Cultura

Mestre Ernesto Melo anuncia gravação de seu segundo álbum

O projeto recebe apoio do Governo por meio da Lei Aldir Blanc

Com recursos incentivados pela Lei Aldir Blanc, em sua 2ª edição o Mestre da Cultura Ernesto Melo começou no último dia 8 de janeiro as atividades de pré produção das 13 músicas que compõe o Álbum intitulado “Mestre Ernesto Melo, o Poeta da Cidade Vol. II”

Em reunião realizada com sua equipe de produção no último dia 08 de janeiro no espaço externo do Mercado Cultural, foi apresentado o cronograma de trabalho aprovado pela Superintendência de Juventude, Cultura, Esporte e Lazer – SEJUCEL. Na ocasião o artista argumentou que em razão da grande quantidade de projetos incentivados, o recurso foi depositado 10 dias após o planejado, em 30 de dezembro de 2021. “Diante desta nova realidade, tivemos que fazer ajustes no cronograma, entendendo o período de festividades de fim de ano e o retorno das atividades por parte dos prestadores de serviço”, comentou Ernesto.

“Este novo calendário será apresentado na entrega do primeiro relatório mensal à SEJUCEL, pois efetivamente o trabalho se inicia a partir do depósito na conta do proponente, assim como está descrito no Edital Marechal Rondo 2ª Edição”, informou Erika Patrícia Melo, produtora e responsável pela gestão do projeto. “Meu pai é um dos mais importantes artistas de Rondônia e nosso maior desafio foi aprovar o projeto, agora temos o compromisso de apresentar para o mundo a obra do Mestre e Imortal da Academia de Letras, que é autor da música mais linda que se conhece, que é “Porto Velho meu Dengo”.

Para esta produção foi contratado um estúdio profissional especializado em Samba, que já é conhecido pelos sambistas de Rondônia e referência na região norte e fica na cidade de Manaus, mas todos os outros aspectos da produção são de Porto Velho. “Prestigiou-se o trabalho daqui por entendermos que os recursos da LAB II são destinados ao fomento e ao auxílio emergencial dos artistas em seu local de atuação”, informou Ernesto Melo.

O projeto aprovado também assegura a realização de um Vídeo Clip da música “Santa Barbara”, fazendo referência ao centenário Terreiro de mesmo nome, local onde o pai do artista frequentava e que faz parte da história do mesmo. “Vivi boa parte da minha vida lá, acompanhado meu pai que era da casa, hoje eu presto esta grande homenagem a este ícone da cultura religiosa local, o mais antigo Terreiro que se tem notícia. Quero desta forma mostrar para o grande publico que eu canto Porto Velho”, comenta.

O Poeta da Cidade como é popularmente conhecido, Ernesto está prestes a apresentar mais uma obra de sua autoria. Desde o seu primeiro CD com o sucesso da música “Porto Velho meu Dengo” o músico que também é membro da Academia Rondoniense de Letras, vem se apresentado na cidade com sua banda “A Fina Flor do Samba” nos principais eventos do gênero.

Ainda de acordo com os produtores do músico, o trabalho vai possibilitar o profissionalismo da carreira do artista, todas as músicas, também chamadas de fonogramas, serão registradas e distribuídas em plataformas digitais, possibilitando assim uma maior divulgação da obra e sua abrangência. “Atualmente o CD convencional já não é mais uma exigência, tão pouco será produzido, mas as plataformas digitais são os verdadeiros palcos onde os grandes artistas conseguem fazer sua obra conhecida, já temos notícias de que músicos do nosso Estado já são ouvidos por milhões de pessoas mundo afora, tudo por conta destas plataformas, acredito muito no potencial do meu pai, ele é o músico do momento”, conclui Erika Patrícia.

Conheça um pouco sobre a história de Ernesto Melo

Ernesto Melo, Contador, funcionário público federal aposentado do Ministério do Trabalho, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Rondônia, 73 anos, casado com Dona Maria Erenir Coral dos Santos Melo, falecida em decorrência da Covid19 em 2021, nascido em Porto Velho, Rondônia, é sambista. Escreve, toca violão, banjo e cavaquinho, tendo sido um compositor mais voltado para escrever sobre Porto Velho antigo, sua história e suas estórias, suas nuances e situações; sobre nossos personagens folclóricos e artísticos e sobre o Mocambo, em particular.

Conviveu com os principais personagens históricos da cultura de Porto Velho desde os tempos do Território Federal, aprendeu a tocar instrumentos e se notabilizou com o grande sambista. Ajudou a fundar grupos musicais como: Grupo de Cultura Águas do Madeira, que deu origem ao Grupo Kizomba, fez apresentações em locais consagrados no Rio de Janeiro, como na quadra da Portela, no Café Socyte, Asa Branca, Feitiço da Vila, e em meados dos anos 2000 recebe apoio de amigos, como o saudoso Manelão da Banda do Vai Quem Quer, e grava seu primeiro CD, “Ernesto Melo, o Poeta da Cidade”, onde apresenta a música que o reposiciona no cenário musical brasileiro, “Porto Velho meu Dengo”, seu maior sucesso. Com esta canção venceu o Festival aberto de Música do Sesc em 2002, representou Rondônia em Maringá no 25º FEMUCIC, em 2004 foi contemplado com o Troféu “Prêmio de Opinião Pública-POP”. É autor de vários sambas enredo bem como marchinhas de carnaval, nos anos 2000 funda o Grupo “A Fina Flor do Samba”, desde então se apresenta às sextas feiras no Mercado Cultural de Porto Velho, foi reconhecido pelo Ministério da Cultura como Mestre da Cultura Popular Imaterial no ano de 2018, e no ano de 2020 recebe o Título de Imortal pela Academia Rondoniense de Letras, Ciências e Artes – ARL, ocupando a cadeira de n° 13 cujo Patrono é José Alves da Silva, o nosso Zezinho Maranhão, onde também é acadêmico, em 2021 é referenciado em obra literária fomentada pela Lei Aldir Blanc intitulada “Lugar e Memória – Uma Poética de Porto Velho em Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba” e na obra “Galo da Meia Noite, uma festa a mais”, também incentivada pela mesma lei. Ainda sob a Lei Aldir Blanc, Ernesto Melo é consagrado como “Mestre da Cultura Popular do Estado de Rondônia”

O projeto “Mestre Ernesto Melo, o Poeta da Cidade vol. II” é incentivado pelo Governo do Estado de Rondônia através Superintendência da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer – SEJUCEL, Fundo Estadual de Desenvolvimento da Cultura – FEDEC/RO, Lei Aldir Blanc, “LAB II”.

Programa de Editais vinculados ao Fundo Estadual de Desenvolvimento da Cultura – FEDEC, sob a responsabilidade da Coordenação de Cultura – CODEC.

Todas as atividades deste projeto respeitam as medidas sanitárias e administrativas determinadas para contenção do COVID-19, em especial àquelas constantes no Decreto 24.919 de 05 de abril de 2020.

FONTE: SECOM/RO

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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