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Nova rodoviária: Edital já saiu e prédio com quase nove mil metros de área construída fica pronto em 2023

Não é só a previsão do início das obras do Heuro, o hospital de urgência e emergência da Capital, que o porto velhense tem a comemorar, depois de quase 30 anos de espera. Outra obra, de grande importância para a cara da cidade, para sua infraestrutura, para receber quem chega e dar um até breve decente para quem sai, começa também a se tornar realidade. Durante pelo menos duas décadas e meia, Porto Velho convive com uma rodoviária minúscula, antiquada, cercada de sujeira, de viciados e de problemas. A cidade explodiu em crescimento no seu entorno, mas ela foi ficando, em pleno centro da cidade, quase como um tumor, assustadoramente maligno, envergonhando aos que por ali precisam circular e, pior, que dela precisam fazer uso. As promessas sem fim e os remendos foram se sucedendo, sem que a pústula fosse extirpada. Agora, finalmente, vamos ganhar um prédio decente, com uma área construída de quase nove mil metros, com uma bela estrutura, com cara de uma verdadeira Rodoviária de uma Capital. Embora ela vá ser construída no mesmo lugar da atual, enquanto o bom senso de olhos voltados para o futuro indicasse que a obra deveria ser implantada em outra área, perto da BR 364 e fora do centro, a essas alturas do campeonato há que se comemorar, mesmo assim. O primeiro e longo processo burocrático, feito de emaranhados e pudores políticos, quando Governo do Estado e Prefeitura jamais falaram a mesma linguagem, sobre a obra, ela, enfim, vai sair do papel.

E por que sairá? Primeiro, porque a briga de beleza entre os políticos acabou e, com olhos voltados à coletividade, o governo cedeu os direitos do local ao município. Isso poderia ter sido feito há décadas, mas só o foi agora, num acordo assinado pelo governador Marcos Rocha e o prefeito Hildon Chaves. Depois, porque 22 milhões de reais, necessários à construção (talvez sejam necessários até mais 8 milhões, para atender todos os aspectos do projeto), já estão disponíveis, graças à emendas parlamentares da competente deputada federal Mariana Carvalho. E, por fim, porque o projeto é bem feito, viável e a licitação para as obras já foi lançada. Falta agora apenas determinar a data do início da construção e se saber como a rodoviária velha funcionará, enquanto a nova estiver sendo erguida. Enfim, teremos um prédio decente, com 13 plataformas de embarque e desembarque; 26 boxes para empresas e agências; Praça de Alimentação decente; um bom restaurante e outros locais para o público. O prefeito Hildon Chaves quer entregar a obra, prontinha, em 2023. Depois de tanto tempo de espera, mais um ano e meio ou dois são quase nada. Esperemos que nada atrase e que nossa nova Rodoviária se torne, enfim, realidade. 

BOLSONARO ESCOLHE MINEIRO COMO SEU LÍDER, PORQUE MARCOS ROGÉRIO VAI MESMO DISPUTAR O GOVERNO DE RONDÔNIA

Por que o presidente Jair Bolsonaro escolheu como novo líder do governo no Senado um político que estava na suplência e que só agora tomará posse e não seu fiel escudeiro Marcos Rogério, de Rondônia, até agora o nome mais cotado? A explicação se torna simples, para quem acompanha os meandros da política. Bolsonaro estava à procura de um nome que não fosse candidato em outubro, porque senão, em poucos meses, o nome que ele optaria, estariam em campanha e, claro, deixaria em segundo plano as questões da liderança no Congresso. Escolheu então Alexandre Silveira, do PSD de Minas Gerais, suplente de Antônio Anastasia, que deixa sua cadeira por ter sido indicado a uma vaga do Tribunal de Contas da União. Marcos Rogério, aliás, foi cotado para esta vaga também, mas outra vez não indicado. O motivo disso tudo parece bem simples: o projeto de Marcos Rogério é ser candidato ao Governo de Rondônia. Quer fazê-lo com apoio do Presidente e de aliados do governo. Bolsonaro já avisou que no primeiro turno não tomará partido, quando houver disputa de aliados. Portanto, aqui no Estado, ele, a princípio, não apoiaria publicamente nem Marcos Rocha, o atual governador, parceiro político de primeira hora e amigo pessoal, que vai a reeleição e nem Marcos Rogério, um dos seus principais aliados no Congresso. Ao não ser indicado para cargos importantes, o senador de Ji-Paraná deixa claro que seu Plano A é mesmo a disputa pelo Palácio Rio Madeira/CPA.

ROCHA, UMA REELEIÇÃO VIÁVEL E COM MEMBROS DA EQUIPE SE PREPARANDO PARA ENFRENTAR AS URNAS

Enquanto os nomes mais cotados na disputa ao Governo ainda não a confirmaram, o governador Marcos Rocha continua trabalhando duro, buscando tornar cada vez mais viável suas chances de reeleição. Uma série de projetos em andamento, em todas as regiões do Estado; obras de recuperação de rodovias e pontes, Rondônia afora; a previsão de investimentos do Estado nas cidades de mais de 1 bilhão de reais este ano, num governo que não teve um só escândalo comprado, em três anos, são apenas algumas das credenciais que serão apresentadas ao eleitorado, a partir da campanha deste ano. Além disso, embora não fale em nomes, o Governador confirma que integrantes do seu primeiro time, além de secretários adjuntos e diretores, poderão deixar seus cargos para a disputa de outubro, para cargos legislativos.  A única candidatura confirmada até agora é a do secretário de Agricultura, Evandro Padovani, que já disputou uma vaga à Câmara e atualmente é primeiro suplente na bancada federal. Nomes como o titular do DER, Elias Rezende e do secretário da saúde, Fernando Máximo, têm sido constantemente citados como possíveis candidatos à Câmara Federal, assim como o do chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves. Afora Padovani, nenhum deles confirma. Em abril, quando as convenções forem realizadas e os nomes confirmados, Rocha terá que fazer uma reforma administrativa para substituir os eventuais candidatos.   

CASSOL PRONTO PARA A CAMPANHA. CONFÚCIO MOURA E LÉO MORAES AINDA NÃO SE DEFINIRAM

Outros dois nomes com chances reais de chegar ao poder, dois ex-governadores que deixaram suas marcas em dois mandatos seguidos, também estão no rol dos que caminham para tentarem voltar ao poder neste ano. Um já está decidido. O outro ainda está analisando o quadro e a situação política, antes de se definir. Ivo Casso aguarda apenas sinal verde do STF. Todos os indícios são de que casos como os dele, que são dezenas Brasil afora, receberão o OK legal para entrarem na disputa em 2022. Os advogados do ex-senador e ex-governador andam distribuindo um otimismo muito grande, considerando a tendência do tribunal superior e os dois votos já garantidos, para que Cassol esteja apto à disputa. A decisão começa – e pode terminar – no próximo dia 3 de fevereiro, exatamente daqui a onze dias. Caso possa concorrer, no dia seguinte, 4 de fevereiro, Cassol já colocará o pé na estrada. Já Confúcio Moura, licenciado do Senado, percorreu Rondônia praticamente de ponta a ponta, para sentir o eleitorado. No geral, ficou bastante satisfeito, mas, como é do seu jeito, só anunciará sua decisão na 25ª hora. Se a eleição fosse hoje, é pouco provável que ele topasse concorrer. Mas até o final de abril, tudo pode mudar. Ou seja, há chances reais de termos ao menos quatro candidatos de ponta, para esta eleição ao Governo. Se Léo Moraes decidir entrar na briga, serão cinco.

CRISE MORAL: FUNDO PARTIDÁRIO, SUPERSALÁRIOS, PRIVILÉGIOS SEM FIM E O POVO POBRE PAGANDO TUDO

Há uma crise moral no Brasil que, parece, nunca ter fim. Muitos daqueles que elegemos para nos representar, tomam o mandato que é nosso, dado a eles pelo eleitor, para tornarem a vida deles (não da população, não do país), a mais opulenta e cheia de dinheiro possível. Como o temor de derrota nas urnas parece que não existe entre esse grupo majoritário de políticos, já que os que não vivem para seus próprios umbigos são minoria, os autobenefícios, a grana jorrando nos bolsos, as benesses, parecem não ter fim. Só entre a classe política? Infelizmente não. Em outros poderes, entre os não eleitos, os abusos também são constantes, desde supersalários até a exagerados privilégios. No Congresso, a vergonhosa aprovação do Fundo Partidário de 5 bilhões e 700 milhões é mais um soco no estômago dos pobres e famintos brasileiros. Em alguns órgãos, há concursados e altas autoridades que recebem 100 mil, 200 mil, 250 mil reais num mês, tudo explicado dentro de interpretações legais que eles mesmo fazem. Se alguém contestar, é fácil publicar alguns contra cheques, como prova, porque tudo está nos programas oficiais de transparêmncia. Em parlamentos de todos os níveis e Brasil afora, essa situação também persiste. Na Câmara Municipal de Cuiabá, apenas como um exemplo entre outras centenas, todos os vereadores têm um carro popular a sua disposição, mas, agora, edis vão receber, além de tudo que já ganham, mais 5 mil reais por mês como auxílio/transporte. Enquanto isso, a população vive de crise em crise, sendo achacada para pagar impostos e taxas sem fim, para manter toda essa mordomia e essa obesidade mórbida dos nossos poderes. Lamentável!

PANDEMIA AUMENTA DE FORMA ASSUSTADORA, MAS VOLTA ÀS AULAS ESTÁ MANTIDA. AO MENOS ATÉ AGORA

Seis mil novos casos de pessoas contaminadas pelo Coronavírus em Rondônia, em menos de uma semana, claro que é um número de assustar. Mais ainda 73 mortes em pouco mais de três semanas. E, ainda por cima, o risco do alto contágio da cepa Ômicron, que já chegou ao Estado, embora, até agora tenha se mostrado menos agressiva e sem registrar sequer um óbito. Contudo, a volta da doença, o grande número de contaminados todos os dias; os leitos hospitalares cada vez recebendo mais doentes e as UTIs, caminhando para a lotação, certamente estão preocupando as autoridades rondonienses. Na área da educação, certamente. As aulas, tanto estaduais quanto a municipal de Porto Velho estão programadas para voltarem dia 9 de fevereiro, daqui a 18 dias. Nos mais de 330 educandários do Estado, todos os perto de 195 mil estudantes estão se programando para aulas presenciais. Os 45 mil da rede municipal da Capital terão aulas mistas, híbridas, parte presencial, parte pela internet. Tudo está andando e o planejamento, ao menos até este final de semana, continuava normal. O secretário da Seduc, professor Suamy Vivecananda, visitou vários educandários do Estado, nestes dias, inclusive alguns em obras (onde até fez fotos para as redes sociais, ajudando a preparar argamassa) e, por enquanto, não comenta qualquer mudança no calendário já anunciado. O mesmo tem feito, até agora, a secretária da Semed, Gláucia Negreiros. A verdade é que ambos estão de olho na pandemia e, se a situação não mudar no curto prazo, mesmo com todos os cuidados que estão sendo previstos para a volta às aulas, algumas novas medidas poderão ser anunciadas. Aguardemos. 

CIRO FAZ SUA QUARTA TENTATIVA DE SER PRESIDENTE, AGORA SE POSTANDO COMO UM REBELDE QUE TRAZ ESPERANÇA AO PAÍS

Bolsonaro, Lula, Sérgio Moro e agora Ciro Gomes. O ex-governador do Ceará oficializou, nesta sexta-feira, sua quarta tentativa de chegar à Presidência da República, agora pelo PDT, o partido criado como PTB por Leonel Brizola e que, no decorrer dos tempos, perdeu sua conotação trabalhista, virando também uma amálgama de lideranças de todos os estilos e crenças políticas. Como a grande maioria dos demais partidos (com exceção do PT e algumas siglas de esquerda), o PDT também mudou sua cara, com o passar dos anos (como o MDB, o PSDB, o PL e vários outros), para abrigar um que possa lhes aproximar do poder. Ciro vem com ideias bem à esquerda e quer se postar como ele sim, a terceira via a Bolsonaro e Lula. Embora não se possa confiar na grande maioria das pesquisas (as feitas pelos grupos ligados à Folha de São Paulo, por exemplo, já elegeram Lula no primeiro turno), não há como ignorar que Ciro nunca conseguiu decolar, apesar de ter se apresentado como nome viável há longos meses. Na maioria das pesquisas, ele jamais passou de quarto colocado, perdendo para Sérgio Moro, desde que o ex-juiz também entrou no jogo. Mas ele está com seu nome posto. Lançou até seu slogan de campanha: “Ciro, a rebeldia da esperança”. Ou seja, no que se observa da opinião pública nacional, Bolsonaro e Lula estão bem à frente, dependendo da pesquisa um ou outro; Sérgio Moro em terceiro e Ciro em quarto. Este é o quadro do momento. Mudará?

PRIMEIRA PESQUISA REGISTRADA EM RONDÔNIA MOSTRA NÚMEROS SURPREENDENTES E LÉO  MORAES À FRENTE

Por falar em pesquisa, a primeira, assinada pelo Instituto Phoenix & Associados, divulgada esta semana, devidamente registrada na Justiça Eleitoral, mostrou algumas surpresas, mas é sempre bom que se diga: é muito cedo para avaliar o quadro real de intenção de votos do eleitor. Tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia legislativa, qualquer pesquisa que se faça pode dar um falso quadro de realidade, até porque na hora da urna, muitas vezes aparecem nomes desconhecidos, com caminhões de votos, que acabam se elegendo. Mas, é claro, os que aparecem atualmente entre os primeiros, ficam comemorando, porque é um belo início de campanha. Mas o que chamou a atenção foi o resultado da pesquisa para o Governo do Estado. Registrada sob o número 07.758/2022, no TRE, a pesquisa chama atenção pelo resultado em que coloca o jovem deputado federal Léo Moraes como primeiro colocado, disparado, com o ex-presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho (que até agora sequer se colocou como candidato) em segundo; o petista Anselmo de Jesus em terceiro e o atual governador, Marcos Rocha, em quarto lugar. Marcos Rogério, o senador mais votado do último pleito em Rondônia, aparece na sexta colocação, atrás da deputada Mariana Carvalho. Entre os postulantes, foram colocados ainda Daniel Pereira, Ernandes Amorim e até João Cipriano, logicamente nomes, com exceção de Daniel, que até agora sequer foram cogitados para entrarem na disputa ao Governo. Ivo Cassol e nem Confúcio Moura estão na lista da pesquisa. Mas, enfim, registrada e oficializada, a pesquisa está aí. Acredite nela quem quiser!

PERGUNTINHA

Você está seguro ou preocupado, caso tenha filho, que está pronto para voltar às aulas no início de fevereiro, em relação aos riscos da nova onda de Coronavírus?

AUTOR: SERGIO PIRES  –  COLUNA OPINIÃO DE PRIMEIRA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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