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Militares em Mianmar podem enfrentar acusações de genocídio

Departamento de Estado americano disse que eles promoveram campanha “bem planejada e coordenada” de assassinatos em massa

A investigação dos Estados Unidos sobre uma campanha de Mianmar contra a minoria muçulmana rohingya do país não teve como objetivo determinar se crimes contra a humanidade e genocídio foram cometidos, mas os responsáveis ainda podem ser responsabilizados por esses crimes, disse uma autoridade do Departamento de Estado norte-americano nesta quinta-feira.

O relatório do Departamento de Estado publicado na segunda-feira disse que os militares de Mianmar promoveram uma campanha “bem planejada e coordenada” de assassinatos em massa, estupros coletivos e outras atrocidades contra os rohingyas.

O documento, no entanto, não descreve a repressão como genocídio ou a classifica como crime contra a humanidade, uma questão que autoridades norte-americanas dizem ter sido um feroz debate interno que atrasou em quase um mês a publicação do relatório.

“Não houve julgamentos legais expressos no documento porque esse não foi o seu objetivo”, disse o vice-secretário de Estado, John Sullivan, em uma entrevista coletiva em Nova York quando perguntado sobre o motivo de o relatório não ter usado os termos “genocídio” ou “crimes contra a humanidade”.

Ele acrescentou: “Estamos trabalhando duro para processar os responsáveis, incluindo com juízos como o que vocês ofereceram – enquadrando-os em crimes contra a humanidade ou genocídio”.

Sullivan falou nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, pouco antes de o secretário de Estado, Mike Pompeo, se encontrar com Kyaw Tint Swe, o ministro de Mianmar representante do país na sessão.

Pompeo não respondeu a uma pergunta de um repórter sobre a ocorrência de um genocídio em Mianmar.

Autoridades dos Estados Unidos disseram à Reuters no início da semana que o documento do Departamento de Estado poderia ser usado para justificar novas sanções dos Estados Unidos ao país ou medidas punitivas contra autoridades de Mianmar.

FONTE: REUTERS

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