Resenha Politica

Governo não consegue abrir uma mísera conta; Lavar as mãos não é a melhor saída; Lorotas para encher linguiça – Por Róbson Oliveira

INCOMPETÊNCIA

Mesmo com o Tribunal de Contas disponibilizando cinquenta milhões de reais do seu orçamento próprio para que sejam investidos na construção de uma nova unidade de saúde na capital, substituindo o atual João Paulo II, o Governo do Estado não consegue abrir uma mísera conta exclusiva para receber os recursos. Por três vezes o Tribunal de Contas do Estado notificou a Sesau para que tomasse as providências necessárias à transferência dos recursos, mas, até agora, nada foi feito.

 

DESVIOS

Embora a ação do TCE não seja comum aos demais tribunais estaduais, visto que invariavelmente buscam recursos para investir nas suas próprias estruturas, o rondoniense abriu mão de suas receitas para que o estado utilizasse os recursos na melhoria da unidade saúde com a construção de um novo Pronto Socorro, já que o João Paulo virou caso de polícia. É incompreensível a inoperância estadual em não conseguir abrir uma simples conta para que o dinheiro seja depositado. O que o TCE não aceita é repassar a dinheirama para a conta única do estado, em razão de evitar que sejam desviados para outras finalidades.

 

TÓXICOS

Duas ações policiais feitas na semana passada, apesar de independentes, terminaram se interligando pelo conteúdo das investigações que desvendaram a ação predatória ao meio ambiente de grupos madeireiros e suas extensões com o mundo do tóxico. Avaliando com cuidado tais ações deduzimos que todas as operações foram bem montadas e executadas com um profissionalismo incomum. Sem alardes, as autoridades responsáveis pelas investigações surpreenderam os investigados com resultados exitosos.

 

PILATOS

Em entrevista a uma emissora de rádio no interior, o coronel governador Marcos Rocha (PSL) lavou as mãos em relação às tarifas exorbitantes que estão sendo aferidas nos relógios que medem o consumo de energia elétrica do rondoniense ao declarar que não tem o que fazer. É absoluta verdade o que disse o senhor governador que não tem como exigir da empresa de energia que baixe suas tarifas. É um setor de responsabilidade do Governo Federal que tem privatizado todas as companhias estaduais sob a falsa alegação ao prometer melhorar os serviços. A Energisa venceu um leilão nacional ao incorporar em seu patrimônio a Centrais Elétricas de Rondônia – incorporou somente a banda boa, haja vista que todo o passivo da Ceron foi consolidado na dívida estadual que sangra o tesouro estadual – e cobra as tarifas conforme as regras de mercado estabelecidas pela ANEEL.

 

MÃOS LIMPAS

Mesmo não podendo interferir diretamente nas tarifas cobradas pela Energisa, o governador, como gestor político e administrativo dos interesses de Rondônia, tem (teria) força política para interferir com cobranças no campo político. Não podemos esquecer que no boleto há vários penduricalhos relativos a taxas e impostos que governo e municipalidade poderiam abrir mão em favor do consumidor mais descapitalizado. Lavar as mãos não é a melhor saída para quem lidera a tropa. Ou tenta.

 

 

VIRALIZOU

No final de semana viralizou nas mídias sociais, em particular nos grupos de WhatsApp, uma coreografia desengonçada feita pelo governador nas escadarias do Palácio Madeira em comemoração ao dia do servidor público. Enquanto o governador, acompanhado por colaboradores fora de ritmo, rebolava nas escadarias palacianas, o servidor não tinha o que comemorar e são compelidos a requebrar para sobreviver com salários aviltados. Não há o que comemorar na data destinada aos barnabés, seja do ponto de vista de carreira e financeiro, seja em relação ao desempenho dos coreógrafos. Mas viralizou o reboleio.

 

TUMBA

É sempre assim: em todo período pré-eleitoral começam as especulações sobre eventuais candidaturas que não passam de lorotas para encher linguiça. Já estão ressuscitando das tumbas nomes para disputa de prefeituras que não passam de blefe. Como nestas eleições as coligações estão proibidas, os partidos vão lançar os nomes mais competitivos ao cargo majoritário, caso contrário afundam as nominatas de vereadores. Ademais, as campanhas mudaram e continuam em mutação de um para outra, e ninguém assusta tanto quanto o desconhecido. Já os nomes carimbados dificilmente terão as tumbas abertas. Quem viver verá!

 

SAÍDA

Sem clima nem espaço para permanecer no PSDB, já que não é ouvido em nada, o deputado estadual Laerte Gomes vai buscar na justiça uma saída jurídica para ingressar em outra legenda sem ferir a regra da fidelidade partidária. O destino deverá ser o PL – antigo Partido da República. Com ele seguem para o Partido Liberal vários vereadores e prefeitos.

 

ESTABILIDADE

O Governo Federal deverá encaminhar ao Congresso Nacional mais uma reforma que vai suscitar muita polêmica por mexer com direitos já consagrados ao longo da nossa história. A reforma administrativa do funcionalismo público traz em seu bojo novas regras para contratação, ou seja, acaba com a estabilidade e flexibiliza o processo de demissão, fragilizando a carreira no poder público. O presidente Bolsonaro nunca escondeu que é contra a estabilidade e tem como opinião que o servidor público possui muitos direitos que, para ele, atrapalham o estado. O que não vai faltar é barulho.

 

NITRO

Basta conceder uma entrevista para que o presidente Jair Bolsonaro arrume mais confusão. Segundo pessoas próximas, é o estilo belicoso do nosso mandatário. Ele atira para todos os lados e, a fazê-lo indiscriminadamente, vira alvo fácil para seus opositores. O que não falta na administração do capitão é confusão e quando tudo aparenta se acalmar, os filhos (zero 1, zero 2 e zero 3) colocam fogo.

 

MERECIMENTO

A Assembleia Legislativa de Rondônia voltou a conceder um título de cidadão rondoniense a mais uma autoridade que tem serviço prestado ao estado. Desta feita a condecoração foi destinada ao Conselheiro do Tribunal de Contas Wilbert Coimbra. A coluna abre espaço para homenagear os senhores parlamentares pela atitude, uma vez que o homenageado passou de forma impecável pelo Poder Legislativo, mas, antes disso, trilhou com galhardia desde o andar de baixo um caminho espinhoso para alcançar ao andar de cima. Wilbert nunca escondeu sua origem humilde desde sua chegada a Rondônia, oriundo do Maranhão, quando iniciou uma meteórica carreira na Polícia Militar, depois deputado estadual, professor universitário, e, finalmente, Conselheiro do Tribunal de Contas. Nunca esqueceu as origens, razão pela qual mantém uma vida tranquila, gestos grandiosos e generosidade imensurável. É aquele cara da melhor qualidade. Tem estatura para a comenda e trabalho pelo estado para a homenagem.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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