidade? – questionou Alice enquanto pegava as xícaras e os pires que estavam guardados no armário. – Naquele dia você até que me disse o porquê de querer virar a melhor amiga da dona Sylvia, mas eu já nem lembro da explicação que você me deu.

– Vontade de crescer. E não apenas crescer didaticamente – argumentou Lisandra usando um tom mais elegante. – Ao lado dela, pareço mais poderosa e acabo me aproximando de pessoas influentes. Isso é muito importante para mim.

– Certo. Na verdade, para ser bem sincera com você, eu não acho que seja uma boa escolha idealizar essa amizade – disse Alice com uma expressão de seriedade.

– E por que não? – perguntou Lisandra, o olhar altivo.

– Porque até a maneira como você fala agora já é outra – argumentou Alice. – Antes… lembra? Era tudo diferente. Tudo mais simples.

– Simples. Essa palavra parece tão…

– Estranha – completou Alice. – Estranha e feia. E sabe o porquê de você estranhar essa palavra no atual momento. Vou te responder. Ela não existe no dicionário de pessoas como a dona Sylvia. Infelizmente. Ela tem um charme. Sim. Eu sei que sim. Mas… depois que você convive com alguém arrogante e perigoso, a admiração acaba. Fica a decepção.

– E o dinheiro.

– Claro, Lisandra! O dinheiro. Ele te atrai muito. Eu sei.

– As pessoas precisam de dinheiro. O mundo é capitalista. Entende?

– Entendo. Pode ficar tranquila. Eu entendo o seu pensamento. Um pensamento muito, muito ambicioso e arriscado.

Sylvia respirou fundo. Procurou não ser áspera, mas foi difícil controlar a sua indignação. Disse sem pudor:

– Eu sei como é complicado querer se arrumar e precisar da ajuda dos outros pra comprar isso ou aquilo. Nada fácil, meninas. E no final… ser mal interpretada por homens e mulheres. Pela sociedade. As exigências estéticas, profissionais, intelectuais. Ficar sem dinheiro é péssimo, péssimo, péssimo…

Os olhos já estavam marejados. Continuou:

– Quando falta dinheiro e não há muitas opções pra sair dessa situação, fazemos loucuras. Loucuras, querida. Infelizmente. Poucos aparecem pra ajudar. E em muitos casos é preciso dar um jeito sem o apoio de ninguém. É. Seguir em frente mesmo que as pessoas virem o rosto. Lutar, querer sair do sufoco. Vencer.

– Eu conheço a sua trajetória. E é justamente por isso que eu, na minha sincera opinião, te digo que não é inteligente investir nessa amizade – disse Alice. – Você já é adulta. Já sabe o que faz.

– Sim. Somos adultas. Sabemos o que fazemos. O que dizemos. O que escolhemos. E eu escolho ser uma profissional eficiente, ligada no que há de mais moderno. É preciso evoluir, querida.

– Com certeza! – afirmou Alice.

Com elegância e um ar altivo, Sylvia pegou uma maça e deu uma mordida violenta. Encarou Evelyn e Alice. Comentou:

– Eu não posso aceitar tudo o que me dizem. Assim não vale, queridas.

Deu um sorriso cínico e se retirou da copa exalando superioridade. Mais tarde, após sair da empresa, Lisandra foi encontrar Fábio, conhecido como o arquiteto dos famosos (atualmente passava por uma crises financeiras e a cada dia fumava com mais frequência). Os dois tinham várias coisas em comum. Inclusive a ambição. Se cumprimentaram (ela como de costume, seduzindo discretamente). Se acomodaram à mesa (a lanchonete, local do encontro, era nova naquele bairro nobre).

– Gostei do ambiente, Lisandra – disse Fábio. – Excelente gosto. Até me lembro da última viagem que fiz. Europa, Europa, Europa. Saudades!

– Nem me fale. O meu sonho é conhecer a Europa – comentou Lisandra com uma voz meiga e perigosa.

Fábio segurou na mão dela. Perguntou:

– Vai comigo?

– Eu não sei – respondeu Lisandra, buscando se fingir de difícil.

– A minha mulher sabe que eu sou homem e tenho a liberdade como uma grande aliada. Entende? Sem medo. Por favor!

– Mas…

– Relaxa, bonita – pediu o arquiteto com esperteza e outras intenções. – Se permita viver o inimaginável.

– Não faz isso, Fábio. Eu não posso me envolver assim.

– Pode sim. Deixa o moralismo de lado. Somos apenas humanos. Não se cobre tanto. Nunca vamos atingir a perfeição. Viva. Me beija, se quiser também.

– Não, não, não…

– Poxa! Pensei que você queria algo a mais.

– Sim. Eu quero.

– Então? – indagou Fábio.

– Aqui nós vamos conversar – disse Lisandra.

– Só conversar? Certo. E depois? Um motelzinho bacana? Não vai se fingir de ofendida.

– Eu me sinto um pouco – argumentou Lisandra com seriedade.

– Sem teatro – disse o arquiteto meio desconfiado. – Vamos falar apenas verdades. Você quer grana e e eu sexo.

– Não.

– Melhor ainda. Porque é pelo prazer. Sabe? Eu não trabalho mais como antes. Na verdade, a situação mudou bastante. Falta de dinheiro. Logo eu que era um dos arquitetos mais badalados do país. Agora tudo ficou diferente.

– Diferente como? – perguntou Lisandra, o olhar vivo, decepcionada com o que estava supondo.

• Para comprar a continuação do Capítulo 1, mandar mensagem para (69) 99367-8443

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FONTE: FOLHA RONDONIENSE –  AUTOR SILVIO PERSIVO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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