Desigualdade na distribuição do fundo eleitoral provoca protesto em evento com Lula e acende alerta em Rondônia
A distribuição dos recursos do fundo eleitoral provocou um protesto de candidatos do PT durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Belo Horizonte (MG), no último sábado (29). A manifestação ocorreu durante um evento voltado às mulheres e expôs uma insatisfação interna com os critérios adotados pela direção nacional da legenda para distribuir o dinheiro destinado às campanhas de 2026.
Segundo a imprensa brasileira, 25 candidatos mineiros — 11 concorrentes a deputado estadual e 14 a deputado federal — ficaram em uma faixa de distribuição que não prevê repasses do fundo. O grupo reivindica a criação de um piso de R$ 80 mil por candidatura e prepara um manifesto para cobrar mudanças da direção nacional.
Durante o ato, manifestantes levaram uma faixa com a mensagem de que “as mulheres da base do PT-MG não aceitam serem tratadas como laranjas”. O documento apresentado pelos candidatos também questiona a existência de diferenças consideradas expressivas entre os valores destinados às candidaturas. De acordo com os relatos, enquanto alguns candidatos a deputado federal podem receber até R$ 2,4 milhões, outros ficaram com R$ 10 mil ou até mesmo sem recursos.
A situação ganhou ainda mais repercussão porque ocorreu justamente em um evento no qual Lula discursava sobre a importância da participação feminina na política. A Folha de São Paulo registrou que militantes protestaram contra a falta de recursos e apresentaram manifesto assinado por parlamentares do partido, enquanto o palanque defendia maior presença das mulheres na política.
O episódio de Minas Gerais também pode servir de alerta para Rondônia, onde a diferença entre os recursos destinados a candidatos de uma mesma legenda já chama atenção.
No PT de Rondônia, por exemplo, a candidata Cláudia de Jesus recebeu R$ 325 mil para sua campanha a deputada estadual, enquanto Sid Orleans aparece com repasse de R$ 23.175. A diferença é de R$ 301.825 , mais de 14 vezes o valor destinado ao segundo candidato. Os mesmos R$ 23.175 também aparecem para André do Sindicato, Cidão do PT e Claudinei Tijolão.
A disparidade não significa, por si só, irregularidade, já que os partidos possuem critérios próprios de distribuição dentro das regras eleitorais. Entretanto, a diferença monumental entre os valores pode alimentar questionamentos de candidatos que se considerem prejudicados e exigir maior transparência sobre os critérios utilizados.
Em Rondônia, diante das diferenças já observadas entre candidaturas, não está descartado que candidatos também passem a cobrar explicações de suas direções partidárias sobre os critérios utilizados na divisão dos recursos.
Da Redsação Folha
otícia

















Add Comment