Noticias

Ministro Gilmar Mendes nega recurso de Capixaba e PGR pede cumprimento de prisão

Deputado federal por Rondônia foi condenado no chamado “escândalo das sanguessugas”

O Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes negou na última terça-feira o efeito suspensivo nos recursos que haviam sido impetrados pela defesa do deputado federal Nilton Capixaba (PTB-RO), na Ação Penal 644, que tenta protelar o cumprimento da sentença de 6 anos e 10 meses à prisão no chamado “escândalo das sanguessugas”, que consistia na compra de ambulâncias superfaturadas, com verbas de emendas parlamentares e repassadas a municípios de todo o país.

Em seu despacho, Mendes afirmou, “[…] Portanto, ante a ausência de plausibilidade ou possibilidade de sucesso da pretensão recursal, indefiro o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao recurso.

Com isso, o deputado, que não foi candidato à reeleição em função da condenação deverá passar o fim de ano cumprindo pena. A Procuradoria Geral da República já recomendou, em 29 de setembro, o imediato cumprimento da pena. Os advogados de Capixaba impetraram embargos em embargos de declaração com pedido de efeito suspensivo da pena, até que os embargos fossem julgados e Gilmar Mendes indeferiu.

O caso

A Polícia Federal descobriu, em maio de 2006, esquema de fraude em licitações para compra de ambulâncias com verba do Ministério da Saúde. O esquema era comandado pela empresa Planam, de Mato Grosso, da família Vedoin (Luiz Antonio e seu pai, Darci), e envolvia parlamentares e funcionários do Ministério da Saúde.

O grupo fazia contato com as prefeituras do País para oferecer entrega de ambulâncias com maior rapidez sem ter de passar pelos trâmites normais. Se o prefeito concordasse, a quadrilha negociava com assessores de parlamentares a apresentação de emendas individuais ao Orçamento da União para liberar o dinheiro. Assim que fossem liberados os recursos, o grupo manipulava a licitação e fraudava a concorrência usando empresas de fachada. Dessa maneira, os preços da licitação eram superfaturados, chegando a ser até 120% superiores aos valores de mercado. E o ´lucro´ era dividido entre os envolvidos no esquema, inclusive parlamentares.

Segundo a Polícia Federal, a organização negociou o fornecimento de mais de mil ambulâncias em todo o País. E a investigação do Ministério Público levantou prejuízos em torno de R$ 110 milhões aos cofres públicos. Assim, foram denunciados ex-deputados federais, um ex-senador e assessores parlamentares, além de outros servidores públicos. Uma CPI foi aberta para apurar o caso e encontrou indícios contra 69 deputados e três senadores. Dois dos deputados acusados renunciaram.

Dos 67 restantes, apenas cinco conseguiram se reeleger. Os três senadores – Ney Suassuna (PMDB-PB), Magno Malta (PL-ES) e Serys Slhessarenko (PT-MT) – foram absolvidos pelo Conselho de Ética.

As irregularidades deste caso foram descobertas meses antes pela PF e chegaram a movimentar R$ 110 milhões.

FONTE: PAINEL POLÍTICO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]