Noticias

Ministério da Educação diz que Enem pode ser suspenso em 2021 por falta de dinheiro

Em ofício enviado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, diz que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2021 pode ser suspenso por falta de dinheiro. O documento também alerta para o risco de fechamento de campi, cursos e até instituições inteiras por falta de recursos.

“Ressalta-se que, dentre os programas que correm risco de não serem continuados, encontra-se o consagrado Exame Nacional do Ensino Médio – Enem, e soma-se a esse prejuízo o fechamento de cursos, campi e possivelmente instituições inteiras, comprometendo a educação superior e a educação profissional e tecnológica – EPT, mantidos com a política de Custeio de Universidades e Institutos”, diz o ofício, obtido pelo GLOBO.

O ofício faz parte das discussões internas do governo a respeito da Lei Orçamentária de 2021. Nesse momento, o Ministério da Economia envia às demais pastas os referenciais de limite orçamentário disponíveis para o ano seguinte e tradicionalmente os ministérios pedem mais recursos para a equipe econômica. O Orçamento é enviado ao Congresso em agosto.

Até agora, o Ministério da Economia disponibilizou para o MEC R$ 18,7 bilhões para o ano que vem. São despesas chamadas de discricionárias (não obrigatórias), ou seja, de livre movimentação do governo, e não inclui o pagamento de salários. Ocorre que várias despesas importantes dos ministérios são discricionárias, como o Enem e a manutenção de universidades. O MEC pede mais R$ 6,9 bilhões.

“O atual montante de recursos consignados no referencial monetário para 2021 poderá prejudicar seriamente diversas políticas públicas, entre elas, as ligadas à educação básica, além de afetar gravemente com possibilidade de interrupção de políticas voltadas para educação superior e exames”, escreveu Weintraub.

Nota técnica anexada pela pelo ministro aponta que, caso sejam mantidos os valores até agora disponibilizados pelo ministério, “poderá prejudicar seriamente” diversas políticas públicas, dentre elas, as ligadas à educação básica, como o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD); a Política Nacional de Alfabetização; Repasses do FNDE para apoio às redes; oo Programa de Inovação Educação Conectada; a conclusão de obras de creches e escolas; e programas de formação de professores.

Segundo a nota técnica, a redução do orçamento “afetará gravemente e poderá interromper também as políticas voltadas para a educação superior”, como a concessão de Bolsas de Apoio a Educação Básica (CAPES e FNDE); exames nacionais de educação; o Programa de Residência em Saúde; e o Prouni.

As despesas discricionárias dos ministérios têm reduzido ano a ano por conta do crescimento das despesas obrigatórias. O teto de gastos limita o aumento das despesas federais à inflação do ano anterior. Como as obrigatórias crescem, o governo corta despesas discricionárias para cumprir o teto.

FONTE: O GLOBO

FRNEWS TV: Intercâmbio técnico fortalece parceria entre SENAR Rondônia e SENAR Mato Grosso

CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO E ACESSE NOSSO APLICATIVO NA NUVEM

COLUNISTAS

PUBLICIDADE

Acesse nossa Página do Facebook

RESENHA POLITICA

TEIA DIGITAL

  • Coluna Teia Digita: Micro e Pequenas empresas exige mudanças para enfrentar 2027 – Por Silvio Persivo

    Que nem promessa de político depois das eleições. “Estou tentando escrever uma autobiografia. Mas, não me lembro nem de ontem” (Keith Richard). BANCOS DE RONDÔNIA SUSPENDERAM ATENDIMENTO PRESENCIAL NA QUINTA-FEIRA Os bancários de Rondônia, que reivindicam reajuste salarial, mudanças nos benefícios, entre eles o vale-alimentação, e manutenção dos postos de trabalho, deixaram as agências bancárias […]