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Carnaval vira festa de incompetência e decisões inacreditáveis de autoridades brasileiras

O vírus, pelo jeito, continua dando as cartas e, muitas das nossas autoridades não têm a menor ideia de como enfrentar este jogo corretamente

O carnaval se aproxima e há, país afora, ainda muitas dúvidas sobre se os festejos serão ou não realizados, até pelo recrudescimento da pandemia. Pelo menos 17 Capitais e três cidades brasileiras com carnaval dos mais quentes, já anunciaram que não permitirão o carnaval de blocos, o tradicional carnaval de rua. Dentre esses o Rio e São Paulo, mas que, para surpresa geral, vão autorizar os desfiles das escolas de samba, como se o vírus comparecesse a uma das concentrações e se negasse a se espalhar em outra. Coisa de malucos, mas bem típica dos governantes brasileiros, muitos deles, aliás, completamente perdidos em relação ao combate à pandemia e aos cuidados que se deve ter com ela. Num ano eleitoral, proibir o carnaval pode ser golpe de morte em alguns interesses e, por isso, o desespero de governantes e prefeitos em tomarem a decisão. Além disso, a festa de Momo é um momento de grande faturamento e crescimento da economia. Tudo tem sido colocado na balança, mas a verdade é que, ninguém combinou nada com o vírus e suas novas cepas, incluindo a Omicron, altamente contagiosa, embora não mortal. Porto Velho, por exemplo, Capital dos rondonienses, serve como exemplo claro da confusão que se formou em relação ao Carnaval. Primeiro, o maior bloco carnavalesco da região norte, a Banda do Vai Quem Quer, já anunciou há várias semanas que não desfila pelo segundo ano, por causa da pandemia. A Associação das Escolas de Samba também já se posicionaram contra os desfiles e caíram fora. Mesmo assim, a Prefeitura ainda não anunciou oficialmente, ao menos até agora, se vai autorizar a saída de blocos e como funcionarão as festas privadas, que, sim, as haverá às dúzias, por aqui e, aos milhares, Brasil afora. Aliás, é bom que diga que apenas duas capitais (Cuiabá e o Distrito Federal), já tomaram posição concreta: sem carnaval de rua e sem desfiles de escolas de samba.

Carnavais que atraem multidões, fora do Rio, como Salvador e Recife, já decidiram que não farão suas gigantescas festas, mas estão “analisando” autorizações para festividades privadas e eventos, como se acabando com uma festa e autorizando outras, se poderá controlar a vontade do vírus, que escolheria atacar em algum evento, mas não em outros, aqueles autorizados pelo Poder Público. Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Recife, Salvador, São Luiz são capitais que já cancelaram parte do carnaval, mas devem autorizar multidões em festas alternativas. Isso vai impedir o vírus de se espalhar.  O caso é tão complexo que capitais como Aracaju, Boa Vista, João Pessoa, Goiânia, Rio Branco e Vitória, ainda analisam o assunto, sem terem a menor ideia do que vão autorizar ou não, ao menos até agora. O vírus, pelo jeito, continua dando as cartas e, muitas das nossas autoridades não têm a menor ideia de como enfrentar este jogo corretamente.

ESCOLAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DE PORTO VELHO RETORNAM DIA 9. NO ESTADO, TODAS AS AULAS SERÃO PRESENCIAIS

Nove de fevereiro. Exatamente daqui a 27 dias, a partir desta quinta-feira, dia 12, recomeçam as aulas em Rondônia e também nas escolas municipais de Porto Velho. Haverá, contudo, uma diferença entre os dois retornos. Nas escolas do Estado, retornarão 100 por cento dos alunos para as aulas presenciais, com todos os protocolos de segurança (termômetros, álcool gel e distanciamento). Nas escolas municipais, contudo, ao menos até agora a informação é que o sistema continuará sendo híbrido, ou seja, parte dos estudantes participarão das aulas presenciais e parte das aulas à distância, pela internet. A posição dos pais é que deve definir quem vai e quem não vai à escola. Os preparativos para o retorno à normalidade, dentro das escolas estaduais, já vem há meses. Desde agosto, quando o retorno presencial começou, aos poucos, foram registrados muito poucos casos de Covid e, onde eles ocorreram, a escola do contágio deixou de funcionar, presencialmente, durante alguns dias. Nenhum caso grave foi constatado. Já retornaram no ano passado, de forma presencial, mais de 50 mil estudantes da rede do Estado. Os demais cerca de 150 mil voltam a partir do dia 9. Já a rede municipal tem perto de 45 mil vagas, mas este número pode crescer ainda mais, com as novas matrículas que já estão ocorrendo. No Estado, são aproximadamente 9.930 professores e na Capital, cerca de 3.400.

FÉ, CONTROLE DO VÍRUS, OTIMISMO PARA A PRÓXIMA DÉCADA E UM PAÍS MAIS JUSTO, SEM CORRUPÇÃO: SONHOS DOS BRASILEIROS

Vale a pena, até para detalhar o que o brasileiro anda pensando, mais detalhes da grande pesquisa em todo o país, encomendada pela Febraban, a Federação Nacional dos Bancos. Vários resultados referem-se especificamente à região norte, mas a maioria deles está mesmo ligada ao pensamento da média do que a população comum pensa. Especificamente sobre nossa região, um dado interessante: o controle da pandemia do Coronavírus é motivo de satisfação para 37 por cento dos nortistas. Outra informação interessante: numa projeção para os próximos dez anos, mais da metade da população entrevistada, na região Norte (66 por cento), acha que o Brasil estará melhor do que hoje em dia. Para 13 por cento dos entrevistados, o país estará pior no período de uma década. Outros 9 por cento não acreditam em mudança, acham que vai continuar igual. No campo do desejo, a população do Norte do Brasil (com vários entrevistados em Rondônia), espera principalmente um país mais justo, com menos desigualdade social (58 por cento); sem corrupção (40 por cento); com menos desmatamento e com a Amazônia protegida (28 por cento); e um Brasil com economia forte (19 por cento). Em nível nacional, respondendo a pergunta de múltiplas respostas, metade dos entrevistados (50 por cento) aponta a fé como a característica mais positiva dos brasileiros. Outros 33 por cento, acham que a criatividade é o traço mais marcante da população, enquanto a capacidade de superação foi mencionada por 24 por cento das pessoas. A solidariedade (23 por cento) e a alegria dos brasileiros (23 por cento) vêm a seguir. A disposição para o trabalho (18 por cento) também foi lembrada. Será que a pesquisa retrata a realidade do que pensa a imensa maioria de brasileiros?

EM PLENO SÉCULO 21, AINDA VIVEMOS DIAS DE TERROR, COM A VIOLÊNCIA IGUAL A DO VELHO OESTE 

De vez em quando, notícias envolvendo conflitos agrários e guerra das invasões de propriedade, em pleno século 21, parecem nos remeter ao Velho Oeste americano, de meados do século 19. Toda a semana, se descobre novos fatos, mais violência, mais ataques a fazendas e, de vez em quando casos escabrosos, como o que está sendo investigado pelas polícias de Jaru e Ariquemes, envolvendo uma operação que levou a campo mais de 50 policiais. Chamada de Operação Erva Daninha, a ação tem como objetivo localizar os restos mortais de Flares Rogério de Souza e Jonathan da Silva Ribeiro, desaparecidos desde junho de 2020. Os dois podem ter sido mortos e enterrados na área pertencente à Fazenda Amorim, em Campo Novo de Rondônia. A polícia não deixou claro que a dupla, que teria sido vítima de assassinato, seria participante do grupo invasor ou se dos que defendiam a propriedade. O que assusta é que, em pleno 2021, ainda tenhamos que conviver com este tipo de delito, com grupos de falsos sem terra, fortemente armados, atacando em várias regiões do Estado, até há bem pouco tempo sob os olhares complacentes das nossas autoridades. Agora, contudo, ao menos há alguma reação, mas, ainda, muito longe do que deveria ser feito. Invasores que agem como terroristas, precisam ser tratados, pela lei, como terroristas e não como pobres vítimas da sociedade.

GASOLINA COM PREÇO CONGELADO NÃO PASSOU APENAS DE UM SONHO DE VERÃO!

Chegou a haver uma pequena esperança, um sonho de verão, mas ele foi por água abaixo. Depois de menos de três semanas com o preço dos combustíveis mantidos, a Petrobras anunciou novo reajuste, o primeiro do ano, tanto para gasolina quanto para o óleo diesel. Não houve, ao menos até a quarta-feira, informações sobre aumentos para o gás de cozinha, mas certamente haverá, em breve. Em Porto Velho, o preço médio da gasolina, que estava na faixa de 6,59, deve passar para algo próximo a 6.80, com este novo preço. Tanto proprietários de veículos como os donos de postos arrancam os cabelos. Uns, porque estão pagando muito caro. Outros, os que abastecem os carros, motos, caminhões, ônibus e outros veículos, porque a margem de lucro não aumenta, mas as vendas continuam diminuindo. O governo federal diz que enquanto o dólar estiver oscilando para cima, continuaremos enfrentando este problema, que é internacional, pelo aumento constante do barril de petróleo. Prova disso é que o custo dos combustíveis ao consumidor final, nos Estados Unidos, onde eles sempre foram baratos, deram um salto, a tal ponto do governo americano mexer na sua reserva de petróleo, tentando amenizar a situação para os consumidores. Enquanto nossos combustíveis forem corrigidos pelo dólar, estaremos ferrados. Lamentável! 

CRIMINOSO CONDENADO POR TRÁFICO É PROTEGIDO POR DECISÃO JUDICIAL E PODE FAZER CONCURSO PÚBLICO

Para se entender o país em que vivemos e como ele é bondoso com o crime, surge mais um exemplo que, em outros países, considerados sérios, jamais seria motivo de discussão, pela clareza do assunto. Menos para parte da nossa Justiça, claro. O tráfico de drogas, que já foi considerado crime hediondo (durou pouco), foi sendo considerado algo normal, em várias decisões judiciais. Nada de penas mais duras, como se imaginasse que os traficantes, culpados por tantos crimes na nossa sociedade, deveriam cumprir. Agora, um traficante condenado, em liberdade condicional (vejam só a mudança na aplicação das penas), fez um concurso para a Funai e, mesmo sem seus direitos políticos, conseguiu fazer um concurso para a Funai e ser aprovado. Até aí tudo bem, já que ele está solto e, se aceitaram a inscrição, por que não participar do concurso? O problema é que o TRF-1, deu provimento à apelação do candidato, por entender que a execução penal tem por objetivo “proporcionar a reintegração social do condenado”! Decisão judicial se cumpre, mas não se pode lavar as mãos e deixar assim, sem ao menos protestar. Agora o caso está no STF e a Advocacia Geral da União quer participar do julgamento, por entender absurda a aceitação de um criminoso condenado (e ainda mais por tráfico de drogas), sem seus direitos políticos em dia, poder assumir um posto na Funai. Este nosso Brasil, com decisões como essa, do TRF-1, tem jeito? Claro que não tem.

NOVA ONDA DO VÍRUS, AGORA COM A OMICRON ASSUSTA, MAS VIOLÊNCIA DA NOVA CEPA É MUITO MENOR

Continuam aumentando os casos de Covid 19, agora também com a cepa Omicron, muito mais contagiosa, mas menos mortal, assim como crescem as mortes pela grupe H2N3, que assolou Rondônia e várias outras regiões do país. Até o início da semana, já tínhamos perdido 12 vítimas fatais para a gripe, enquanto a Covid já matou, desde a primeira vítima, em março de 2020, nada menos do que 6.765 rondonienses. De uma população aproximada de 1 milhão e 750 mil habitantes, a Covid atingiu nada menos do que 287 mil, ou seja, um em cada pessoas desta terra de Rondon já foi alcançada pelo vírus. Isso representa praticamente 16,5 por cento de cada um dos moradores deste Estado. O percentual de vítimas fatais da Covid, nestes cerca de dois anos, foi de 2,35 por cento sobre o total de contaminados, uma média perto dos números nacionais. Claro que a situação atual é preocupante, mas está longe do auge da pandemia, quando tivemos mais de 850 internados e pelo menos 157 pessoas nas filas das UTIs. Hoje, o total de ocupantes das vagas em nossos hospitais (públicos e privados), acometidos pela doença, é de menos de 120, com cerca de 35 internados nas UTIs. O que ainda não se sabe é se a Omicron, a cepa que veio da África, continuará se espalhando com a velocidade que tem sido registrada e se ela é mesmo muito menos letal, como parece ser. Até agora, há registro de apenas uma vítima fatal pelo novo tipo de Coronavírus, em todo o país. Mas os números de contágios assustam o Brasil e o mundo.

SERIAL KILLER QUE COMETIA CRIMES BRUTAIS EM JI-PARANÁ FOI PRESO EM CUIABÁ

Com condenações iniciais de 40 anos de prisão, depois diminuídas para menos de 27 anos, por crimes que já foram descobertos e suspeita de que outros o serão, um serial killer, que cometeu pelo menos três assassinatos, em Rondônia, foi encontrado e preso em Cuiabá, nesta semana. Os nomes das vítimas não foram revelados, mas a história dos crimes que praticados é assustadora. O assassino agia na região de Ji-Paraná e, embora poucos detalhes dos casos tenham sido revelados pela polícia, ele matava, cortava partes do corpo e as comia, além de beber sangue das vítimas. Um caso tenebroso, cheio de detalhes de terror, mas que aconteceu aqui mesmo no nosso Estado e, ao menos até agora, era desconhecido do grande público. A descoberta do matador ocorreu quando a Polícia Militar de Cuiabá recebeu uma informação anônimo que se escondia no bairro Tijucal, na capital do Mato Grosso. Quando a polícia chegou, o homem apresentou documentos falsos. Toda a sua história foi descoberta ao serem contatadas as autoridades rondonienses. Por enquanto, não foram dadas mais informações sobre o bandido, além do nome (Djalma Figueiredo), de alta periculosidade, que andava pelas ruas, livre, leve e solto. Investigações continuam para descobrir se ele cometeu outros crimes brutais como os jpa descobertos e também se não agiu com a mesma brutalidade na cidade onde estava escondido. As informações, com mais detalhes, podem ser acessadas pelo link https://www.jiparananoticias.com.br/noticia/41854_serial-killer-de-rondonia-que-comia-olhos-e-orelhas-das-vitimas-e-preso-pela-pm-em-cuiaba-usava-documento-falso

PERGUNTINHA

Com a volta do Coronavírus, através da cepa Omicron, que infesta milhões de pessoas (mas mata muito poucas) já dá para sonhar que o pior da pandemia já passou ou você acha que é ainda muito cedo para se chegar a essa conclusão?

FONTE: COLUNA OPINIÃO DE PRIMEIRA –  AUTOR: SERGIO PIRES

  • A Opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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