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Ministério do Meio Ambiente sinaliza apoio ao projeto REDD+ em Rondônia; reservas extrativistas serão beneficiadas

Equipe da Sedam se reuniu com extrativistas da Resex Rio Cautário e o secretário da Amazônia e Serviços Ambientais, que visita o Estado para conhecer o maior projeto de crédito de carbono do País

A equipe da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e o secretário da Amazônia e Serviços Ambientais do Ministério do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, ouviram na terça-feira (17) depoimentos de 17 líderes comunitários da Reserva Extrativista do Rio Cautário, em Costa Marques, a 700 quilômetros de Porto Velho.

Na primeira visita a Rondônia, para conhecer o maior projeto de crédito de carbono do País, o secretário da Amazônia gostou tanto do diálogo que se comprometeu em retornar mais vezes, “a fim de acompanhar de perto os desafios e o êxito do REDD+”. Ele fez diversas perguntas a seringueiros, castanheiros e farinheiros da Resex, e ao final da reunião, visitou a casa de uma família na Comunidade Canindé, onde fica a base da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Bem trabalhada, a extração do látex pode render mais do que R$ 60 mil por ano ao seringueiro, superando a renda de um aposentado. Um dos principais atributos ambientais das florestas tropicais é o carbono estocado.

O Ministério do Meio Ambiente apoiará o projeto REDD+ com recursos do Programa Floresta+, segundo comprometeu-se o secretário Joaquim Pereira Leite. “O foco é remunerar quem cuida de árvores, valorizando quem conserva e protege a floresta”, disse.

O secretário da Amazônia Joaquim Pereira Leite (1º à direita) visita a casa de extrativistas na Reserva do Rio Cautário

Créditos de carbono são uma forma de remunerar o serviço de preservação da floresta em pé e de oferecer alternativa de renda para quem queira realizar atividades conservacionistas. Projeções apontam possível rendimento de R$ 150 milhões em 30 anos.

A Sedam explicou que eventuais entraves burocráticos (contas bancárias, cadastramento e identificação de famílias tradicionais) serão solucionados brevemente, a fim de incluir mais 17 comunitários na relação de contemplados com o pagamento da ajuda mensal de R$ 1 mil a cada extrativismo. A Resex tem sete comunidades e 95 famílias já recebem esse recurso.

“A única forma de melhorar a qualidade de vida de vocês é entendendo as prioridades e pensando no coletivo”, Pereira Leite disse a cerca de 50 pessoas de sete comunidades da Resex.

Nesse sentido, a coordenadora da parte federal da reserva, Lidiane França da Silva incentivou-os a trabalhar em conjunto para vencer as dificuldades: “Só vocês, unidos, têm condições de fazer o projeto dar certo”.

O secretário da Sedam, Marcílio Lopes Leite, franqueou a palavra aos representantes das populações tradicionais. Na mesa, ao lado de Lopes, da coordenadora de florestas plantadas, Julie Messias, e do coordenador de Unidades de Conservação Fábio França, o secretário Joaquim Pereira Leite quis saber das dificuldades das populações tradicionais.

Toda a equipe ouviu diversos relatos, alguns apelos e até denúncias, entre as quais a do presidente da Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé, Francisco Pereira Alves Neto, segundo o qual, “de quinta-feira a domingo a Comunidade de Três Bocas é visitada por caçadores e pescadores ilegais”.

“Eles aparecem armados, ameaçam a desova do peixe, derrubam árvores para fazer canoas, espalham o lixo, pescam e levam de lá até jacarés”, desabafou Francisco Alves Neto.

Diálogo – Estimulados pelo secretário da Amazônia, seringueiros, farinheiros e castanheiros relataram suas dificuldades

O coordenador Fábio França pontuou que durante o seu período como policial militar participou de uma operação que resultou na prisão em flagrante de 11 pessoas que entraram na comunidade em prejuízo dos moradores.

O secretário da Amazônia lembrou que o Fundo Verde destinou R$ 500 milhões para a região e informou que o ministro Ricardo Sales reverteu uma situação histórica que facilita atualmente a participação de investidores do setor privado.

“Ele inverteu a lógica de que a floresta vale mais devastada do que em pé; esse dinheiro atenderá também pequenos produtores que tenham excedentes de reserva legal”, disse Pereira Leite, acrescentando que o setor agro tem hoje a oportunidade de compensar por créditos gerados. “A Amazônia é uma Arábia Saudita em crédito de carbono”, disse entusiasmado.

Parcerias técnicas dão suporte ambiental a Rondônia, conforme explicou a coordenadora de florestas plantadas, Julie Messias. Ela conclamou a todos para mudanças de concepção, desde que respeitadas a sua tradicionalidade e capacidade de produção. Julie também enfatizou a sintonia existente no âmbito da Sedam entre a Educação Ambiental, o Cadastro Ambiental Rural e a Coordenadoria de Unidades de Conservação, no sentido da política transversal para o sucesso do crédito de carbono.

“O governador Marcos Rocha tem fomentado o extrativismo, no qual muito acredita”, disse Julie.

“O cooperativismo e o associativismo ainda estão fragilizados na Amazônia, por essa razão é preciso compensar e capacitar aqueles que nela vivem”, assinalou Julie.

Julie e o secretário da Sedam, Marcílio Lopes, visitaram recentemente uma cooperativa de comercialização extrativista do Estado do Acre e sentiram o interesse da empresa em adquirir produtos da Resex.

“Fornecedores e compradores do agro já reconhecem a importância desse mercado (de crédito de carbono) capaz de conservar florestas: a produção do látex, da castanha, da mesma forma que a pecuária”, assinalou o secretário Pereira Leite. “Um quilo de carne bovina no Brasil cuida mais da floresta do que em outros países”, emendou.

Segundo o secretário da Amazônia, a adesão voluntária é bem-vinda e a valorização dessa atividade permitirá incorporar o tema nas políticas de empresas. Parcerias como agro possibilitariam novos investimentos. “O problema brasileiro não é ambiental, porém, econômico”, disse.

“O projeto (crédito de carbono) nasceu e já está dando bons frutos com o envolvimento das comunidades da Resex”, disse o secretário da Sedam, Marcílio Lopes. Ele ouviu de Pereira Leite a confirmação da busca por esses financiamentos para levar o projeto a outras unidades florestais de Rondônia.

Fábio França (CUC), secretário Joaquim, Julie Messias, Lidiane da Silva (Resex federal) e secretário da Sedam, Marcílio Lopes

O Ministério do Meio Ambiente estima em 40 milhões de hectares o território florestal que poderá ser conservado por guarda-parques, a um custo de US$ 2 bilhões. “Se conseguirmos US$ 20 bilhões resolvemos o problema do desmatamento”, garantiu.

Com essa visão, o secretário Pereira Leite espera ver Rondônia conscientizando as populações tradicionais, explicando que cuidar da floresta lhes garante remuneração, a exemplo da que já é paga por uma empresa de investimentos dedicada à proteção e à recuperação de florestas naturais com a finalidade de mitigar as mudanças climáticas, parceira da Sedam no maior projeto de REDD+ do Brasil.

“A Rio Cautário é exemplo de que o privado dá certo, e os guarda-parques podem denunciar irregularidades, dando exemplo ao País e ao mundo em conservação ambiental”, disse Pereira Leite.

Se no passado o Brasil sofreu com o êxodo rural, atualmente há condições de se evitar também o êxodo florestal. “É o resgate do modo de vida do extrativista, e o fortalecimento de associações dentro do princípio da união, assim tudo dará certo”, previu o coordenador estadual de Unidades de Conservação, Fábio França.

Conforme explicou, estudos da Sedam revelam que muitos jovens deixaram as comunidades por absoluta falta de alternativa. “Só que agora, eles não querem mais sair, porque amam a terra e seu modo de vida”.

Felipe Lopes, cuja mulher está gestante de cinco meses e espera o primeiro filho do casal, sonha cursar biologia. “Olha, é muito bom não sair da terra onde a gente mora; eu quero que venham outros projetos para cá, e me sinto honrado em fazer parte deste momento da Resex”, ele disse.

Francisco Eleutério, da Comunidade Canindé, afirmou: “Tem que dar certo, o modelo que o Brasil espera vai sair daqui, porque é benéfico e valoriza o trabalho voluntário”.

FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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