Resenha Politica

Nada mudou no João Paulo II; PR sendo preparado para receber revoada de tucanos; PSL em pé de guerra – Por Róbson Oliveira

SAÚDE

Desde que tomou posse na função de Secretário Estadual da Saúde, o médico Fernando Máximo prometia melhorar as unidades de saúde, em particular o João Paulo II, onde bateu ponto por vários anos, mas parece que foi apenas mais uma promessa de quem trabalha na pasta sem a capacidade gerencial. Quem visita o João Paulo percebe que nada mudou da administração passada para a atual, com mais um agravante: as cirurgias agora estão suspensas por falta de anestesistas. No entorno do Secretário o máximo é inflar seu ego como provável candidato a candidato a prefeito da capital. A Sesau continua na UTI.

PR

O Partido da República está sendo preparado para receber um número enorme de filiados até março do ano que entra, quando abre-se mais uma janela para que os políticos com mandatos possam mudar de partido sem perder os mandatos. A vedete mais aguardada é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Laerte Gomes, já que os atuais dirigentes do PSDB, partido pelo qual foi eleito, ignoram o parlamentar e o tratam sob o tacape. A Gomes não restará outra saída senão deixar o ninho dos tucanos para voos maiores pelo PR.

PROCRASTINATÓRIO

Como esta coluna já havia antecipado, os recursos manejados nesses últimos dez anos no STJ por Edson Martins (MDB) e que permitiram exercer mais três mandatos de deputado estadual, eram protelatórios. E, quando julgados definitivamente, ele tomaria tinta. O STJ julgou improcedente o recurso de embargos do parlamentar e, após publicação, ficará inabilitado pela lei da ficha suja por oito anos, com a perda imediata da atual função.  O suplente deveria agir também porque o parlamentar já provou que nos bastidores que é capaz de qualquer chicana jurídica para manter o cargo, embora os fatos da cassação sejam óbvios.

RESISTÊNCIA

Temos que reconhecer que o deputado Edson Martins resistiu ao processo por anos seguidos, embora quem conseguiu acesso aos autos garanta que os fatos eram robustos. Foi um processo longo que entra nas estatísticas judiciais como anormal em relação à celeridade jurisdicional, mas este é o preço que o mundo civilizado paga em respeito às garantias constitucionais. A justiça tarda, mas não falha. Caberá ao suplente ficar de olho na publicação do acórdão para assumir a vaga de Edson Martins. O problema para o suplente reside na capacidade que o parlamentar possui de resistir…

CASCATA

Os preços exorbitantes que são cobrados pelos quilowatts da energia elétrica aqui, e em qualquer outro estado, exigem das autoridades manifestações de indignação. Muitos políticos aproveitam a reação de inconformismo da população pelos boletos da energia elétrica extorsivos para tirar uma casca. A maioria dos políticos que hoje demoniza a empresa distribuidora é a mesma que aplaudiu quando a empresa de energia de Rondônia (Ceron) foi privatizada. No leilão da privatização sabia-se antecipadamente que no contrato constava aumento das tarifas e demissão dos servidores da ex-estatal. O resto é cascata e discurso vazio. O que não exclui o direito de protestar.

CASA DA MÃE JOANA

O PSL, partido que abrigou os bolsonaristas juramentados nas eleições vitoriosas de 2018, está em pé de guerra com o seu principal mandatário: Jair Bolsonaro. Partiu do presidente a ordem para que os deputados federais da legenda alvejassem o delegado Waldir da liderança para seu rebento, Eduardo Bolsonaro (Zero dois), assumisse a liderança em substituição ao delegado. Como tomou de assalto a liderança, dificilmente o filho Zero Dois do presidente consiga manter a indicação do seu nome para a embaixada americana, visto que no Senado Federal, responsável pela aprovação do nome, a maioria dos seus membros não escondem a contrariedade com a indicação. O PSL virou Casa de Mãe Joana onde ninguém mais se entende.

DUELOS

A guerra que assola nacionalmente o PSL terá reflexos nos estados, embora na bancada federal da Câmara dos Deputados o grupo favorável ao delegado Waldir e ao donatário da agremiação, Luciano Bivar, e o duelo entre os dois grupos já deixou vítimas depois que Bolsonaro destituiu a deputada paulista Joice Hasselmann da liderança do governo e indicou como substituto um senador do velho MDB. É a velha política retornando à ribalta. Em Rondônia, por exemplo, o governador Marcos Rocha conseguiu alvejar do PSL o empresário Jaime Bagattoli, atualmente sem partido.

STF

O Supremo Tribunal Federal começou a debater mais uma vez a aplicação da execução imediata de sentença em segundo grau. É uma questão complexa de natureza constitucional que afetou uma parte considerável da população. Parte desta passou a opinar, em grande parte, compostas por pessoas intolerantes que exigem a obrigatoriedade da aplicação sem o mínimo de conhecimento em relação à  matéria. O tema afetou tão forte os corações mais exaltados de tal modo que os partidários desfavoráveis à  aplicação da norma da forma atualmente interpretada por razões jurídicas são demonizados, quando não são insultados. Há insano que berra nas mídias sociais exigindo o fechamento do Supremo, embora não saiba interpretar uma frase mais simples, imaginem norma!

DIVIDIDO

Por três vezes que os ministros do Supremo analisaram a norma de não culpabilidade em casos concretos, a tese da aplicação imediata da execução da sentença saiu vitoriosa por um voto de diferença, mas não foi em repercussão geral, ou seja, aplicada a todos os casos. É uma questão tão complexa que divide o STF e dividiu a população. No entanto, nesta votação a repercussão geral e vai ser aplicada a todos os casos. É lamentável numa democracia que uma decisão com repercussão geral emanada da Suprema Corte vire alvo das mais absurdas teorias conspiratórias e provoca em algumas pessoas tanto ódio.

LIMITES

O STF tem que decidir dentro dos limites da lei e interpretar a norma fundamentada naquilo que quis expressar o legislador ordinário. Quando o legislador pretendeu expressar de forma clara uma vedação ou um comando de forma sem margem de interpretações hermenêuticas, o fez no texto da norma ordenando o comando de como aplicá-la. Esse papo de que quem tem posição diversa sobre a execução da pena imediatamente é favorável à impunidade não passa de pura lorota. Caso os órgãos jurisdicionais queiram dar celeridade aos processos, modernizem seus sistemas, contratem mais serventuários e juízes. Cortando os penduricalhos, sobram recursos.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLÍTICA –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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